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Medicamentos vencidos: Campanha espera maior adesão de farmácias e da população

Saúde Comentários 16 de novembro de 2012

Estoques de medicamentos vencidos e sobras mantidos nas residências representam risco de consumo inadequado por parte de crianças e adultos


O Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás (Sindifargo) realiza na segunda-feira, 19, a partir das 9 horas, um café da manhã na Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), em Goiânia, para tratar da Coleta de Medicamentos Vencidos e Sobras Domiciliares. A iniciativa está sendo realizada em 13 estados brasileiros. Em Goiás, o projeto piloto é desenvolvido em Anápolis, Goiânia e Aparecida de Goiânia.
O presidente executivo do Sindifargo, Marçal Henrique Soares, que coordena o Grupo Técnico de medicamentos de Goiás (GTM/GO), responsável pela campanha, destaca que a coleta será realizada até 31 de dezembro e espera, a partir de agora, uma adesão maior das farmácias para que as mesmas possam receber as urnas onde os medicamentos vencidos ou sobras mantidos nas residências poderão ser descartados pela população. Por enquanto, das 183 farmácias de Anápolis, 40 aderiram à coleta. A adesão das farmácias não é obrigatória, observa Marçal Soares, entretanto, é uma ação de responsabilidade sócio-ambiental, tendo em vista que todo o material recolhido terá um tratamento adequado e não será jogado em lixões ou em aterro sanitário. Além do que, a medida coíbe possíveis acidentes domésticos com a ingestão de medicamentos vencidos, o que pode acarretar problema à saúde das pessoas. A adesão das farmácias não gera nenhum custo para as farmácias.
“Nós queremos que a ação em Goiás seja um modelo para o País”, afirma o presidente do Sindifargo e coordenador do GTM/GO, conclamando a população para que colabore, uma vez que a retirada dos medicamentos vencidos ou sobras é um benefício às próprias pessoas, evitando incidentes com crianças ou mesmo adultos, usos indevidos e, além disso, é também uma ação de responsabilidade ambiental, considerando que o descarte do material será feito da maneira mais correta.
Em âmbito nacional, a coleta é coordenada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, sob instrução do CORI- Comitê Orientador, formado pelos ministérios da Saúde, Meio Ambiente, Agricultura, Fazenda e Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior. O objetivo é o atendimento à lei 12.305/2010 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, no que tange a criação da Logística Reversa de Medicamentos. Os dados da coleta amostral, ressalta o coordenador do GTM/GO, serão armazenados em software próprio e as informações registradas subsidiarão o acordo setorial entre os participantes da cadeia de medicamentos, a ser firmado a partir de março de 2013.
O GTM/GO estima que cerca de 30% dos medicamentos controlados adquiridos nas farmácias e drogarias não são usados pela população e acabam se perdendo nas conhecidas farmacinhas caseiras. “Tais medicamentos são caracterizados como inservíveis, mesmo que ainda estejam dentro do prazo de validade”, explica a farmacêutica da Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa) da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Ângela Maria de Miranda Melo Cardoso, uma das componentes do Grupo Técnico. Ela informa que na medida em que a caixa do medicamento é aberta, ele não pode ser doado a entidades e instituições.
As urnas da coleta, ao término da campanha, serão levadas para um depósito temporário, em Goiânia. Posteriormente, serão encaminhadas para empresas localizadas em Aparecida de Goiânia e Cesarina, nas quais os medicamentos serão descaracterizados e co-processados, segundo informa a Suvisa.

Autor(a): Claudius Brito

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