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Ministério Público autoriza Prefeitura a tirar passarelas

Cidade Comentários 09 de fevereiro de 2014

Pilares e degraus corroídos representam risco para a população que transita no local. Além disso, mesmo reformadas, elas seriam de pouca utilidade


As passarelas das intermediações do Viaduto Ayrton Senna vão ser retiradas. A autorização, inicialmente negada pelo Ministério Público (MP) de Goiás, partiu da 15ª Promotoria após a emissão de um laudo técnico do Município, provando a falta de utilidade e condições estruturais ameaçadas da mesma.
A iniciativa de retirar as passarelas partiu da Prefeitura em julho do ano passado. De início, o Ministério Público se posicionou contra e exigiu um laudo detalhado assinado por um engenheiro, comprovando o sucateamento das estruturas. Além disso, segundo a promotora de justiça responsável pelo caso, Sandra Garbelini, também, foi necessário constatar que as passarelas, realmente, não tinham utilidade para a população e que se caso realmente fossem destruídas, não causariam prejuízos maiores.
O laudo emitido pelo engenheiro responsável pelos estudos comprovou que as condições estruturais e funcionais da passarela estão totalmente comprometidas. No aspecto estrutural, vários pontos preocupantes são apontados, como a corrosão de pilares e degraus que colocam em risco não somente os pedestres, mas, também, os veículos que transitam por aquele local. Em relação à utilidade, também, ficou comprovado que as passarelas não são usadas pelas pessoas. Além disso, a travessia de uma das passarelas se restringe para, apenas, um lado da pista. A outra começa e termina no mesmo canteiro central. Ou seja: de acordo com o laudo, não se justifica manter e nem reformar as passarelas.
Para a promotora de justiça, a partir de agora a decisão de derrubar ou reformar as passarelas fica a critério do Município, que já demonstrou, claramente, o desejo de retirá-las. No seu entendimento, não há a necessidade de se gastar dinheiro público se realmente não existe nenhuma utilidade. “Nossa primeira preocupação era se as pessoas não estariam correndo algum risco sem as passarelas. Mas, o laudo com embasamento técnico, mostrou em detalhes, o perigo que elas representam. Também ouvimos algumas pessoas para comprovar que essas passarelas não são úteis e várias chegaram a falar de outros transtornos como o de que o local seria, até, um ponto de encontro para usuários de droga”.
No espaço que a estrutura ocupa agora, será realizada a revitalização da paisagem urbana. Mas, a retirada das passarelas ainda não tem data certa. De acordo com a Secretaria Municipal de Obras, Serviços Urbanos e Habitação, o Município ainda aguarda a decisão oficial do MP.

Autor(a): Wanessa Mereb

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