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Matagal impede o trânsito seguro

Cidade Comentários 08 de abril de 2011

Problema recorrente, já que é observado todos os anos, a densidade do mato (principalmente capim) às margens e nos canteiros centrais das rodovias são uma agravante a mais para a insegurança do tráfego


Motivo de reclamações constantes de condutores de veículos e de pedestres, a falta de visibilidade nos trechos urbanos das rodovias estaduais e federais não é diferente em Anápolis. Com muita facilidade, qualquer pessoa pode detectar esse problema que causa, dentre outras coisas, o desconforto e o risco iminente de desastres, envolvendo veículos e pessoas. Com o período chuvoso, o mato cresce rapidamente e a falta de um serviço de manutenção, com a poda e a roçagem que deveriam ocorrer naturalmente, a comunidade fica à mercê de problemas que vão desde simples sustos, até a acidentes com vítimas fatais.
Um exemplo claro é o trecho da BR 153 (Belém Brasília) do trevo de acesso à região do Recanto do Sol e o trevo da Avenida Fernando Costa, no final da Vila Jaiara. Naquele setor, a falta de visibilidade, por conta da altura do mato, tem, ainda, a adição de outros problemas, também, considerados graves. As placas de sinalização Estão, literalmente, cobertas pelo mato, dificultando ao condutor se orientar através desse sistema. São muitos os casos em que pequenos acidentes ocorreram devido, justamente a isto O pedestre não tem campo de visão suficiente para detectar a aproximação de veículos automotores. Da mesma forma, os condutores dos veículos ficam impedidos de obterem uma visão mais ampla do ambiente, a fim de desenvolverem a chamada direção defensiva.

O problema
De acordo com informações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a responsabilidade pela manutenção dos trechos sinalizados nas rodovias é de competência do Dnit (rodovias federais) e da Agência de Regulação, no caso de rodovias estaduais. Ocorre que, há anos, não se verifica esse cuidado na parte mais urbana das estradas, onde surgiram bairros densamente povoados em ambas a margens das rodovias. Outra colocação feita pelos moradores da região, dá conta de que, assim que chegar o período da estiagem, surgirá outro problema: o fogo. A ação de vândalos, invariavelmente, coloca a população em risco, uma vez que pessoas maldosas ateiam fogo no mato seco, provocando a densa fumaça e a poluição ambiental que causa, além dos riscos de acidentes, problemas de saúde em pessoas com fragilidade no sistema respiratório.
Segundo, ainda, a Secretaria do Meio Ambiente, o Dnit tem a responsabilidade de promover a manutenção, não só dos canteiros centrais (em caso de pista dupla) e das laterais margeando o acostamento, quanto da chamada “faixa de domínio”, a área paralela às estradas. Do que se apurou, as mudanças em efetivação nos mais diferentes níveis do Governo Federal, incluindo o Ministério dos transportes e, consequentemente, no Dnit, ainda não determinaram os postos de comando nas regionais, caso de Anápolis, sinalizando que se deve esperar por mais algum tempo até que a situação se normalize.

Autor(a): Nilton Pereira

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