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Marconi, Íris e mais quatro

Política Comentários 24 de abril de 2010

Embora as atenções políticas em Goiás estejam polarizadas entre os candidatos do PMDB e do PSDB, são, pelo menos, seis postulantes à sucessão de Alcides Rodrigues


Candidatos em potencial ao Governo de Goiás desde há muito, mais especificamente, assim que foi confirmada a reeleição de Alcides Rodrigues em outubro de 2006, o ex-prefeito de Goiânia, Íris Rezende Machado (PMDB) e o senador Marconi Perillo (PSDB) não estão sozinhos na corrida ao Palácio das Esmeraldas. Pelo menos mais quatro outros postulantes entraram na disputa e devem colocar seus nomes à disposição e à apreciação do eleitorado goiano. É um processo natural, quando se reporta a eleições passadas. Em 2006, também, o número de candidatos era o mesmo, muito embora as atenções estivessem voltadas mais especificamente a dois candidatos, a saber: Maguito Vilela (PMDB) e o próprio Alcides Rodrigues (PP), então candidato à reeleição. Mas concorriam, ainda, o senador Demóstenes Torres (PFL, hoje DEM), Edward Júnior (PSDC), Elias Vaz (PSOL) e Barbosa Neto (PSB).
Para este ano, além de Marconi e Íris, que lideram a preferência do eleitorado nas pesquisas de intenção de votos, surgiram, ainda, como pré-candidatos, os nomes do ex-prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Vieira Cardoso (PR), apoiado pelo Governador Alcides Rodrigues; o ex-secretário municipal da Prefeitura de Goiânia, Santana Pires (PRTB); o sindicalista Washington Fraga (PSOL) e o empresário e ex-deputado Ênio Tatico (PRP).

Polarização
Por enquanto, seja por força de mídia, seja pela trajetória dos concorrentes, as eleições em Goiás estão, objetivamente, concentradas nos nomes de Íris Rezende e Marconi Perillo. O ex-prefeito de Goiânia que, recentemente, causou certo mal-estar na cúpula, ao se mostrar indefinido quanto à disputa, assumiu de vez a candidatura e está preparando “uma grande ofensiva”, principalmente no interior do Estado, por onde seu adversário direto (Marconi Perillo) já tem feito seguidas incursões. Íris conta a seu favor, com o apoio do PT que, hoje, governa as duas principais cidades do Estado (Goiânia e Anápolis), além de Aparecida de Goiânia, administrada pelo peemedebista Maguito Vilela. O candidato do PMDB anuncia que está em busca de novas parcerias a fim de ampliar a aliança de apoio ao seu nome.
O senador Marconi Perillo que se acha às voltas com o recente episódio do surgimento de um dossiê (que ele considera falso e criminoso) mostrando eventuais contas bancárias suas em paraísos fiscais e em outros países como os Estados Unidos, continua o projeto de visitação às bases e formatação de alianças importantes. Quanto ao dossiê, Marconi diz que se trata de crime político e que está tomando todas as providências. Ele conta com o apoio de grande parte do Senado Federal e atribui a publicação dos documentos, a vinganças do Governo Federal, por ter sido ele (Marconi) um dos denunciantes do escândalo do Mensalão.

Outros concorrentes
Faltando, ainda, praticamente seis meses para as eleições, a densidade eleitoral dos outros quatro postulantes ainda é uma incógnita. O ex-prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Vieira, é tido como um político municipalista, sem a experiência que se exige para concorrer ao Governo do Estado. Mas ele rebate essa teoria, afirmando que terá tempo suficiente para levar sua mensagem a todos os cantos de Goiás, lembrando casos de outros concorrentes, como o próprio Marconi Perillo que, na primeira eleição, começou a disputa com quatro por cento nas pesquisas e foi eleito. Vieira tem como forte aliado o Governador Alcides Rodrigues (PP) que, com o “poder da caneta” pode influenciar, muito, no seu desempenho, principalmente se conseguir deslanchar o projeto de obras físicas e sociais anunciado para este ano. A aposta é que, com a entrada de Vanderlan no páreo, as eleições em Goiás irão, obrigatoriamente, para o segundo turno.
Já o pré-candidato Ênio Tatico, conta a seu favor com a forte influência político/econômica da família, notadamente no entorno de Brasília. Ênio é filho do deputado federal José Tatico (PTB) e está trabalhando para, também, forçar um segundo turno em Goiás.
Enquanto isso, o sindicalista Washington Fraga apresentou sua candidatura seguindo a uma orientação do PSOL em nível nacional, que é disputar eleições em todos os níveis, a fim de fortalecer a legenda, uma das mais novas no Brasil, com vistas a eleições futuras. O PSOL tem como principal estrela a ex-senadora, e hoje vereadora em Maceió, Heloísa Helena. Por seu lado, Santana Pires, que foi chefe de fiscalização na Prefeitura de Goiânia, é conhecido pelo modo polêmico com que atua na política em Goiás. Ele é presidente regional do PRTB, partido, que, pelo menos em nível de Estado, não exerce grande influência. Mas, como em eleição, tudo é possível, ainda é cedo para conclusões.

Autor(a): Nilton Pereira

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