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Marconi “ganha com a saída de Gomide do páreo”

Política Comentários 18 de outubro de 2014

Em entrevista ao Contexto, deputado estadual Carlos Antônio, reeleito para o cargo em 2014, analisou o cenário pós 1º turno e teceu elogios ao prefeito de Anápolis, o petista João Gomes. E destacou que fará “uma gestão de deputado compartilhada com a Prefeitura”


Deputado, a sua avaliação, em geral, do resultado das eleições, para Anápolis

Carlos Antônio - Surpreendente. A gente esperava mais, acreditava no potencial dos candidatos. Mas o número de candidatos acabou atrapalhando os planos de a cidade eleger mais de dois deputados e acabou se resumindo a um. O número exagerado de candidatos tem atrapalhado o município há muitas eleições. E esta, talvez, tenha sido ainda mais grave. Porque pessoas que não tinham a menor condição de vitória colocaram o nome á disposição. E isso acaba atrapalhando. Temos exemplos de cidades como Catalão: quatro candidatos, dois eleitos. Goianésia: quatro candidatos, dois com maior potencial, dois eleitos. Então nós temos exemplos aí de cidades bem menores que acabaram elegendo um número maior do que o que nós elegemos aqui. Então precisamos repensar isso para o bem da cidade. Seria muito prático eu estar aqui me vangloriando de ser o único deputado eleito, mas não farei isso, porque sei que a cidade é que acaba ficando com o prejuízo.

O fato do senhor não ter tido ainda mais votos em Anápolis não é estranho para um candidato que é daqui?

Carlos Antônio - É fato, que realmente Anápolis sozinha não consegue eleger o seu deputado. É preciso buscar fora. Mas Anápolis precisa repensar é o número de candidatos. Nós não podemos tratar uma eleição estadual como uma eleição municipal, em que se candidata ao bel prazer para apenas colocar o nome.

Qual será a sua atuação específica para Anápolis?

Carlos Antônio - Do mesmo jeito, no mesmo padrão. O que vai mudar e eu espero que seja positivo é a nossa aproximação com a Prefeitura. Quero fazer uma gestão de deputado compartilhada com a Prefeitura, além de ter uma responsabilidade também com outros municípios. Mas vamos dar uma atenção muito especial às demandas de Anápolis.

Como vai ser a relação com o João Gomes?

Carlos Antônio - Boa, excelente. Pessoal e política.

A diferença de partido e talvez de ideia e de posição política vai interferir no trabalho?

Carlos Antônio - O importante é que Anápolis alcançou um amadurecimento político muito grande. Hoje se vê a cidade em primeiro lugar, em detrimento de cor partidária. O João Gomes tem esta postura estadista. Eu estou tendo esta postura estadista, então a mim não interessa se o prefeito é do partido A, do partido B, se é da ala A, da ala B. O importante é o município, as demandas do município devem ser atendidas. Pelo Governo do Estado, pelo Governo Federal e com gestão do deputado estadual e também do deputado federal.

O fato do candidato do segundo turno ser o Iris Resende e o Antônio Gomide não ter conseguido ir para o segundo turno facilita para o Marconi?

Carlos Antônio - Sem dúvida. Porque a penetração do Marconi em Anápolis é muito maior do que a do Iris. A aceitação do Marconi é muito maior do que a do Iris. O candidato Iris tem uma rejeição natural em Anápolis, que é secular isso já. Então, eu imagino que, realmente, quem ganha com a saída do Gomide do páreo, em Anápolis, é o Governador Marconi Perillo.

E no Estado?

Carlos Antônio - Aí tem que esperar o resultado das urnas. Embora a gente perceba a tendência natural, mas não se ganha eleição de véspera. É preciso esperar o resultado.

Autor(a): Da Redação

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