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Mais um presidiário foi assassinado na Cadeia Pública de Anápolis

Segurança Comentários 18 de outubro de 2018

É o quarto caso este ano. Homem foi asfixiado enquanto dormia. Autor confessou o crime


A morte de mais um detento no Centro de Inserção Social “Monsenhor Luiz Ilc”, ou Cadeia Pública de Anápolis, trouxe à tona, outra vez, a discussão sobre a superlotação dos estabelecimentos penais brasileiros. Mesmo com a edificação do Presídio Estadual, entregue há alguns meses, a situação não melhorou. Pelo contrário, na visão do advogado Gilmar Alves, Presidente do Conselho da Comunidade de Execuções Penais, fez foi piorar. “Hoje temos cerca de 800 presos em um espaço onde mal comportar-se-iam 300. São dados oficiais”, justificou o advogado. Para ele, a superlotação da Cadeia Pública de Anápolis é comparada a um “barril de pólvora prestes a explodir”.
Gilmar Alves denuncia, também, que ocorre uma desobediência a determinação judicial para que não se admitam mais presos no Centro de Inserção Social “Monsenhor Luiz Ilc”. Mesmo com a proibição, a toda hora chegam presos, inclusive de cidades vizinhas a Anápolis, disse enfaticamente o advogado. Ele acrescenta que o novo presídio, construído sob a alegação de que aliviar-se-ia o excesso de gente na Cadeia Pública, em nada contribuiu. “Fomos enganados”, disse Gilmar Alves.

Mais mortes
Esta semana foi registrada a morte de mais um detento naquele local. Tratava-se de Richard Antônio de Araújo, que cumpria pena por furto. Ele se desentendeu com outro reeducando (Rafael Gomes Pereira, que assumiu a autoria do delito) e acabou sendo asfixiado com uma toalha durante a noite de domingo para segunda-feira. Foi a quarta morte este ano naquele estabelecimento penal.
A semana foi marcada por outros casos de homicídios em diferentes pontos da Cidade. Um deles aconteceu no Residencial Giovani Braga. José Neto de Oliveira, morador naquele bairro, foi encontrado morto dentro de sua própria casa com vários ferimentos à bala. A Polícia Civil suspeita de latrocínio (roubo seguido de morte), pois o veículo de propriedade da vítima foi retirado do local.

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