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Mercado imobiliário aquecido para venda e aluguel em Anápolis

Cidade Comentários 22 de maro de 2014

O setor ainda está aquecido e promete espaço para empreendedores de condomínios fechados de luxo, verticais e horizontais, casas e apartamentos populares


Os títulos de pólo industrial e universitário ajudaram atrair grandes franquias de supermercados, restaurantes e do setor logístico, bem como mão de obra, vindos de diversos estados do País para Anápolis. Assim sendo, com tanto aquecimento na economia e consequente aumento populacional na Cidade, outro setor que foi diretamente afetadoé o imobiliário. A procura para comprar e alugar imóveis, para residência e comércio aumentou tanto nos últimos anos que os imóveis disponibilizados pelo mercado não são suficientes.
Hoje, as maiores ofertas e procuras de imóveis são, principalmente, das classes D/E. O principal motivo é a facilidade de se obter um financiamento por meio do Programa Federal Minha Casa Minha Vida, criado em 2009, para a compra do primeiro imóvel com valor de, até, R$145 mil. Para se ter uma ideia, o Município já firmou junto à Caixa Econômica Federal, que é o operador financeiro do PMCMV, um total de 10.472 contratos, totalizando mais de R$ 720,7 milhões em investimentos. Deste total, 8.501 unidades habitacionais já foram entregues, conforme dados atualizados repassados ao CONTEXTO pela superintendência regional da Caixa.
O crédito, portanto, movimentou este mercado e ainda possibilitou a que pessoas com poder aquisitivo menos saíssem do aluguel para a casa própria. Outro fator que, também, influenciou novas construtoras a investir neste segmento é o novo perfil dos jovens brasileiros que buscam, cada vez mais cedo, seu primeiro imóvel.
Logo em seguida, o setor imobiliário está voltado para suprir as necessidades, cada vez mais exigentes, das classes A/B. O mercado fica, ainda, mais competitivo, na tentativa de agregar em um só imóvel diversos atributos como segurança e espaço para lazer com salão de festa, quadras poliesportivas, academias, piscinas, etc. Com isso, as empresas se voltaram para investir em condomínios fechados- verticais e horizontais- que são os grandes anseios deste público. Os valores desses imóveis variam de acordo com fatores como a localização, acabamentos e inúmeros outros atrativos.
Ainda, é importante observar que o setor imobiliário é, também, gerador de empregos diretos e indiretos. Na construção civil, as empresas chegam a enfrentar dificuldades para encontrarem mão de obra qualificada. Já, no ramo de vendas e alugueis, existe uma concorrência formada por mais de 150 imobiliárias e mais de 600 corretores que atuam em Anápolis.

Escassez de imóveis para aluguéis e venda de condomínio fechado de casas
Osócioproprietário da Imobiliária Godoy & Ramos e presidente da Associação das Imobiliárias de Anápolis (AIA), Frederico Godoy, avalia a Cidade ainda com um setor muito propício ao aluguel. Segundo ele, um dos maiores motivos é que todos os dias pessoas se mudam para Anápolis em busca de oportunidades de emprego no Distrito Agro Industrial, ou, para cursar o ensino superior em uma das faculdades instaladas na Cidade. Assim, o setor imobiliário fica sobrecarregado, causando escassez nas ofertas de aluguéis. Também,existe uma procura grande para imóveis comerciais, mas como a oferta é ainda menor, as pessoas acabam optando por casas antigas para montar seus negócios.
“O mercado de aluguel é aquecido tanto para residência quanto para comércio. Hoje, temos muitos jovens que procuram Anápolis para entrarem em uma universidade e que procuram, principalmente, por kitnets e apartamentos menores na região que chamamos de ‘cidade universitária’. Já,no caso dos imóveis comerciais, a grande procura é para o centro, Bairro Jundiaí e Avenida Fernando Costa- Grande Jaiara”, afirmou Frederico Godoy.
Outro empresário do ramo, o proprietário da Imobiliária Residência, Idelvan Silvestre da Costa, também, enfrenta o mesmo desafio. Sua empresa conta com 1,300 imóveis para venda, mas o estoque de aluguel é bem baixo. O motivo, segundo ele, seria que hoje as pessoas não pensam mais em locar seus imóveis como fonte de renda, como em outras épocas.
“O investidor já lucrou até 1,5% em cima do valor do imóvel e hoje o retorno é de no máximo 0.25% para residencial e de 0.30% a 0.50% para comercial”. Mesmo assim, para Costa, o aluguel pode ser vantajoso para o investidor. “O imóvel valoriza com o decorrer do tempo”, explicou Idelvan Silvestre da Costa.
Os empresários observam novas tendências para o mercado imobiliário de Anápolis que são trazidas por grandes construtoras e grupos investidores que começam a enxergar as oportunidades. Segundo eles, o momento é favorável para os condomínios fechados que ainda tem uma oferta tímida diante da grande procura. Na Cidade, os poucos condomínios fechados de casas como Anaville, Sun Flower e Rose Garden, atraem compradores. No entanto, não existem mais terrenos e os imóveis nestes locais. Por isso, lançamentos como Terras Alphaville, Alphaville, Belas Artes e a segunda edição do Anaville não enfrentam dificuldades de vendas de terrenos.
De acordo com Costa, o interesse neste tipo de imóvel está começando a afetar os condomínios verticais que já tiveram seu “boom” e devem começar abaixar os preços. “Os lançamentos desses loteamentos de condomínio fechado de casas tem esgotado seus terrenos em tempo recorde”, justifica.
“O investimento em condomínios fechados, também, é lucrativo para quem tem terras dentro do plano diretor da Cidade. Grandes grupos têm interesse em comprar esses terrenos para criarem os loteamentos. Cada alqueire pode chegar a R$1 milhão”, disse Godoy.

Imóveis Populares
Projetos populares ganharam seu espaço no meio da construção civil. As classes D e E são, atualmente, as maiores compradoras de imóveis. O empreendedor proprietário da Nacional Construções LTDA, Jarleo Valverde de Oliveira, atua neste ramo há mais de 20 anos e garante que o mercado ganhou força nos últimos cinco anos, mas ainda enfrenta desafios.
Em Anápolis, a procura no mercado imobiliário das residências populares é por casas com dois ou três quartos; banheiro; sala, cozinha e área de serviços de aproximadamente 70m². Entre os bairros em que são construídas, destacam-se: Morumbi; Vivian Park; Arco Verde, Bairro de Lourdes e Filostro.
Para construir casas populares é necessário encontrar terrenos e material de construção a bons preços já que a construtora de Oliveira oferece imóveis que não ultrapassam o valor de R$ 120 mil. “Tem que pagar o terreno, o material de construção e mão de obra pra depois tirar o lucro. E, ainda: hoje, só se encontram terrenos caros. Então, precisamos fazer o desmembramento para construir. Achar mão de obra qualificada para trabalhar, também, é um grande desafio”.
Condomínio Vertical ainda é aposta
O empresário da Construtora ENGECOM, Arnaldo de Pina, ainda vê o mercado de “horizontais” como promissor. Atualmente, a empresa conta o planejamento de nove torres em Anápolis, sendo que, cinco delas já estão em andamento. Trata-se de um investimento para cerca de 800 famílias que abrangem as classes sociais “A”, “B” e “C”.
Para ele, a empresa busca conquistar os clientes com materiais modernos e diferenciados para a construção dos edifícios e acabamento dos apartamentos. Além disso, este público, também, é exigente em relação à localização dos empreendimentos. As áreas mais buscadas pela empresa, para supri-los, são os bairros Jundiaí e adjacentes à Avenida Universitária. O metro quadrado mais caro é o de prédios construídos em volta do Parque Ipiranga, no Jundiaí. Pode chegar a R$ 6 mil.
“Existe uma ilusão em relação ao mercado imobiliário. É certamente um setor promissor, mas também exige produtos de qualidade, empreendimentos planejados, pesquisas e profissionalismo na área de execução dos projetos. O cliente é exigente e busca certo padrão de acabamento”, avalia Arnaldo de Pina, sobre o olhar dos consumidores deste setor.

Luxo e Modernidade
A coordenadora comercial do Grupo PROENG do Estado de Goiás, Neila Castro, acredita que o setor imobiliário em Anápolis está passando por uma nova fase com adequações compatíveis a seu potencial. Segundo ela o município é visto com bons olhos por donos de empresas nacionais e internacionais e, por isso, a PROENG, que atua há 24 anos neste mercado, resolveu investir trazendo novidades.
Neila Castro conta que a Construtora trouxe para a cidade inovações como o London Hotel e Office, que agrega salas comerciais e quartos de hotéis em um único prédio; o London Eye, um prédio comercial com 114 salas, auditório para até 100 pessoas, elevador panorâmico e primeiro heliponto da cidade; e o prédio residencial The One, que contará com apartamentos de 150 a 300 m² com sistema de casa inteligente, área de lazer com piscina aquecida na cobertura, salão de festas e o principal atrativo “closets de carro” que são vagas privativas separadas por portões eletrônicos dentro do prédio.
“Estamos buscando suprir demandas de pessoas que trabalham aqui, mas moram em Goiânia por não encontrar em Anápolis locais adequados. E também para aqueles que realizam negócios na cidade e viajam muito. Inclusive, já estamos com projetos de lançar outros empreendimentos como apart hotel, com serviços, e de residenciais de casas elevadas com um e dois quartos. Nossos projetos visam oferecer, principalmente, conforto, segurança e uma boa localização que é o que as pessoas mais buscam hoje”.
Ainda, segundo ela, o mercado imobiliário de Anápolis é promissor e vai crescer ainda mais. “É impressionante o sucesso de vendas desses empreendimentos”.

Autor(a): Wanessa Mereb

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