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Mercado de trabalho no Município continua em baixa

Geral Comentários 02 de setembro de 2016

Dados do CAGED de julho mostram que Anápolis fechou 396 postos de trabalho com carteira assinada, um dos piores resultados do ano, que já acumula sete meses de saldo negativo


Pelo sétimo mês seguido, Anápolis manteve saldo negativo na geração de empregos formais com carteira assinada, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego. Em julho, o saldo negativo no Município foi de 396 postos de trabalho fechados, resultado de 2.396 admissões e 2.792 demissões.
O saldo negativo no Município foi registrado em todos os segmentos, com destaque para a indústria de transformação, que fechou 132 vagas. Na sequência vem o comércio, que extinguiu 110 postos formais de trabalho e o setor de serviços, com menos 65 vagas. O setor muito afetado pela crise econômica, a construção civil, fechou 46 vagas, seguida do agronegócio, que perdeu 44 postos de trabalho com carteira assinada.
Os dados sobre Anápolis mostram, ainda, que do total de 2.396 admissões, 241 foram para o primeiro emprego, 2109 para o reemprego e dois para a reintegração ao trabalho. Enquanto isso, dos 2.792 desligamentos, 1.768 ocorreram sem justa causa e, 48 por justa causa; 498 foram a pedido dos próprios trabalhadores, 446 por causa de encerramento de contrato de trabalho e 11 por morte.
No Estado, que em junho registrou saldo positivo, o mês de julho foi fechado com um saldo negativo de 1.532 postos de trabalho celetistas. Em junho, Goiás teve um saldo de 3.369 novas vagas de empregos formais. O setor de serviços foi o que mais fechou postos formais de trabalho em Goiás, com um saldo negativo de 1.343 vagas, seguido pelo comércio que extinguiu 685 vagas e a indústria de transformação que fechou 346 vagas. A estatística do CAGED mostra ainda que apresentaram saldo positivo apenas a agropecuária, que 407 novos postos de trabalho e a extração mineral que abriu 66 vagas.
Ranking
Em Goiás, o ranking dos municípios que mais criaram empregos com carteira assinada foram Cristalina, com 1.270 novas vagas; Caldas Novas, com 397; Valparaíso, com121 e Luziânia, com 102. Outros sete municípios, também, registraram saldo positivo. No sentido oposto, o ranking dos municípios que mais fecharam postos de trabalho é liderado por Goiânia, com 1007 empregos formais extintos, seguida por Morrinhos, com um saldo negativo de 722 vagas; Aparecida de Goiânia, com menos 449; Jataí, com 447; Anápolis, com 396 postos de trabalho fechados e Rio Verde, com menos 294 vagas. Outros 17 municípios tiveram saldo negativo, também, de acordo com os dados do CAGED de julho.
Quadro nacional
A situação se repetiu no País que perdeu 94.724 vagas de trabalho com carteira assinada em julho. O resultado é, também, pior do que o registrado em junho, quando foram fechadas 91.032 vagas, mas melhor do que de julho do ano passado, quando o saldo negativo foi de 157.905 postos de trabalho.
Em todo o País, de janeiro a julho, foram fechados 623.520 postos de trabalho com carteira assinada, enquanto que no acumulado de 12 meses já são 1,765 milhão de vagas a menos. O setor de serviços foi o responsável pelo maior número de vagas fechadas, com 40.140 postos de trabalho fechados, seguido pela construção civil, com a perda de 27.718 vagas com carteira assinada.
Também, foram responsáveis pelas demissões de julho o comércio, com 16.286 fechadas; a indústria de transformação, com um saldo negativo de 13.298 vagas; a indústria extrativa mineral, com 1.181 vagas extintas e os serviços industriais de utilidade pública, com menos 591 postos de trabalho. O resultado só não foi pior porque a agricultura abriu 4.253 vagas, enquanto que a administração pública criou 237 novas vagas.
Mas, todas as regiões do País registraram queda no nível de empregos formais. A região Sudeste foi a que registrou a maior perda de vagas, com um saldo negativo de 45.638 postos de trabalho a menos, enquanto que na região Sul 26.603 vagas fechadas. No Nordeste o saldo negativo foi de 19.558 e no Centro-Oeste foram fechadas 2.2198.

Autor(a): Ferreira Cunha

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