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Mercado movimenta quase 300 toneladas/dia

Economia Comentários 28 de fevereiro de 2014

Trata-se do segundo maior local de comercialização do segmento no Estado de Goiás e recebe produtos de diversas regiões brasileiras


Anápolis tem sido destaque quando o assunto é geração de empregos. Mas não são, apenas, as grandes empresas que geram renda para famílias que buscam, na cidade, uma forma de ganhar a vida. O setor rural, também, garantiu o seu espaço e, hoje, a Central de Abastecimento Regional de Anápolis (Cearana), também conhecida como Mercado do Produtor,é o segundo maior entreposto de comercialização de hortifrutigranjeiros do Estado.
No Mercado há espaço para o pequeno, o médio e o grande produtores. Mas, todos os produtos precisam ser oferecidos no atacado. Os armazéns, também conhecidos como “boxes”, são cedidos a empresas privadas, por meio de licitações e seus permissionários contribuem com uma taxa de ocupação. Outra área, com bancas,é disponibilizada para o pequeno e o médio produtores e funciona três vezes na semana: nas segundas, quartas e sextasfeiras.
Diariamente, a Cearana comercializa uma média de 270 toneladas de produtos rurais como frutas; verduras e ovos, oferecidos, principalmente, por pequenos e médios produtores rurais procedentes de mais de 250 municípios brasileiros, dos quais cerca de 60 são goianos.Somente o município de Anápolis é responsável por mais de 30 mil toneladas de hortigranjeiros por dia.
São, portanto, milhares de empregos diretos e indiretos gerados, desde o produtor que vende no interior do Mercado, aos demais trabalhadores como caminhoneiros; proprietários de casas de verduras; proprietários de supermercados; feirantes; carregadores, entregadores, etc. A estimativa é de, pelo menos, 1500 empregos diretos e 1500 empregos indiretos. Isto, sem contar a geração de tributos, principalmente ICMS, devido à grande movimentação de cargas que chegam e saem daquele posto comercializador.
O diretor de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Município, Álvaro Gonçalo Rodrigues, explica que é intensa a entrada de mercadorias vindas de diversas regiões do Brasil naquele local. Esses produtos abastecem a demanda de Goiás e de estados limítrofes, como Tocantins, Distrito Federal e Mato Grosso, geram empregos e garantem a fixação das famílias no campo, evitando o êxodo rural. Mesmo assim, segundo ele, existem vários desafios. “O produtor rural ainda sofre com a baixa remuneração de sua atividade econômica por falta de mais empreendedorismo, profissionalismo e organização”.
Ainda, segundo Álvaro Rodrigues, o volume financeiro movimentado no setor por agricultores familiares anapolinos representa 35% dos mais de R$ 125 milhões anuais movimentos pelo Cearana. “Isso prova que o nosso setor agropecuário é forte e necessita de maiores incentivos oficiais, principalmente no que se refere à prestação de assistência técnica gratuita e de qualidade, sob responsabilidade do Governo Estadual e que, atualmente, é executada de forma aquém da reais necessidades do agricultor familiar”.
O espaço físico da Cearana também já se mostra uma preocupação. Ele está saturado necessita de ampliação. O crescimento constante das tonelagens de produtos que são comercializadas no Mercado demonstra a necessidade, até, de um novo local com mais estrutura para atender à classe ruralista, o que já está sendo discutido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Agricultura.

Autor(a): Wanessa Mereb

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