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Marconi repassa recurso para ampliação do Hospital de Urgência

Política Comentários 27 de dezembro de 2013

Governador fez um balanço das ações no Município, informando que os investimentos chegam a mais de R$ 600 milhões


Em entrevista concedida no último dia 23, na sede administrativa do Distrito Agro Industrial de Anápolis (DAIA), o Governador Marconi Perillo anunciou que o Estado irá repassar cerca de R$ 30 milhões à Fundação de Assistência Social, gestora do Hospital de Urgências, para a ampliação daquela unidade. Ele informou que estará novamente na Cidade nesta sexta-feira, 27, para entregar a primeira de oito parcelas do repasse, no valor de R$ 3,7 milhões.
De acordo com o Governador, o Huana “Dr. Henrique Santillo”, com a reforma, irá ganhar 60 novos leitos de internação e mais 12 de UTIs, além de salas de cirurgia, auditório, espaço administrativo, dentre outras instalações, com um incremento de 4,2 mil metros quadrados. Marconi Perillo disse que a ampliação desse hospital, vai contribuir para desafogar o Hugo, em Goiânia, até a entrega do Hugo 2 e de outros hospitais regionais o que, na sua avaliação, vai minimizar a grande demanda. Ainda em relação à saúde, destacou que o Estado comprou 300 leitos de UTI e está fazendo a complementação de recursos para a manutenção, com cerca de R$ 800 reais/unidade, sendo que o custo médio diário de uma UTI gira em torno de R$ 1,3 mil. Disse, ainda, que, hoje, não há falta de medicamento de alto custo na farmácia Juarez Barbosa, que oferece 141 tipos de medicamentos previstos para distribuição e um estoque que estaria avaliado em R$ 130 milhões.

Relação com Gomide
Sobre o relacionamento com o Prefeito Antônio Gomide, do PT, Marconi Perillo, enfatizou que “nunca neguei um pedido. Tenho me esforçado em atender a todos”, frisou, citando que o Governo cedeu uma área para a implantação de um parque; colaborou com R$ 600 mil através da Secretaria de Indústria e Comércio para o Natal de Luz; celebrou convênio de R$ 8 milhões para pavimentação asfáltica, dentre outros convênios. O Governador salientou que, embora de partidos diferentes, a relação sua com Gomide é harmoniosa e tem produzido bons resultados para a sociedade.

Investimentos
Marconi Perillo enfatizou que Anápolis está recebendo um dos maiores volumes de investimentos por parte do Estado, devendo o montante chegar a R$ 600 milhões. “Nós estamos com investimentos de R$ 200 milhões em saneamento; R$ 200 milhões no Aeroporto de Cargas; cerca de R$ 130 milhões estão sendo investidos no Centro de Convenções; R$ 10 milhões na construção do Presídio; R$ 13 milhões no Anel Viário do DAIA; nós vamos colocar cerca de R$ 60 milhões na rodovia que liga Anápolis a Silvânia; reformamos todas as escolas estaduais e estamos trazendo mais uma unidade do Colégio Militar. Estamos brigando para trazer mais uma indústria automotiva, elaboramos a lei de incentivos fiscais para viabilizar o Parque Tecnológico, que vai trazer em torno de R$ 1 bilhão em investimentos privados e estamos comprando por R$ 16 milhões o prédio sede da Universidade Estadual de Goiás”, enumerou o Governador.

Guerra Fiscal
Em relação à reforma do ICMS, Marconi Perillo declarou que há, sim, receio por parte do Governo e da iniciativa privada, que de que o Supremo Tribunal Federal edite a Súmula 069, o que provocaria o fim dos incentivos fiscais e a não convalidação dos mesmos. “Com exceção dos estados da região Sul e Sudeste, os demais entrariam em sérias dificuldades e perderiam competitividade para atrair investimentos”, ressaltou o Governador, observando que, durante o ano, Goiás liderou um movimento para tentar encontrar uma solução. Ele, pessoalmente, se reuniu com vários governadores e também com ministros do STF, neste caso, para sensibilizá-los sobre os problemas que os estados teriam, caso a Súmula 069 seja editada. “Não conseguiremos sobreviver”, enfatizou. De acordo com ele, foi a partir da mobilização, que não houve ainda uma mudança, mas há de fato - disse o Governador - “uma grande apreensão em relação a isso”.

Dossiê
Na coletiva, Marconi Perillo falou a “fábrica de dossiês”, que tentaram minar a sua imagem e que foram expostas no livro “Assassinato de Reputações”, do ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior. “Graças a Deus, a verdade sempre vem à tona. Um ano antes de o Deputado Roberto Jefferson falar do Mensalão, eu (então Senador), já havia avisado ao Presidente Lula. Depois disso, passei a ser perseguido. Mas consegui que chegasse às minhas mãos o dossiê que iam apresentar a 10 dias da eleição para o Governo e, com isso, não íamos ter tempo de reverter, mas descobrimos a tempo. Inventaram minha relação com a Operação Monte Carlo. Fizeram uma CPI com esse objetivo, mas deram um tiro grande e não deu em nada. Mantive a cabeça erguida e trabalhando”, sublinhou, dizendo que tudo isso que ocorreu, de alguma forma, contribuiu positivamente para limpar a sua imagem. Ele reconheceu que as denúncias trouxeram desgastes, mas que esses acontecimentos “me deram uma espécie de passaporte para batalhas futuras”.
Candidatura
Questionado sobre o seu projeto político para 2014, Marconi Perillo disse: “não vou adiantar que sou candidato e nem dizer que não candidato, os resultados do que estamos fazendo é que vão dizer”. Ele destacou que a avaliação do Governo tem melhorado a cada dia. “Nós, políticos, temos a sensibilidade de um cão farejador, para sabermos se estamos bem, ou não. E nós estamos vendo isso não só nas pesquisas, mas no corpo-a-corpo”. O chefe do Executivo foi também questionado se as greves, como a da Polícia Civil, terão impacto eleitoral. Marconi respondeu que, em sua opinião, embora as greves tragam desgastes, porque a população ressente com a falta de serviços, não é um fator definidor dentro do processo eleitoral. “Estou há 10 anos e 03 meses como Governador, no terceiro mandato e os servidores estaduais nunca tiveram sobressalto, pois pagamos a folha em dia, mesmo tendo recebido algumas delas em atraso. Nós não podemos fazer mais do que prevê a Lei de responsabilidade Fiscal, pois, do contrário, estaríamos incorrendo no risco de perder o mandato e ter os direitos políticos cassados”.
Indústria e Comércio
Na última parte da entrevista, Marconi Perillo foi indagado se Anápolis permaneceria com a Secretaria de Indústria e Comércio, caso o titular da Pasta, Alexandre Baldy, deixe o cargo para disputar uma cadeira na Câmara Federal. Brincando, Marconi disse que manteria o secretário. “O Alexandre Baldy tem feito, e está fazendo, um importante trabalho para Anápolis e para Goiás, é bem articulado no Brasil e em outros países. Outros secretários como Ridoval Chiareloto, Luiz Medeiros e o Wilmar Guimarães fizeram, todos, um belo trabalho Trouxeram muitas indústrias”.

Autor(a): Claudius Brito

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