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Meirelles só decide em abril

Política Comentários 05 de maro de 2010

Mantendo a posição adotada desde o início, o Presidente do Banco Central diz que somente vai se decidir politicamente a respeito das eleições de outubro, no final de março ou início de abril


Presente em Anápolis no último final de semana, a convite do Prefeito Antônio Gomide (PT), para, segundo ele, uma visita administrativa e conhecer o que vem sendo feito pela atual administração, Henrique Meirelles reafirmou que não está pensando em eleição no momento. O encontro, a portas fechadas, durou uma hora e meia. “Meu foco está no Banco Central, onde por sinal, tenho muito a fazer ainda. Acabamos de adotar medidas importantes para a manutenção do equilíbrio das finanças nacionais. Assim sendo, por orientação do Presidente Lula, estamos trabalhando esta fase de transição, saindo de uma crise internacional e retomando o ritmo de crescimento da Nação. Sem contar que estou fazendo parte da diretoria do Banco de Compensações Internacionais, na Basiléia, que é o banco central dos bancos centrais, não me sobrando muito tempo para a política partidária”, justificou Meirelles durante entrevista coletiva.
O Presidente do BC aproveitou para enumerar as principais obras que vêm sendo realizadas na parceria da Prefeitura com o Governo da União. Segundo ele, a implantação do Aeroporto de Cargas e a conexão das ferrovias Norte Sul e Centro Atlântica, a partir de Anápolis, vai ser um marco extraordinário na economia do Centro Oeste. Meirelles destacou, ainda, a Base Aérea de Anápolis, que deve dobrar de tamanho e a perspectiva de ampliação da estrutura produtiva do Distrito Agro Industrial de Anápolis. “Tenho interesse particular em tudo isso, por dois motivos. O primeiro, porque é a minha área, a economia. O segundo, é porque se trata de minha terra, sou de Anápolis, tenho familiares aqui, tenho toda uma história ligada a esta cidade, onde, inclusive, sou eleitor”, declarou ele.

Política
De acordo, ainda, com o Presidente do Banco Central, a atitude que tomou “liberando” o PMDB para definir o nome de seu candidato ao Governo de Goiás se deu “em respeito ao povo goiano. O partido alegou que estava com pressa de definir, por conta do andamento da questão sucessória. E, como tenho compromisso com o Presidente Lula de mexer com política só depois do final de março, ou inicio de abril, resolvi deixar os companheiros à vontade e eles definiram, inicialmente, pelo Prefeito Íris Rezende”, declarou Meirelles. Sobre sua eventual candidatura ao Senado da República e, até, à vice Presidência, na chapa com a ministra Dilma Rousseff, Henrique Meirelles reafirmou que tem tempo para tratar disso, não descartando, todavia, se pretende ser candidato. Alegou que, em uma hipotética vitória de Dilma Rousseff e o convite para continuar à frente do Banco Central, ele declarou ser improvável e não recomendável. “Nem o Presidente Lula quis saber de três mandatos. Dois é o suficiente para qualquer cargo. Posso se útil ao País em outra função, seja ela no executivo, seja no legislativo”, adiantou. Meirelles disse mais que não está trabalhando a hipótese de ser vice na chapa de Dilma Rousseff e nem quer falar sobre o assunto.
Assim sendo, como das outras vezes, Henrique Meirelles deixou a opinião política e os comandos partidários, na dúvida sobre seu futuro político. Na ordem natural das coisas, com a definição do PT e do PMDB em torno do nome do Prefeito de Goiânia, Íris Rezende Machado, ocorrida esta semana, a Meirelles restaria, a princípio, uma vaga de candidato a Senador pelo PMDB de Goiás, ou a vice-presidente, na chapa com Dilma Rousseff. Ou a nenhum das hipóteses.

Autor(a): Nilton Pereira

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