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Meliponicultura: Criadores de abelhas nativas realizam encontro

Geral Comentários 10 de junho de 2016

As inscrições podem ser feitas pela internet para o evento que acontece no sábado, no auditório do Parque Ipiranga


Acontece neste sábado, 11, a partir das 8h, no auditório do Parque Ipiranga, o 3º Encontro de Meliponicultores do Cerrado. As inscrições podem ser feitas pelo site http://goias.meliponicultura.org/, com taxa no valor de R$ 20. “Manejo de abelha nativa e seu eco-ambiente” é o tema do evento que, segundo os organizadores, vem da necessidade de um melhor planejamento para contrapor hábitos antigos, dos chamados meleiros que, por tradição e falta de conhecimento, extraiam o mel e jogavam os discos de cria ao relento, crendo que elas se reproduziriam como que por milagre.
Criadores, pesquisadores, reflorestadores, viveiristas, biólogos, chacareiros, pequenos e médios proprietários, apicultores, hobbistas, professores, adimiradores, estarão se reunindo para definir os rumos dessa cultura em uma região em franco processo de desertificação, que é o caso do Cerrado. O objetivo é entrar em sintonia com outros estados que já possuem abundante material de pesquisa e se desenvolve organizadamente, tanto em produção como na preservação das espécies de abelhas nativas.

Meliponicultura
A meliponicultura agrega as abelhas da espécie meliponini, diferentes da Ápis (comumente chamada de Europa ou Africanizada). As meliponinis são conhecidas popularmente como abelhas sem ferrão, o que não é uma denominação totalmente adequada uma vez que elas na verdade possuem ferrão, embora ele seja atrofiado e não possa ser utilizado como arma defensiva. As estimativas dão conta de que existam entre 500 e 800 espécies espalhadas pelas zonas tropicais e sub-tropicais do planeta, em particular na Austrália, e zona circundante, na África e, principalmente, na América Latina.
Somente no Brasil, são catalogadas mais de 270 espécies. As mais comuns são a Jataí, Uruçu, Uruçu Nordestina, Mandaçaia, Mandaguari, Marmelada, Mombucão, Cupira, entre outras. O grupo tem também grande importância na polinização da flora dos seus ecossistemas. Na África e na América do Sul algumas espécies são valorizadas na medicina tradicional devido às qualidades antissépticas do seu mel, que possui uma concentração bem maior de substâncias inibidoras do desenvolvimento de microrganismos do que ocorre nas abelhas europeias e africanas do gênero Ápis.
A meliponicultura agrega criadores que resgatam essas abelhas, também chamadas de abelhas nativas, de tocos apodrecidos, desmatamentos, pulverização de agrotóxicos e outras degradações de nossos ecossistemas e as cria, multiplicando, alimentando nas épocas de escassez, acondicionando-as em caixas térmicas, na maioria de madeiras grossas, multiplicando os enxames com manejos inteligentes e salutares.

Autor(a): Da Redação

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