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Marconi: "Se ganhar, farei parceria com Gomide"

Política Comentários 26 de setembro de 2010

O candidato do PSDB ao Governo de Goiás, senador Marconi Perillo, fechou o ciclo das sabatinas promovidas pela Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia), com o apoio do CONTEXTO. Durante mais de duas horas Marconi Perillo respondeu a 13 questionamentos formulados pela própria Acia e pelo Fórum Empresarial de Anápolis, a maioria sobre temas de interesse do setor produtivo. O candidato elogiou a iniciativa da entidade em promover o encontro. “Não vim aqui para falar mal de adversário, mas para expor as minhas ideias para Goiás e para Anápolis. Se os outros fizeram assim, este não é o meu objetivo”, cutucou.


Ampliação do Daia
A primeira pergunta feita ao candidato, pelo empresário Wellington Constante, foi sobre o seu compromisso, caso eleito, em ampliar o Distrito Agroindustrial de Anápolis, uma vez que, pelo menos, 40 empreendimentos estariam na fila de espera por falta de áreas.
O candidato tucano aproveitou o espaço para deixar um recado, dizendo que vencendo a eleição terá um bom relacionamento com a administração petista de Antônio Gomide no Município. “Governo não pode fazer oposição a prefeito”, enfatizou. Respondendo a pergunta, Marconi Perillo firmou o compromisso que acionará a Goiásindustrial para identificar áreas próximas ao Daia a fim de que o governo possa adquirir “e, mais importante do que isso, fazer a infra-estrutura necessária para receber os empreendimentos”, acentuou.

Plataforma Multimodal
A segunda pergunta, encaminhada pelo coordenador do Núcleo da FIEG, Gilson Amaral Brito, foi sobre a proposta do candidato para viabilizar a Plataforma Logística Multimodal e se o mesmo concorda que a gestão da mesma seja feita através da Secretaria de Indústria e Comércio.
Marconi Perillo respondeu que a reforma administrativa feita pelo atual governo, que colocou a gestão da Plataforma Logística sob a responsabilidade da Secretaria de Planejamento “foi equivocada”. Para ele, a gestão da Plataforma deve ficar com a pasta de Indústria e Comércio. O candidato lembrou que o projeto se iniciou em sua gestão no Governo Estadual, com a aquisição da área e a implantação da infraestrutura e disse que de lá para cá nada foi feito. “Nós vamos colocar infraestrutura e buscar as empresas. O governo não pode ter preguiça”, disparou, acrescentando que Anápolis conta com grande potencial logístico e que não deve haver dificuldades em atrair investimentos para esta área. “Quando era governador, fiz mais de 200 viagens a São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades. As coisas não caem do céu, tem que trabalhar”, frisou.

Aeroporto de Cargas
O diretor da Acia Anastácios Apóstolos Dágios questinou o candidato do PSDB, se o mesmo se comprometeria em dar continuidade, em sendo eleito, às obras do Aeroporto de Cargas de Anápolis.
Marconi Perillo afirmou que ainda existem pendências da Secretaria de Planejamento junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e que houve flexibilidade para que a obra fosse iniciada. “Sendo eleito, vou trabalhar para que o governo cumpra todas as questões e fazer a obra. Acho que o aeroporto vai ser um atrativo muito grande para a vinda de empresas. Recentemente, conversei com o empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade [da CaoaHyunday] e ele me disse que deseja criar outras linhas de produção. Então, acredito que Anápolis será consolidada como uma das cidades industriais mais importantes do País”.

Centro de Convenções
O presidente do Sindicado das Indústrias da Construção e do Mobiliário (SICMA), Álvaro Maia, pergunto ao candidato sobre a proposta de viabilizar para Anápolis um centro de convenções.
Marconi Perillo lembrou que, no final de seu governo, fez a transferência para a Acia, de um imóvel do Supermercado Marcos que foi repassado Estado numa negociação. O governo deveria, também, fazer um convênio de R$ 1 milhão para as obras de adaptação do prédio. “Deixei para o meu vice [Alcides Rodrigues], que não o fez como também revogou a doação”, narrou, acrescentando que, eleito, irá revogar o decreto e fazer novamente a transferência do imóvel para a Acia e “vamos ajudar também a fazer o Centro de Convenções”, pontuou o candidato tucano.

Micro empresas
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Wilmar Carvalho, levantou questão sobre o tratamento que o eventual governo de Marconi Perillo pretende adotar, em relação às micros e pequenas empresas.
O candidato enfatizou que em seu governo, mais de 250 produtos tiveram desoneração de carga tributária. O ICMS de vários deles baixou de 17 para 12 por cento. “As micro e pequenas empresas devem ter, realmente, um tratamento diferenciado. O imposto baixo estimula o aumento da arrecadação. Terei sensibilidade para analisar isso”, ressaltou Marconi, adiantando que uma das medidas será fortalecer o Banco do Povo e a Agência de Fomento, com o objetivo de aumentar a oferta de crédito. Além disso, acrescentou que, se eleito, irá implementar medidas para fomentar as compras de Governo por parte das empresas de pequeno porte. “Vamos, também, apoiar a consolidação da Lei Geral da Micro Empresa e a Lei do Empreendedor Individual”.

Anel Viário
O presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Estado de Goiás (Facieg), Deocleciano Moreira indagou o candidato tucano, se o mesmo se comprometeria em viabilizar o anel viário do Distrito Agroindustrial.
“Passo praticamente toda semana pela rodovia no trevo de acesso ao Daia e vejo uma placa da construção da estrada secundária que está ali há mais de um ano”, observou, acrescentando que, eleito, irá efetivar a obra. Porém, ressaltou que havendo a ampliação do Daia, o projeto do anel viário poderá vir a sofrer algum tipo de alteração.

SIC para Anápolis
O Diretor de Comunicação da Acia, Vanderlúcio Barbosa, direcionou ao candidato a pergunta se o mesmo, uma vez eleito, vai manter, como nos últimos anos, o comando da pasta de Indústria e Comércio nas mãos de um anapolino.
O candidato Marconi Perillo destacou que sempre manteve os seus compromissos com a Acia e com a população de Anápolis. Segundo ele, hoje os fóruns empresariais de Anápolis e de Goiás têm dificuldade acesso com o governo e que, eleito, haverá um processo de abertura de diálogo “com todos os que produzem riqueza, geram empregos e renda para Goiás”, assinalou.

Segurança Pública
O empresário e diretor da, Acia Cecílio Elias Daher, solicitou ao candidato que o mesmo expusesse o seu projeto para a segurança pública no Município e a viabilização do novo presídio.
Marconi Perillo informou que o seu plano de governo prevê, dentre outras coisas, o “fechamento” das fronteiras do Estado para se evitar a entrada de drogas e dos bandidos. Em Anápolis, ele destacou a necessidade um planejamento, junto com as polícias e a Prefeitura, para criar barreiras nos principais acessos à Cidade. Disse, ainda, que o seu plano prevê a implantação de monitoramento por câmeras em áreas comerciais de maior movimento, além de investimentos em inteligência policial. O candidato anunciou projeto para a criação da Superintendência de Polícia Rural e, também, a implantação de superintendências da Secretaria de Segurança nas maiores cidades do interior como Aparecida de Goiânia e Anápolis. “Vamos, ainda, lutar para a criação de um fundo nacional de segurança, com recursos aportados pela União, os estados e municípios. Hoje, a União não tem responsabilidade para com a segurança.Apenas os estados e as prefeituras, como em Anápolis, colaboram com a polícia”, destacou, defendendo que o setor, assim como a educação e a saúde, tenha também um índice definido de recursos a serem aplicados.
Em relação ao presídio, Marconi disse que a Prefeitura já fez a sua parte adquirindo a área e doando ao Estado e que, agora, é necessário trabalho político para fazer o convênio com o Ministério da Defesa, para trazer os recursos para a obra.

Zona Franca
O empresário Wilson de Oliveira, presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Anápolis (SIAA), questionou Marconi Perillo sobre o posicionamento dele em relação à vinda do entreposto da Zona Franca de Manaus.
“Sou senador há três anos e meio e nunca fui procurado pelo atual governo para qualquer coisa”, lamentou o candidato, destacando se, se eleito, irá trabalhar junto com os senadores Demóstenes Torres e Lúcia Vânia (que concorrem à reeleição para o cargo) para “destravar essa questão”, ressaltou.

Pólo farmacêutico
O presidente do Instituto de Gestão Tecnológica Farmacêutica (IGTF), Eduardo Gonçalves indagou do candidato Marconi Perillo se, caso eleito, o mesmo se disporia a criar um fundo de apoio à pesquisa e ao desenvolvimento de novos medicamentos, com a criação de um fundo constituído de receitas do Produzir.
O candidato tucano destacou que pretende, em seu governo, caso eleito, fazer grandes investimentos em pesquisa e inovação tecnológica. “Temos de criar esse fundo vinculado à Fapeg (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás) que já existe. Vamos fazer os estudos necessários na legislação de incentivos fiscais para a capitalização desse fundo, ou seja, vamos buscar as alternativas”

Saneamento
O diretor da Associação das Imobiliárias de Anápolis, Geraldo Braga, questionou o candidato Marconi Perillo, sobre o seu projeto para a área de saneamento básico, em especial, os investimentos para Anápolis.
Marconi Perillo adiantou que o investimento em água tratada “será uma prioridade”. Para isso, afirmou que o próximo governante deverá ter criatividade para buscar os recursos para investimentos no BNDES, na Caixa Econômica Federal, no BID e outras fontes de recursos, além dos investimentos do Tesouro Estadual. Ele lembrou que em sua gestão na Administração do Estado, foram construídas 51 estações de tratamento de esgoto. “Não adianta fazermos as redes de ligação e depois lançar nos mananciais prejudicando o meio ambiente. É assim que concebo uma política de saneamento honesta”, ponderou o candidato do PSDB.

UEG
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista, Ruy Abdalla, perguntou ao candidato sobre seu projeto para a consolidação da Universidade Estadual de Goiás (UEG).
“Tenho orgulho de ter criado e fortalecido a UEG”, disse, acrescentando que, se eleito, sua plataforma é garantir que haja maior autonomia financeira e administrativa para a instituição e, também, garantir que seja feito o repasse legal de 2% das receitas. O candidato afirmou que, como senador, colocou cerca de R$ 3 milhões em emendas para a UEG, visando melhorar a estrutura física das unidades e a compra de equipamentos para os laboratórios. Ele enfatizou ainda a necessidade de melhorar o Plano de Cargos e Salários, apoiar a pesquisa e a extensão universitária, assim como a realização de concurso para a contratação de professores. Marconi recordou que os pioneiros no ensino superior em Goiás foram Mauro Borges, que criou a Facea em Anápolis, e a Esefego, em Goiânia e depois com Irapuan Costa Júnior. E, na década de 90, com Henrique Santillo criando a Uniana que, conforme disse, passou, depois, 15 anos sem receber investimentos.

Ensino Profissionalizante
O diretor da Acia, Admir Luchetti encaminhou a última pergunta da sabatina, questionando se o candidato se proporia a criar uma bolsa de incentivo para o ensino profissionalizante.
O candidato Marconi Perillo enfatizou que, em seu governo, deu prioridade à educação e lembrou a criação Colégio Militar, a política de valorização do magistério, a construção do Centro de Educação Profissionalizante de Anápolis (Cepa). Ele enfatizou que faz parte de seu plano de governo, a implantação de 100 colégios tecnológicos com a estrutura já existente da rede da educação no Estado, em regiões estratégicas de Goiás. “Certamente Anápolis terá unidades para atender as suas demandas”, frisou, acrescentando que fará também parceria com o Sistema FIEG para fazer a bolsa de qualificação. “Nós temos que criar mecanismos para que as empresas que virão para Anápolis empreguem pessoas de Anápolis”, observou, lembrando que para isso é necessário promover a qualificação.

Autor(a): Claudius Brito

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