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Mercado da moda anapolino está em franca expansão

Geral Comentários 01 de fevereiro de 2013

Anápolis já conta com marcas de roupas de reconhecimento nacional e modelos fotográficos que se destacam fora do País. Mas, quem atua no setor afirma que a sociedade e o mercado locais ainda não valorizam a produção e as criações daqui


“Anápolis está na moda”. Com esta frase a modelo Lana Kelly Sartin, 24, resumiu como anda o mercado fashion na Cidade. Já há artigos de vestuário vendidos em lojas de todo o Brasil e que foram criados e produzidos em terras anapolinas. Exemplos como o de Lana, que já atuou na Argentina; França; Inglaterra; China, Tailândia e Cingapura, mostram a capacidade do Município em revelar talentos que podem brilhar nas passarelas. “Hoje, as pessoas já pagam por esse trabalho, por esse desfile ou por essa foto”, afirmou Lana Kelly.

Apesar do crescimento no ramo, ela acredita que “ainda não é possível sobreviver de moda nesta Cidade”. Isto se deve, principalmente, segundo a modelo, à falta de valorização dos profissionais. Ela entende que o que se paga para quem trabalha no setor da moda em Anápolis “não é um valor justo”. Este contexto leva muitas profissionais a tentarem a carreira fora da Cidade e, até, do País. “Hoje em dia eu tenho trabalhado bem em Anápolis, mas confesso que isso não representa nem 30% do que eu trabalho”, pontuou Lana Kelly.

A modelo Amanda Ferreira Schaffer, 15, que já atuou na China e Filipinas, acredita que é possível se tornar uma grande profissional da moda a partir de Anápolis. “Na verdade está meio clichê essa coisa de 'ah, não, é só menina do sul, do sudeste'”, comentou Amanda Ferreira sobre a ideia de que apenas estados como Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro exportam talentos. Já o fotógrafo Daniel Carvalho é mais cauteloso ao situar o ramo da beleza na cidade. “Não existe um mercado de Anápolis formado”, indicou o profissional.

“Existe, ainda, uma resistência muito grande, principalmente da família. Ou, também, a pessoa acha o seguinte: não, a minha filha está na idade de estudar”, comentou o fotógrafo Daniel Carvalho. Ele afirmou, ainda, que a exigência em Anápolis é grande para entrar neste mercado. Isso restringe o número de pessoas com perfil para atuar na moda. “As marcas locais querem ter o mesmo padrão das marcas mundiais”, destacou. Daniel acredita que haja em Anápolis aproximadamente 200 modelos, entre homens e mulheres, com potencial para alcançar o sucesso nas passarelas.

Mercado de roupas

Marcelly Silveira Pereira Alves, 24, é designer de moda em uma loja local com fabricação própria. Ela acredita que existe um mercado de roupas em expansão na Cidade e que algumas marcas já “têm essa preocupação de fazer a própria moda daqui”. Ela afirmou que aproximadamente 20% dos produtos de vestuário vendidos no Município são produzidos aqui. “A gente está em busca de uma moda própria. Eu acho que está caminhando pra ter uma moda que faça a diferença no Estado e, talvez, quem sabe, no Brasil”, enfatizou Marcelly Silveira.

Existe, segundo ela, um modelo de beleza anapolino. “A mulher goiana em geral, e, a anapolina se encaixa nisso, em questão de padrão de corpo, é um corpo com volume. Tem muita nádega, muito seio. Não é aquela coisa magrinha”, explicou. Para que haja um aumento na produção local que atenda a este público, Marcelly entende que “as pessoas têm que aprender a valorizar o que é daqui”. Para a designer, há casos de mulheres que pagam mais caro por roupas feitas fora da Cidade e que têm uma qualidade inferior.

Amadores e profissionais

O conceito de moda difere, dependendo de quem o define. De acordo com a modelo Lana Kelly Sartin, existe um padrão a ser seguido para se exercer a profissão de modelo. Ela tem uma visão sobre trabalhos que fogem deste modelo: “Eu enxergo como amador. Eu sou bem sincera ao dizer que as garotas trabalham muito pra se tornarem modelos. Então, infelizmente, ou felizmente, isso exige um padrão de altura, de magreza, de beleza”. Este amadorismo, segundo afirmou, é parte de “uma visão interiorana de moda”.

Já a designer de moda Marcelly Silveira Pereira Alves tem outra visão do que é moda. “Moda é bem comercial mesmo. Eu acho que não adianta você criar uma coisa que as pessoas não vão usar”, afirmou. Para ela, “o padrão de moda internacional, que era aquela mulher magra, esbelta, que você só via em passarela, ele não é tão desejado hoje”. Marcelly Silveira concluiu pontuando que “alguém que tenha o corpo acima da média, acima do normal, representa mais o que a mulher brasileira é”.

Autor(a): Felipe Homsi

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