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Matador de mulher se apresenta e fica preso

Violência Comentários 26 de agosto de 2015

Autor confesso do homicídio que chocou Anápolis esta semana tinha mandado de prisão em seu desfavor


Já está preso no Centro de Inserção Social “Monsenhor Luiz Ilc” (Cadeia Pública de Anápolis) o industriário Roberto Brasil Costa Júnior, 29 anos, autor confesso do assassinato da, também, industriária, Gerlândia Maria da Silva Costa, 30 anos. Apesar da coincidência em um dos sobrenomes, os dois nunca foram casados. Tiveram, apenas, um relacionamento considerado conturbado que durou menos de um ano, segundo familiares dela.


Roberto matou Gerlândia com onze estocadas de faca, a maior parte na região dorsal, depois de persegui-la por alguns metros em uma rua do Residencial Pedro Ludovico, crime ocorrido na manhã de terça-feira, 19. A mulher estava se dirigindo para a escola onde estudam suas duas filhas gêmeas, de sete anos, em uma motocicleta. O autor do crime, também, em uma moto, a abordou e iniciou uma perseguição. Gerlândia, descontrolada, deixou a moto e correu. Roberto fez o mesmo e a alcançou arrastando-a pelos cabelos, derrubando-a e esfaqueando-a por inúmeras vezes. Toda a ação foi registrada pelas câmeras de videomonitoramento de residências nas proximidades, o que ajudou na revelação da autoria do crime, muito embora Roberto já fosse apontado como o principal suspeito.


A relação entre ambos, que não durou nem um ano, foi marcada por desentendimentos, crises de ciúmes e casos explícitos de violência. Com o rompimento, Roberto se vingou, postando fotos íntimas da ex-companheira nas redes sociais, o que lhe causou constrangimentos em toda a comunidade.  Como as ameaças não cessavam, a mulher, inclusive, procurou a Polícia e registou um boletim de ocorrências, se dizendo perseguida e ameaçada de morte. O boletim foi registrado no domingo. Dois dias depois, ela foi morta pelo ameaçador. Depois de matar a ex-companheira, Roberto se escondeu e, na noite de quinta-feira, 20, se apresentou à Polícia Civil, a acompanhado de dois advogados. Ele não sabia, entretanto, que já havia um mandado de prisão contra si, o que não permitiu sua simples apresentação, com a respectiva tomada de depoimentos e a consequente liberação para responder em liberdade. Imediatamente foram tomadas as providências por parte do Delegado de Homicídios, Cleiton Araújo, que o encaminho ao IML a fim de fazer exames de corpo de delito para, logo após, ser encaminhado à prisão.


Roberto e Gerlândia se conheceram quando trabalhavam em um laboratório no Distrito Agro Industrial de Anápolis e resolveram morar juntos. Ela já tinha duas filhas de um relacionamento anterior. Pessoas ligadas ao casal revelaram que, embora aparentasse tranquilidade, ele era violento e ciumento possessivo. O desgaste da relação provocou o rompimento por parte de Gerlândia, com o que Roberto não concordava, motivo pelo qual, ele iniciou uma série de ameaças de retaliações conta ela. A morte da mulher, exibida em redes sociais, causou grande comoção e quando soube que Roberto estava se apresentando à Polícia, um razoável número de populares se postou em frente ao prédio da Delegacia do Plantão Geral e fez uma série de protestos. O corpo de Gerlândia foi transportado para o Maranhão, sua terra natal onde foi sepultado na quinta-feira. Roberto permanece preso e deve responder por homicídio qualificado.

Autor(a): Da Redação

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