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Medicina sugere: em até 3 minutos, ejaculação é tratada como precoce

Saúde Comentários 29 de maio de 2014

Cartilha criada por pesquisadores visa eliminar erros de classificação da síndrome


Embora tenha sido reconhecida como uma síndrome há 100 anos, a definição clínica da ejaculação precoce é ambígua e ainda carece de critérios objetivos e quantitativos. Por esse motivo, médicos têm dificuldade em diagnosticá-la e pesquisar novas formas de tratá-la. Um estudo publicado nesta quinta-feira no periódico Sexual Medicine sugere novas diretrizes para melhorar tanto o diagnóstico como o tratamento da ejaculação precoce.
Em 2008, a Sociedade Internacional de Medicina Sexual publicou uma definição sobre a ejaculação precoce crônica (se o homem sempre teve o problema), mas não sobre a ejaculação precoce adquirida (se a pessoa passa a sofrer da síndrome em algum momento da vida).
“A falta de uma definição para os pacientes com ejaculação precoce adquirida promove erros de classificação, resultando em estudos mal definidos e na dificuldade em interpretar dados”, diz Ege Can Serefoglu, coautor de um dos estudos e urologista do Hospital Bagcilar Treinamento & Pesquisa, na Turquia.
Definição
Ao revisar a literatura médica sobre o assunto, Serefoglu e seus colegas propuseram uma definição unificada sobre a ejaculação precoce crônica e adquirida: ejaculação sempre ou quase sempre até cerca de 1 minuto depois da penetração vaginal (no caso da síndrome crônica) ou até 3 minutos (em sua forma adquirida); incapacidade de retardar a ejaculação sempre ou quase sempre na penetração vaginal; consequências pessoais negativas, como preocupação, frustração e tentativa de evitar a intimidade sexual.
“Essa nova diretriz deve formar a base para o diagnóstico clínico de ejaculação precoce e para a formulação de pesquisas científicas”, afirma Serefoglu.

Autor(a): Da Redação

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