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Marco zero do modal ferroviário do Brasil

Transporte Comentários 28 de julho de 2014

Com a presença da Presidente Dilma Rousseff, foi inaugurada recentemente a ligação da ferrovia entre Anápolis e Palmas, numa extensão de


No mês de maio último, com a presença da Presidente Dilma Rousseff, a ferrovia da integração nacional foi inaugurada após 27 anos do início da obra. A obra executada pela VALEC – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., estatal vinculada ao Ministério dos Transportes, demandou investimentos oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no valor estimado de R$ 4,2 bilhões. De Palmas até Açailândia, no Maranhão, desde 2007 o trecho já se encontra em operação. No total, agora, são 1.574 quilômetros de linha férrea. No trecho inaugurado, entre Anápolis e Palmas, são 855 quilômetros de linha férrea, abrangendo 34 municípios, sendo 10 no Tocantins e 24 em Goiás. Foram gastos mais de 110 mil toneladas de trilhos; 1,6 milhão de dormentes; construídos 35 viadutos e 12 túneis.
Para que, efetivamente, a ferrovia propicie a interligação entre as regiões Norte e Sul, outra etapa do projeto já está em andamento: o trecho de 682 quilômetros, conhecido como Extensão Sul, que vai de Ouro Verde, próximo a Anápolis, até Estrela d´Oeste, no interior de São Paulo. De acordo com a Valec, empresa do Governo que é responsável pelas obras ferroviárias do País, atualmente esse trecho tem em torno de 60% das obras físicas executadas e a previsão é de que a obra seja entregue em 2015. Aí sim, as mercadorias que vão deslizar sobre os trilhos poderão percorrer 2.256 quilômetros e acessar os portos das regiões Norte e Nordeste e Sul e Sudeste.
No trecho de Anápolis até Palmas na Norte-Sul, o transporte de mercadorias não será de imediato. O superintendente do Porto Seco, Edson Tavares, que acompanha desde o início a obra, ressalta que serão necessários investimentos privados para dar operacionalidade à ferrovia. Mas, segundo ele, o caminho, agora, está mais curto e, na sua avaliação, dentro de alguns meses, a Norte-Sul já vai estar à plena carga, contribuindo para a redução do chamado Custo Brasil. Tavares explica que o transporte ferroviário é bem mais barato do que o rodoviário. A diferença - diz - gira na casa de 30%. Por dois motivos: os trens rodam 24 horas e possuem maior capacidade, além de terem um valor de seguro mais barato.
Conforme a Valec, a ferrovia poderá ser utilizada para levar aos portos e daí, para os mercados internacionais, mercadorias como granéis agrícolas, farelo de soja e minérios. O próprio Porto Seco, inclusive, opera com um terminal de minérios e deve avançar mais nesta área, uma vez que Goiás, hoje, é o terceiro maior produtor no ranking nacional. Além disso, a Norte-Sul poderá fazer com que os produtos da Zona Franca de Manaus sejam embarcados para Anápolis e, daqui, distribuídos para o País. “Nós temos aqui uma ferrovia inteligente e que já nasce com viabilidade econômica”, comemorou Edson Tavares.


Marco histórico
O Prefeito João Gomes, em seu discurso no evento, disse que a Norte-Sul será “um novo ciclo para a economia de Anápolis, de Goiás e do Brasil”. Ele lembrou que, em 1935, foi justamente com a chegada da ferrovia, que Anápolis fortaleceu a sua economia. Depois- recordou- veio a Base Aérea, o Distrito Agro Industrial (DAIA), o polo farmoquímico, a indústria automotiva. “Hoje, Anápolis é uma grande vitrine do desenvolvimento do País”, salientou.
O Governador Marconi Perillo lembrou, no seu discurso, que estava em Porangatu, em meados da década de 80, acompanhando o Ex-Governador Henrique Santillo, o qual se encontrara com o presidente José Sarney. “Fizemos uma mobilização e fui testemunha ocular do lançamento da pedra fundamental desta ferrovia”, disse, acrescentando que “se não for nada mais na política, já terei um sonho realizado: ver terminada a Norte-Sul, que vi começar”.
A Presidente Dilma Rousseff destacou em seu pronunciamento que em 2007, quando era ministra-chefe da Casa Civil, no Governo Lula, foi elaborado o Programa de Aceleração do Crescimento, através do qual o Governo Federal revelou “interesse especial em resgatar a ferrovia”. E, através do PAC, os trabalhos foram retomados. “Tivemos muitas dificuldades, porque não tínhamos projetos prontos para licitar; uns estavam velhos. Mas percebíamos que era importante”, narrou, acrescentando que foi executado o trecho de Açailândia (MA) até Araguaína (TO) e, na fase inicial, o projeto existente não contemplava a passagem por Anápolis, mas por Senador Canedo.
“Depois que começamos, percebemos que a ferrovia seria uma ‘coluna vertebral’ do desenvolvimento, ligando o Norte e o Sul do País e ficamos surpresos com esse atraso inexplicável”, ponderou, acrescentando que o modal ferroviário é um elemento imprescindível para a integração nacional.

Autor(a): Da Redação

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