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Marconi intensifica agenda e dá sinais que pode buscar a reeleição

Política Comentários 13 de setembro de 2013

Pelo menos essa é a interpretação dos seus adversários políticos. A sucessão terá dentro de mais alguns dias, definições importantes


O Governador Marconi Perillo vem intensificando a agenda de visita a municípios do interior, para entrega de obras e serviços. Para os seus adversários, a leitura que se faz dessa movimentação é que ele estaria sinalizando a sua pretensão de buscar a reeleição no ano que vem. Por outro lado, Marconi diz que está focado apenas na Administração do Estado e que só discutirá a eleição no ano que vem.
Enquanto a definição não chega, na base aliada os partidos tentam construir o que seria a chapa majoritária para a disputa. Com a idade para o PP, na condição de presidente da legenda em Goiás, o Vice-Governador José Eliton busca costurar a sua permanência na chapa no mesmo cargo, dessa forma, sobraria apenas a vaga do Senado para a composição. E, esta vaga está sendo cobiçada pelo secretário-chefe da Casa Civil da Governadoria, Vilmar Rocha, do PSD. Porém, há outros partidos na base, como o PSC, por exemplo, que quer também um “lugar ao sol” na chapa majoritária. Mas, tudo vai depender da decisão a ser tomada por Marconi Perillo, de sair candidato à reeleição. Há quem aposte que ele poderia dar a cabeça-de-chapa para outro nome e disputar a vaga do Senado, numa eleição que seria praticamente garantida. Neste caso, a cabeça-de-chapa ficaria, claro, com o PSDB. Mas são conjecturas, apenas.
Situação mais complexa vive o Democratas, que tem um pé no Governo e outro na oposição, com o Deputado Federal Ronaldo Caiado, que poderá, também, sair candidato na chamada terceira via, que tem também o nome do empresário e ex-prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso. O parlamentar, por diversas vezes, manifestou através do seu Twitter, a intenção de participar da disputa. O que o varia a desistir de tentar mais um mandato na Câmara Federal, numa eleição muito mais garantida, teoricamente. No ano que vem, o DEM goiano terá que tomar uma posição e, para aqueles que estão no partido, do lado do Governo, a decisão terá de ocorrer até o fim deste mês, caso desejem disputar o pleito numa outra legenda.
Do lado das oposições, Iris Rezende é ainda a incógnita, já que não deu ainda nenhum sinal mais claro se será, ou não, candidato ao Governo de Goiás mais uma vez. Diante dessa indefinição, o Partido dos Trabalhadores vem trabalhando com a hipótese de lançar o cabeça-de-chapa. Mas o partido espera uma decisão superior, já que tem de montar um palanque forte para a Presidente Dilma Rousseff no Estado e isso inclui ter o PMDB como aliado. Dessa forma, não pode colocar o carro à frente dos bois, para não melindrar o casamento que, até agora, vem dando certo.
Portanto, no final deste mês e início de outubro, definições importantes de trocas e filiações partidárias vão mexer com o processo da eleição que, por enquanto, caminha em banho Maria, com poucas definições e muita especulação. E, lá pelos meses de março a abril do ano que vem, aí sim o cenário para a 2014 começa efetivamente a ser desenhado, com o fim dos prazos de desincompatibilizações. Esses dois momentos são cruciais e o jeito é aguardar para ver o que vem pela frente. O certo é que Goiás caminha para ter uma eleição majoroitária bastante acirrada e o eleitor terá de prestar muita atenção, desde já, aos lances desse intricado jogo chamado política.

Autor(a): Claudius Brito

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