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Marconi diz que foi caluniado

Política Comentários 18 de julho de 2010

Senador cumpriu agenda política em Anápolis e comentou o relatório entregue à Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou déficit no Estado no período de 1991 a 2009


O candidato do PSDB ao Governo de Goiás, Marconi Perillo, comentou, em entrevista ao Contexto, na quarta-feira, 14, em Anápolis, o relatório parcial entregue pelos técnicos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) à Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga, na Assembleia Legislativa, o déficit público nas contas do Estado, entre 1991 e 2009. Segundo ele, o resultado do estudo demonstrou que não houve déficit de R$ 100 milhões mensais. “Estava muito tranquilo em relação a isso”.
“Vou lembrar um ditado popular que diz que a mentira tem pernas curtas e a verdade pode demorar, mas, sempre, aparece”, reagiu o tucano e, em tom mais incisivo. Marconi afirmou que o argumento do déficit mensal de R$ 100 milhões seria um instrumento que o atual governo estaria utilizando “para justificar a sua incompetência”.
Ainda sobre o caso, o senador ressaltou que em momento algum teve preocupação com a questão, “pois tinha a consciência tranquila em relação a tudo o que fizemos em nosso governo. Realizamos uma administração revolucionária em todos os setores. Tínhamos todos os dados das contas que, por sinal, foram aprovadas pelo TCE”. Afirmou ainda o candidato que o relatório produzido pela Fipe (órgão vinculado à Universidade de São Paulo-USP) e o Tribunal de Contas são peças altamente técnicas. Em sua leitura do documento, Marconi Perillo observou que “foi nos governos de Iris Rezende e de Maguito Vilela que aumentaram o déficit, “e em minha gestão nós fomos corrigindo.
Marconi Perillo participou de um encontro com dirigentes de sindicatos de trabalhadores, na sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químico-Farmacêuticas do Município de Anápolis onde recebeu algumas reivindicações das entidades presentes e falou sobre o seu programa de governo, pela primeira vez, em caráter oficial, após o início da campanha eleitoral.
O candidato lembrou que foi em sua primeira gestão que se deu a implantação do pólo farmacêutico no Distrito Agroindustrial. “Quando chegamos ao governo, tivemos que fazer a campanha “reage Anápolis”, porque a cidade estava abandonada. Tinha, no Daia, 38 empresas apenas. E, quando saímos deixamos 128; tínhamos quatro laboratórios na área farmacêutica e com o pólo, deixamos ao sair do Governo, 14 empresas nessa área; quando chegamos o Daia gerava em torno de 3,8 mil empregos e, ao sairmos, deixamos em torno de 11 mil”, disse.

Propostas
Em relação ao plano de governo, Marconi adiantou que pretende, caso eleito, fazer a ampliação do Distrito Agro Industrial e aproveitar a infraestrutura existente na Plataforma Logística Multimodal que, segundo recordou, foi também um projeto iniciado em seu governo. “Nós deixamos a estrutura pronta e, de lá para cá, nada foi feito. Nós queremos que essa área seja ocupada por empresas para que possamos gerar mais empregos aqui para a região”, sublinhou.
Marconi lembrou outras realizações de seu governo, como o Instituto de Gestão Farmacêutica Tecnológica, que deu suporte ao pólo farmacêutico; o Centro de Educação profissionalizante, com o objetivo de atender à demanda de formação de mão-de-obra para o Distrito Agroindustrial e a criação da Universidade Estadual de Goiás (UEG), cuja sede foi instalada no Município. “Nós demos e vamos dar muito mais atenção para Anápolis, caso vençamos as eleições”, ressaltou, acrescentando que trabalhou, também, junto ao então secretário da Indústria e Comércio, Ridoval Chiareloto, visando trazer para Anápolis a montadora CAOA/ Hyundai que hoje coloca a Cidade como referência no setor automotivo, com a perspectiva de ampliação desse segmento econômico que considera estratégico.
“Trabalhamos, também, na viabilização de recursos de emenda pessoal para o viaduto do trevo do Daia, mas, infelizmente, surgiram problemas e nós esperamos que tudo seja solucionado o mais rápido possível, pois esta obra representa um anseio muito grande da população”.
O tucano destacou, ainda que, eleito, pretende trabalhar outras áreas fundamentais, como a educação, melhorando não só a estrutura física da rede, mas promovendo a inclusão digital dos estudantes, assim como ampliar a formação em nível técnico e tecnológico, para que os jovens, principalmente, possam ser preparados para ocupar vagas no mercado de trabalho.

Autor(a): Claudius Brito

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