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Metade da população brasileira é sedentária

Saúde Comentários 19 de dezembro de 2014

Consumo excessivo de refrigerante e muitas horas de televisão também são maus hábitos cultivados por grande parcela dos adultos do país


Um levantamento do IBGE feito junto ao Ministério da Saúde mostrou que grande parte da população brasileira é sedentária e mantém outros maus hábitos, como consumir poucos alimentos saudáveis, beber refrigerante em excesso e passar muitas horas assistindo televisão.
De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), quase metade da população (46%) não realizou esforço físico nos últimos três meses, no horário de lazer, durante o trabalho ou nos afazeres domésticos. Apenas um quarto dos adultos do país cumpre a recomendação mínima de exercícios, que é de manter-se fisicamente ativo ao menos 150 minutos por semana. O estudo também mostrou que 28,9% dos brasileiros passam pelo menos três horas assistindo à televisão todos os dias.
O levantamento avaliou cerca de 80 000 domicílios em 1 600 municípios do país durante o segundo semestre de 2013. Ainda segundo o estudo, a maioria da população adulta (62,7%) não consome a quantidade mínima de frutas e hortaliças recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de cinco porções ao dia.
Além disso, cerca de um quarto das pessoas com mais de 18 anos do país consome refrigerante pelo menos cinco dias por semana, enquanto 37,2% costumam comer carne ou frango com excesso de gordura. O levantamento também mostrou que pouco mais de um em cada cinco brasileiros consome bolo, torta e chocolates com frequência (ao menos cinco dias na semana) e 14,2% consideram ingerir sódio em excesso.
Álcool — Pela primeira vez, o IBGE investigou o consumo de álcool: um em cada quatro brasileiros ingeriu bebida alcoólica ao menos uma vez por semana ao longo de 2013. Um pouco mais de um em cada dez (13,7% da população) relatou consumo abusivo — cinco ou mais doses em uma única ocasião nos últimos 30 dias. E, entre aqueles com carteira de motorista, 24,3% disseram ter dirigido depois de beber.
Os homens bebem mais do que as mulheres. O uso habitual de álcool foi de 36,3% para eles e 13% para elas. O consumo abusivo também foi relatado mais por homens — 21,6% ante 6,6%.
O Sul é a região do País com maior prevalência de consumo habitual de bebida alcoólica (28,4%); com destaque para o Rio Grande do Sul, onde 47% dos homens responderam que bebem ao menos uma vez por semana. O Nordeste foi a região com maior proporção de homens que relataram o consumo abusivo (25,5%). Chamam a atenção os Estados da Bahia (29,4% dos homens) e Piauí (28,5%). O consumo de bebida alcoólica começou por volta dos 18 anos, sem grandes variações entre as regiões.
Cigarro — Ao contrário do consumo de álcool, o hábito de fumar está em declínio. Em 2008, 18% da população fumava ou usava outros derivados de tabaco. Cinco anos depois, esse índice havia caído para 15% da população com mais de 18 anos; ou 21,9 milhões de pessoas.
Os homens fumavam mais do que as mulheres — 19,2%, ante 11,2%. A maior proporção está entre a faixa etária de 40 a 59 anos (19,4%); entre os mais jovens, o índice é mais baixo — de 10,7%, entre as pessoas com 18 a 24 anos.
“Há uma boa notícia em relação à queda do uso do tabaco. O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer tiveram ações fortes para o controle do tabagismo, como a proibição de fumar em ambientes fechados, os alertas dos maços de cigarro e a proibição da propaganda. Há uma meta global pela redução do tabagismo. A bebida ainda é mais socialmente aceita”, afirmou a gerente da PNS, Maria Lucia Vieira.
A proporção de pessoas que declararam ter parado de fumar foi de 17,5%.

Sete maneiras de se exercitar fora da academia
Caminhe
Entre os vários benefícios da caminhada, estão a queima de calorias, que ajuda a emagrecer, e a melhora do sistema cardiovascular. O hábito de caminhar pode ser incorporado facilmente na rotina: basta estacionar o carro um pouco mais longe do trabalho do que o habitual ou levar o cachorro para passear, por exemplo. “Outra boa ideia é ir ao mercado andando. Na ida, você está sem peso nenhum. Na volta, conta com a carga das compras para forçar um pouco mais o corpo”, sugere a educadora física Mara Patricia Chacon, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Pule corda
O exercício ajuda a emagrecer e melhora a coordenação, pois exige movimentos simultâneos de diversas partes do corpo. Mas o benefício só se manifesta a partir do momento em que a pessoa consegue pular por, no mínimo, 1 ou 2 minutos sem parar. “Pode ser difícil no começo, porque envolve um padrão motor diferente do que usamos no cotidiano”, explica Bruno Modesto, educador físico da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP). “Vale a pena persistir: no decorrer do tempo, a atividade fica mais fácil.”
Troque o elevador pela escada
Para evitar lesões, o ideal é começar com poucos lances e aumentar gradativamente o número de andares, conforme o corpo se acostumar ao exercício. Pode-se subir dois andares na primeira semana, por exemplo, e acrescentar mais um a cada sete dias. Valorize também o sentido inverso: descer degraus promove o gasto calórico e trabalha os membros inferiores do corpo, além de exigir mais coordenação e concentração do que a subida.

Transforme sua casa em uma academia
Uma esteira ou uma bicicleta ergométrica transformam a casa em seu próprio ginásio. Se o objetivo é começar a fazer musculação, a sugestão é comprar um colchonete e halteres e caneleiras de 1 a 5 quilos. “Para músculos pequenos, como o tríceps, é melhor iniciar os exercícios com 1 ou 2 quilos. Para os grandes, como as costas, comece com 4 quilos”, sugere Bruno Modesto. A carga deve ser aumentada quando a última repetição de cada série ficar fácil. “Para ganhar resistência muscular, é recomendável fazer duas ou três séries com quinze repetições cada uma.”

Aproveite o ar livre
São inúmeras as opções de exercícios que podem ser praticados em ambientes externos. Em parques, é possível pedalar, correr, patinar, andar de skate ou fazer alongamento, entre outras atividades. Para os amantes da natureza, existe a opção dos esportes radicais, como o montanhismo.

Experimente esportes coletivos
A prática de esportes coletivos oferece uma experiência bem diferente do ambiente da academia. Procurar um clube para saber quais esportes são oferecidos ou montar um time de amigos para jogar futebol, vôlei ou basquete na quadra do condomínio pode fazer bem à saúde física e mental, pois desenvolve capacidades como a habilidade de trabalhar em grupo e a competitividade.

Jogue videogame
Foi-se o tempo em que videogame era sinônimo de preguiça e sedentarismo. Atualmente, alguns aparelhos contam com sensores de movimento que exigem que o jogador saia do sofá e se mexa para cumprir as tarefas do jogo. O equipamento, porém, deve ser usado com parcimônia. “O jogo faz com que você se movimente e gaste calorias, mas não é um exercício físico completo, e, na maioria das vezes, não será praticado com regularidade. Por isso, deve ser encarado como um complemento à atividade física”, afirma Bruno Modesto.

Autor(a): Da Redação

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