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Mau cheiro misterioso está de volta

Cidade Comentários 26 de fevereiro de 2016

Vereador Mauro Severiano afirma ter recebido reclamação de moradores de alguns bairros de Anápolis. Problema se arrasta desde 2010, sem que se conheça a causa exata


O vereador Mauro Severiano (SD) recebeu denúncias, em seu gabinete, dando conta que a fedentina misteriosa voltou a ser sentida na Cidade. Ele disse que foi conferir a denúncia e constatou que o mau cheiro está localizado, principalmente, na região da Vila Formosa, Bairro Arco Verde e Setor Sul, embora alcance também outros setores mais distantes, conforme diz ter conhecimento de relato de moradores do Bairro de Lourdes, Parque Brasília e São Jerônimo. O parlamentar quer que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente faça uma investigação para descobrir a causa.
A denúncia não é nova, diga-se de passagem. Em 2010, surgiram as primeiras reclamações de moradores de várias regiões de Anápolis, incomodados pelo forte mau cheiro. De início, achou-se que a “culpa” seria de um confinamento de gado que existia cerca de 10 quilômetros da Cidade. Mas, logo, essa possibilidade foi descartada.
Outro alvo de suspeita foi a Estação de Tratamento de Esgoto do Distrito Agro Industrial de Anápolis (DAIA). No ano de 2013, a 15ª Promotoria de Justiça, através da promotora Sandra Mara Garbelini, ajuizou uma Ação Civil Pública contra a Goiasindustrial (a então companhia do Governo responsável pela manutenção dos distritos industriais do Estado, hoje denominada Codego - Companhia de Desenvolvimento do Estado de Goiás) cobrando providência para adequações na ETE, que estaria causando poluição no Córrego Abraão, que desagua no Ribeirão Extrema.
Em junho do ano passado, a juíza Mônice de Souza Balian Zaccariotti, da Vara da Fazenda Pública Estadual, fez uma oitiva com testemunhas de acusação e de defesa. Três moradores de bairros próximos ao DAIA que, na época, confirmaram a existência da fedentina em dias e horários alternados e que causam incômodos. Nenhuma delas, entretanto, manifestou que o mau cheiro tenha provocado algum tipo de dano à saúde. E, também, posicionaram ter conhecimento “por ouvir falar”, de que a origem seria possivelmente o esgoto do DAIA.
A defesa argumentou naquela mesma audiência que, tecnicamente, toda estação de tratamento de esgoto exala algum tipo de odor e que o aceitável, é que esse odor se propague num raio de, aproximadamente, 500 metros. Mas reconheceu que a ETE/DAIA, implantada na década de 70, estava operando no limite de sua capacidade. E, com a agravante de que, além do aumento da demanda, em razão do crescimento do Distrito, nos últimos anos, muitas empresas passaram a lançar os seus efluentes sem o pré-tratamento adequado, contribuindo para a saturação do sistema. Os técnicos da Goiasindustrial relataram, ainda, que na ETE é feito o controle de odor por meio de agentes biológicos e químicos. Por fim, sustentou que a ETE/DAIA pode não ser a causa única do mau cheiro que incomoda os anapolinos.
Enquanto se aguarda o desfecho desta Ação Civil Pública e, enquanto não há, ainda, em definitivo, um culpado, ou culpados, pela fedentina, a população deve conviver um por um bom tempo com o mistério e o mau cheiro.

Autor(a): Claudius Brito

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