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Melhor idade tem mais espaço para a cidadania

Comportamento Comentários 02 de novembro de 2012

Em Anápolis, o número de idosos vem crescendo, segundo o IBGE e muitas pessoas acima dos 65 anos, procuram formas de melhorar a qualidade de vida


O número de idosos em Anápolis está crescendo. O IBGE indica que, nos últimos 20 anos, a quantidade de idosos quase dobrou no Município. Cerca de 4,37% da população anapolina ultrapassou os 65 anos de idade, porcentagem que nos anos 90 correspondia a 2,19% da população. Aproximadamente 13,3 mil habitantes da cidade têm acima de 69 anos de idade, número que tende a continuar crescendo.
Para os que pertencem a essa faixa etária, o acesso à qualidade de vida é o principal ponto para os que alcançam a terceira idade. E, para atender a essa necessidade, o Centro de Convivência de Idosos (CCI), tem proporcionado acesso à qualidade de vida a centenas de idosos em Anápolis. Fundado no final da década de 80, o CCI atende, atualmente, cerca de 800 idosos cadastrados. No local, são oferecidas oficinas de artesanato; corte e costura; e atividades físicas como hidroginástica, em parceria com as unidades do Sesi do Jundiaí e da Vila Jaiara e a academia Sérgio Borges. São oferecidos também curso de computação, em parceria com a Faculdade Raízes; tardes dançantes; coral; arte terapia (pinturas em tela, tecido, entre outras atividades artesanais), além de atendimentos médico, odontológico e fisioterapêuticos. Todas as atividades promovidas pelo Centro são gratuitas. Para participar os dois únicos requisitos são: o idoso ter acima de 60 anos e possuir a carteirinha do CCI.
Segundo a coordenadora do Centro de Convivência dos Idosos, Jailde Evangelista da Costa, que há doze anos trabalha no programa, o principal objetivo é proporcionar atividades de entretenimento que preencham o dia a dia dos idosos. "O que eles querem, na verdade, é se sentirem úteis e as atividades do CCI tem proporcionado isso a cada um deles", afirma. Desde sua fundação até os dias de hoje, o Centro acumula inúmeros prêmios, entre diplomas, medalhas e troféus, conquistados pelo coral, nos campeonatos de dança e em várias outras atividades.
Domingas dos Santos, 65 anos, participa do CCI há mais de 13 anos, tanto que atualmente é professora de corte e costura na instituição. "Quando entrei estava em condições muito precárias, era analfabeta. Mas foi a partir do Centro que me alfabetizei e aprendi muito do que sei", conta e complementa: "Hoje o CCI faz parte da minha vida". A professora de corte e costura do Centro mora há quatro anos na Casa do Idoso, localizada na Rua Riachuelo, na Vila Esperança, e também coordenada por Jailde Evangelista. Fundada em 1987, a Casa do Idoso tem capacidade para abrigar 21 idosos, tendo atualmente nove morando na instituição. Todos são cuidados por funcionários, mas também desempenham suas atividades dentro da casa, conforme suas capacidades, para cooperarem com o funcionamento do abrigo e se sentirem úteis. Os idosos acolhidos precisam ter acima de 60 anos e serem encaminhados pela Assistência Social. De acordo com Jailde, a Casa do Idoso terá em breve uma nova sede, mais ampla e moderna. "Assim, poderemos acolher mais idosos e acolher a todos com maior qualidade", afirma.
A cidade conta com outros abrigos para idosos, como o São Vicente de Paulo, o Lar do Ancião O Caminho, o Abrigo dos Velhos Professor Nicéphoro, entre outros. Entretanto, mesmo acolhendo idosos por meio de um tão importante trabalho, nem sempre, as histórias dos idosos que chegam até os abrigos da cidade, são felizes.
Leila Gadia, 67, sempre morou em Nova Veneza trabalhando como doméstica. Não constituiu família, mas teve dois filhos que já são falecidos. Por não ter amparo familiar, e problemas de saúde optou em ir para o abrigo Professor Nicéphoro, aonde já está há quatro anos. "Aqui tem os horários certos para tomar a medicação, e isso é importante pra mim", explica. Seu Altamiro Gomes, 70, paulistano, está no mesmo abrigo há dois anos. Viveu e trabalhou na fazenda durante toda a vida, hoje, aposentado e com problemas de saúde e mentais, foi deixado no abrigo pela família.

Para fazer a carteirinha do CCI, o idoso deve ter a partir de 60 anos e levar os seguintes documentos até o local no período da manhã:
Xérox da Carteira de Identidade
Atestado Médico (Caso for hidroginástica)
Tipo Sanguíneo
Comprovante de endereço
02 Fotos 3X4
O CCI fica na Avenida Presidente Vargas N° 19 Vila Goiás
Para mais informações ligue: 3902-1351 ou envie um e-mail para: ccianapolis@hotmail.com

Porque os idosos merecem ser valorizados
"O CCI quer fazer com que os idosos saiam um pouco de casa. Eu percebo que minhas alunas quando vêem para cá e se dedicam aos seus trabalhos artísticos, aquele momento é mágico para elas. Muitos idosos que vem para cá são carentes, tem necessidade de conversar, de falar sobre suas histórias e não encontram esse espaço em casa, e quando chegam aqui, encontram em cada funcionário um amigo, um confidente, e eu busco dar essa liberdade aos idosos com quem convivo. Trabalhar com eles requer muita paciência e dedicação. Pois já passaram por muitas coisas na vida, já estão cansados, estressados, tem suas limitações e todos nós do CCI temos essa consciência, por isso, eu procuro ter um relacionamento maravilhoso com cada um deles."
Sebastião Carolva é professor de arte terapia no CCI há mais de 11 anos

II - "Sempre busquei unir minha vida ao trabalho social dentro das tarefas do dia a dia. Me sinto muito bem em meio aos idosos, ou, como as meninas do coral gostam de ser chamadas, a melhor idade. Tenho evoluído e aprendido muito com eles. Todos nós vamos passar por essa etapa em nossa história, vamos ficar como eles um dia. Muitos que participam do coral sabem se conectar a internet, dirigir, sabem mais coisas que muitos de nós. O idoso tem podido atender, servir a sociedade de alguns anos para cá, precisamos valorizar isso. São pessoas que merecem tudo de bom!"
Roberto Brenner é cantor e compositor, e há dez anos comanda o coral da terceira idade Cantar é Viver

Autor(a): Carol Evangelista

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