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“Minha avaliação é muito positiva da participação do PT neste pleito”

Política Comentários 18 de outubro de 2014

Eleito para o quarto mandato na Câmara Federal, Rubens Otoni diz que, em 2015, novos projetos para Anápolis serão desencadeados através de sua representação parlamentar


O senhor acaba de sair de uma eleição, conseguindo o quarto mandato para a Câmara Federal. Que balanço o senhor faz da campanha e do resultado das urnas?

Rubens Otoni - Faço uma avaliação muito positiva de nossa participação neste processo eleitoral. Porque foi, sem dúvida, uma das eleições mais competitivas das quais já participei e, por isso, mais desafiadora e mais difícil, tanto pelo número acentuado de candidatos que tivemos, mais do que o dobro daquilo que acontecia em outras eleições e, também, pelo envolvimento econômico-financeiro. Então, sem dúvida, isso valoriza o nosso trabalho e a nossa vitória. Eu saio desta eleição muito satisfeito e agradecido pela votação que recebi em todo o Estado de Goiás e, de maneira especial, em Anápolis. Isso renova a minha responsabilidade em continuar trabalhando com toda a energia e disposição, como tenho feito, para buscar o retorno político, econômico, social na forma de ações para nosso Estado.

Em relação à eleição de 2010, a votação que o senhor obteve sofreu uma queda. A que atribui este fato?

Rubens Otoni - Fundamentalmente, porque aumentou, muito, o número de candidatos. Na eleição de 2010, nós tínhamos cerca de quatro milhões de eleitores. Este ano passou para quatro milhões e 400 mil, ou seja, um aumento em torno de 10 por cento, enquanto que o número de candidatos aumentou na casa de 100 por cento. Então, essa conta não fecha, é quase o mesmo universo de eleitores para um número maior de candidatos. Por isso, houve uma queda na votação de todos os candidatos à reeleição, praticamente. Mas, dentro da legenda do PT, eu fui o primeiro colocado e tive quase o dobro a mais do que o segundo mais votado. Aqui em Anápolis, independentemente do partido, eu tive quase o dobro do segundo colocado e a votação que tive aqui, nunca outro candidato conseguiu obter para Deputado Federal. Então, foi uma votação que me gratificou e agradeço muito ao povo de Anápolis e de Goiás pela confiança. Aliás, este é outro detalhe: você ter uma votação desta buscando o quarto mandato. Isto só se consegue pelo reconhecimento do trabalho que se desenvolve, porque, se não, com o desgaste da política e dos políticos e com a busca natural da renovação, não haveria como se obter uma votação como esta.

O senhor já elegeu alguma prioridade, em relação aos projetos para Anápolis, dentro desse novo mandato que irá exercer?

Rubens Otoni - O meu trabalho político tem resultado positivo porque ele tem a marca do planejamento. De cada eleição que eu saio, me preocupo em fazer o planejamento das nossas ações, depois de colher as ideias e sugestões em cada segmento, em cada município. A outra diferença do nosso trabalho é que a gente não espera esgotar aquilo que planejou e está fazendo, para começar outro. Então, neste mandato, já temos algumas ações que irão continuar, como, por exemplo, os compromissos que assumi em relação aos projetos de infraestrutura e logística para dar a Anápolis um status de competitividade nacional. Temos aí um trabalho feito com relação às nossas rodovias federais e, também, em relação à Ferrovia Norte-Sul. Temos um planejamento em curso para Anápolis, na área da saúde e da educação, em parceria com a Prefeitura, onde vários recursos já foram disponibilizados para a construção de escolas, creches, para a construção de quadras de esportes. Uma boa parte desses projetos já foi entregue e agora, vamos dar continuidade no novo mandato, trazendo mais recursos. Na área da saúde, tínhamos como planejamento a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento, UPA, e ela já foi entregue, com recursos federais, assim como várias unidades básicas de saúde. Neste caso, algumas já foram e outras, ainda, serão licitadas e contarão com aporte de recursos federais. E, temos outras prioridades, para a partir de 2015, dentre elas, o projeto de mobilidade urbana. Vamos trabalhar muito isso e a equipe do Prefeito João Gomes está finalizando os projetos para viabilizarmos os recursos federais para obras importantes na Cidade, como na Avenida Brasil. Agora em novembro, nós estaremos fazendo uma nova avaliação e recolhendo novas sugestões e demandas para incorporarmos àquilo que vamos fazer.

Dentro estes projetos prioritários, em que pé está o que prevê a ampliação do Estádio Jonas Duarte?

Rubens Otoni - Já conseguimos disponibilizar parte dos recursos necessários para este projeto e agora, a Prefeitura está na fase final de elaboração dos projetos e, tão logo a gente possa iniciar a primeira etapa, vamos buscar os recursos que faltarem para a sua totalização. Esperamos que isso ocorra, agora, em 2015.

Nesta eleição, um dos assuntos mais abordados foi a questão da segurança, que envolve uma série de nuances, como a redução da maioridade penal. Que posição o senhor acha que pode adotar, junto com o Estado de Goiás, em relação à segurança pública?

Rubens Otoni - A primeira coisa é fazermos o dever de casa, cada um em seu nível, cumprindo o seu papel. A segurança pública é de responsabilidade dos governos estaduais, mas todos nós temos que dar a nossa participação e contribuição. Assim também, os governos municipais e o Governo Federal. Como deputado, tenho trabalhado para que essas parcerias aconteçam. Trabalhamos com o Ministério da Justiça para a elaboração dos convênios com o Governo do Estado para a construção do Presídio de Anápolis e ações dessa mesma natureza em outras regiões. Também contribuímos para que chegassem outros investimentos importantes, como o de videomonitoramento com câmeras, que foi, também, uma parceria com o Governo Federal. Então, temos de incentivar essa ação de forma integrada, porque a população espera o retorno.

O PT participou das eleições majoritárias, com a candidatura de Antônio Gomide ao Governo Estadual. De que forma o senhor avalia essa participação? Quais teriam sido os erros, se é que houve, nesta participação?

Rubens Otoni - Num processo eleitoral como este, certamente tem erros e acertos. Mas, a minha avaliação é muito positiva em relação à participação do Partido dos Trabalhadores neste pleito. Em primeiro lugar, porque o PT já não participava dos pleitos majoritários - não participou em 2006 e em 2010 - então o simples fato de apresentar uma candidatura própria já foi um fato muito positivo para o PT. Ou seja, ele entrou no jogo de forma direta e saiu fortalecido. Basta que vocês comparem o resultado dos outros partidos de oposição. O Vanderlan (Cardoso, do PSB) disputou a eleição este ano e saiu com votação inferior àquela que teve na eleição de 2010, ou seja, diminuiu a sua votação. Na eleição passada, ele conseguiu eleger deputados federais e, nesta eleição, não conseguiu eleger nenhum. O PMDB, também, baixou a sua votação. O partido, que tinha feito nove deputados estaduais, em 2010, fez apenas cinco este ano. Ele tinha feito quatro federais, e agora fez apenas dois. Diferente disso, o PT, além de participar do jogo, de construir uma nova liderança para o Estado, porque o Antônio Gomide era uma liderança anapolina e, agora, se projetou para Goiás, além de conseguir, portanto, esse ganho político, conseguiu manter intacta a sua representação: quatro deputados estaduais e um federal. Então, não houve queda, como nos outros partidos. Tudo isso é positivo. O lançamento da candidatura de Antônio Gomide trouxe um arejamento à política, abriu a porta para a renovação. É uma liderança que emerge no cenário estadual e que é de Anápolis. Também surgiram, dentro deste processo, novas lideranças, como o deputado estadual eleito Renato de Castro, de Goianésia e a Adriana Accorsi, de Goiânia. E, o professor Edward Madureira que, embora não tenha sido eleito, teve uma votação expressiva e é uma liderança nova dentro do PT. Quanto aos erros, a gente vai ter um momento adequado para fazer as reflexões.

Há quem diga que a candidatura de Antônio Gomide foi precipitada, poderia aguardar um pouco mais e ele terminar o seu mandato. Que análise o senhor faz em relação a isso?

Rubens Otoni - A candidatura de Antônio Gomide se deu, justamente, pela intransigência do PMDB. E, naquele momento, não tínhamos como exigir que o PMDB tivesse uma postura diferente. A história está mostrando que o cenário político pede renovação. Neste sentido, eu vejo que a posição que o PT defendeu era a mais correta: a apresentação de um nome novo, arejado, com expectativa de mudança. Mas, víamos a possibilidade de uma aliança com o próprio PMDB que, naquele momento, poderia optar por uma candidatura ao Senado. Mas, são coisas que vamos ter tempo para avaliar e o próprio resultado do processo eleitoral vai jogar luz sobre isso. Nós sempre trabalhamos com muito respeito e consideração, mesmo quando temos opiniões divergentes e, por isso, trabalhamos com maturidade política.

O casamento PT-PMDB está em crise?

Rubens Otoni - Creio que não. Como eu disse, acho que temos maturidade para analisar cada momento. Tanto é que não tivemos dúvida nenhuma em hipotecar o apoio ao PMDB no segundo turno, porque está em jogo um projeto nacional, onde o PT e o PMDB estão unidos também. Agora, às vezes, existem divergências nas táticas e, em minha opinião, tenho convicção que o PT estava correto na sua posição para fazer o enfrentamento com o Governo Estadual.

Autor(a): Claudius Brito

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