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Marconi Perillo renuncia e José Éliton assume o Governo Estadual

Política Comentários 05 de abril de 2018

Mudança no comando administrativo do Estado de Goiás será nesta sexta-feira, 06, com a desincompatibilização do cargo


Faltando pouco mais de oito meses para completar o seu quarto mandato à frente do Governo de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), vai renunciar ao cargo nesta sexta-feira, 06, para concorrer ao Senado da República em outubro. O Vice, José Éliton, assumirá o comando administrativo estadual até 31 de dezembro e, neste meio tempo, estará disputando a Governadoria, também, pelo PSDB.
Marconi Perillo começou a sua trajetória política no PMDB jovem. Foi assessor do ex-governador Henrique Santillo - a quem considera seu padrinho político - entre 1987 e 1991. Em 1991 elegeu-se deputado estadual e, em 1995, deputado federal. Em 1998, “o homem da camisa azul” disputou e venceu a primeira eleição para o Governo de Goiás, adotando o discurso do Tempo Novo, e derrotou ninguém menos do que o Ex-Governador Íris Rezende. Na época, foi o Governador mais jovem eleito no País.
Em 2002, Marconi se reelegeu para o cargo. Não terminou o mandato, porque saiu para disputar uma cadeira no Senado, em 2006. Na Casa, chegou à Vice-Presidência. Na eleição de 2010, voltou a se candidatar ao Governo de Goiás e, novamente, disputou o cargo com Íris Rezende, quando conseguiu o seu terceiro mandato. Na eleição seguinte, de 2014, Marconi e Íris protagonizaram mais uma disputa e o tucano venceu, abrindo caminho para o quarto mandato.
O advogado José Éliton Figuerêdo Júnior, natural de Rio Verde, 45 anos de idade, casado com Fabrina Muller Figuerêdo, vai assumir, efetivamente, o Governo de Goiás, desta vez não mais como interino como ocorreu em diversas vezes ao longo de dois mandatos ao lado de Marconi Perillo.
Formado em Direito pela Universidade Católica de Goiás, José Éliton passou pelo DEM, pelo PP e, desde 2015, pousou no ninho tucano. Além da vice-governadoria, ele assumiu missões importantes dentro do Governo, como a presidência da extinta CELG e a Secretaria de Segurança Pública. Em setembro de 2016, José Éliton foi baleado no abdômen, durante uma tentado no Município de Itumbiara, quando participava de um ato de campanha do então candidato à Prefeito José Gomes da Rocha. Este foi ferido mortalmente. No episódio, também, faleceu o Cabo PM Vanilson João Pereira.
José Éliton assume o Governo e, no exercício do cargo, vai disputar a Governadoria, no pleito de outubro próximo. A solenidade de posse do futuro governador está marcada para as 10 horas do sábado, 07, no Plenário “Getulino Artiaga”, na Assembleia Legislativa. A solenidade de transmissão de cargo e faixa ao Governador José Eliton, acontecerá às 11 horas, no Palácio das Esmeraldas.
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A renúncia
Segundo informação divulgada nesta quinta-feira, 05, no portal da Assembleia Legislativa, o documento no qual o Governador formalizará sua renúncia ao cargo será lido em sessão extraordinária, no Plenário “Getulino Artiaga”, a partir das 20 horas desta sexta-feira, 06.
A decisão de renunciar, pessoal e intransferível, deve obrigatoriamente ser conhecida pela Assembleia Legislativa, que tem competência exclusiva para isso, conforme o art. 11, XVIII, da Constituição Estadual.
Com a abdicação de Marconi Perillo ao cargo de Governador, o vice-governador, José Éliton (PSDB), assume o comando do Poder Executivo goiano. A sessão extraordinária para a leitura do termo de renúncia não prevê manifestações de parlamentares. Tão somente resume-se à leitura do documento no qual o Governador abdica do cargo.
A Constituição Federal determina que, para concorrer a outros cargos, o Governador tem o prazo limite de seis meses antes do pleito eleitoral para renunciar, conforme seu art. 14, § 6º. A decisão indica que Marconi Perillo poderá se candidatar ao Senado, como tem sido sugerido por deputados ligados à base de apoio do Governo na Assembleia Legislativa. Também tem sido ventilada pela imprensa a possibilidade de Marconi ser vice do governador Geraldo Alckmin (SP) na candidatura à Presidência da República, no caso de os tucanos resolverem sair com a chamada chapa “puro sangue”. (Com informações do site: portal.al.go.leg.br)

Autor(a): Claudius Brito

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