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Mercado Imobiliário sobrevive e dá sinais de que, ainda, é bom negócio

Geral Comentários 22 de agosto de 2015

Imobiliárias e construtoras de Anápolis estão otimistas em meio à crise financeira vivida no País


O Brasil passa por uma crise que afeta a, praticamente, todos os setores da economia. Em Anápolis não é diferente. Os preços mais altos da gasolina, energia e água provocaram retração nas vendas. O poder de compra do consumidor caiu e isso afeta, também, o mercado imobiliário. Mas, em Anápolis, imobiliárias e construtoras mantêm o otimismo. “O mercado está mais frio, mas os preços ainda não caíram”, afirma o presidente da Associação das Imobiliárias de Anápolis, Frederico Godoy.


A explicação pode estar no perfil da Cidade. É um município com grandes indústrias e muitas universidades. Mesmo assim, o mercado está em alerta e procura formas de não espantar o cliente. Para isso, a palavra de ordem é renegociar.


No caso de aluguéis, segundo Frederico Godoy, a alternativa tem dado certo. “O inquilino quer um preço mais baixo. Então, nós passamos a proposta para o proprietário e, na maioria das vezes, conseguimos negociar. Principalmente apartamentos, porque estando fechados, têm taxa normal de condomínio e, isso, pode acarretar mais custos aos proprietários”, diz. Mas ele conta que nem sempre é preciso recorrer a preços mais baixos. “Imóveis próximos às universidades ou ao Distrito Agro Industrial de Anápolis continuam sendo locados pelo mesmo valor de antes”, explica.


O Presidente da Associação das Imobiliárias conta que Anápolis é uma exceção. “A Cidade está entre as 25 que mais crescem no Brasil. Um exemplo disso, é que há dois meses, uma construtora lançou três loteamentos e vendeu tudo em, apenas, um mês. Foram mais de 800 lotes comercializados”, conta.


Todavia, apesar do otimismo, as construtoras optaram por adiar novos lançamentos. “O momento é delicado. Embora o mercado de Anápolis não tenha sido tão afetado, pois as vendas, mesmo em ritmo mais lento se mantêm, as empresas estão adiando novos lançamentos”, diz o diretor comercial da Emisa, João Emídio.


Para o diretor da Engecom, engenheiro Arnaldo de Pina, a retração do mercado começou em 2014, mas, piorou esse ano. De acordo com ele, o grande problema da economia, hoje, é a insegurança. “Ninguém quer investir porque não há uma confiabilidade para o investidor. Então, ele teme fazer novos investimentos, pois não sabe como vai ser amanhã”, explica. Mesmo assim, Arnaldo de Pina afirma que por enquanto, não houve queda nos preços dos imóveis.


O Presidente da associação das imobiliárias de Anápolis, Frederico Godoy, avalia que imóveis populares, por enquanto, são os mais procurados. Mas garante que essa é boa fase para quem quer investir. “A época é bem propícia para comprar, principalmente para quem tem o dinheiro vivo. Quem precisa vender para fazer dinheiro, com certeza, vai vender mais barato”, diz.


Flexibilidade e cautela - O engenheiro Arnaldo de Pina diz que o momento pede flexibilidade. “Temos que continuar trabalhando, sendo mais flexíveis. Mas não podemos abaixar o preço. É momento de calma, de muita frieza, de segurar a barra e esperar, mas trabalhando sempre. O mais importante, agora, é tentar comprar e vender bem”, diz.


O empresário garante que o mercado está preocupado, mas, nunca pessimista. “O construtor é muito otimista. Eu diria que o mercado está apreensivo. Porque a crise vem se aprofundando desde o ano passado. As empresas que se prepararam para esse momento, as que enxergaram o que estava por vir, estão passando por ele. Agora, quem não se preparou está passando por um momento muito delicado, algumas até partindo para a falência”, explica.


João Batista Emídio, também, diz que está ciente da situação econômica, mas mantém o otimismo. “No nosso caso, acho que independentemente da crise que é nacional, logo teremos novos lançamentos, talvez em ritmo mais lento. Na cidade não existe um grande estoque de unidades para serem comercializadas. E, apesar de tudo, Anápolis cresce”, finaliza.

Autor(a): Ana Cláudia Oliveira

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