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Menos videogame e mais esportes: criança deve praticar atividade física

Saúde Comentários 03 de junho de 2016

Devemos oferecer as condições para ela manifestar sua tendência espontânea de liberar uma vontade de correr, pular, chutar, etc, explica fisiologista


A prática regular de atividade física é uma necessidade para as crianças. Entretanto, a vida nos grandes centros urbanos impõe enormes restrições à atividade física espontânea das crianças. Essas restrições acabam por induzir a hábitos extremamente sedentários.
Esta tendência é alimentada pela verdadeira sedução das maravilhas oferecidas pelos video-games e computadores. Assim, torna-se eminente o risco de graves consequências para a saúde física e mental.

Como interferir neste quadro?
A providência que sem dúvida revelará a preocupação e, sobretudo o bom senso por parte dos pais será sempre o de estimular a criança para a prática de atividade física. Devemos oferecer condições para a criança manifestar sua tendência natural e espontânea de liberar sua vontade de correr, pular, chutar, etc.
Infelizmente nas grandes cidades são cada vez mais raros os grandes quintais, os “campinhos” de futebol e os terrenos baldios de antigamente. Quantos de nós, não temos lembranças inesquecíveis de uma infância de intensa atividade proporcionada pelo espaço físico adequado?
Este fato leva à necessidade da interferência dos pais para proporcionar local e ambiente social adequados à prática da atividade física. Cabe aos pais, a iniciativa de encontrar alternativas para substituir o que a cidade grande não oferece mais. Os centros esportivos, às praças, os parques, escolas de esporte e outros locais adequados deveriam estar ao alcance das crianças.
No entanto, tal interferência nunca poderá ser uma imposição, uma vez que o aspecto mais importante a ser respeitado para que o hábito seja adquirido é a vontade da criança. Com certeza sempre haverá uma proposta que será bem recebida. A preferência da criança deve ser respeitada. Se por alguma razão, por exemplo, ela não gosta de nadar, apesar de todos os benefícios da natação devemos oferecer outras opções.
É oportuno também destacar os problemas eventualmente decorrentes da iniciação precoce em atividades competitivas. Não há, na verdade, contraindicação para a prática esportiva de natureza competitiva para a criança mesmo em fase mais precoce. Os problemas aparecem quando programas de treinamento com exagero de sobrecarga são impostos com objetivos de melhora de desempenho em prejuízo da saúde.
Deve também ser preservado o aspecto psicológico evitando-se a transferência para a criança de uma carga de responsabilidade quanto à obtenção de resultados. Nada pior do que o chamado “paitrocínio” levado às últimas consequências. Assim como o adulto a criança deve fazer esporte com prazer, desenvolvendo sua coordenação motora, sua saúde física e mental e propiciando sua melhor integração social.

Autor(a): Da Redação

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