(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Mais eleitores, menos representantes

Política Comentários 28 de julho de 2009

Em duas décadas, o número de eleitores mais do que dobrou. No entanto, na Assembléia Legislativa, sobretudo, Anápolis está quase órfã de representação política


Na eleição de outubro passado, Anápolis foi a única cidade goiana a ter o segundo turno na disputa eleitoral. Todas as atenções do noticiário político no Estado se concentraram na disputa entre a peemedebista Onaide Santillo e o petista Antônio Roberto Gomide, que acabou levando a melhor com 122.245 votos dos votos válidos, contra 39.394 sufrágios dados em favor de sua adversária.
Foi a segunda vez que a cidade escolheu o seu representante para o Poder Executivo, em segundo turno eleitoral. Na disputa de 2004, Pedro Sahium, do PSB, venceu a disputa com Rubens Otoni (PT), numa votação acirrada.
Mas, se o crescimento da população trouxe essa perspectiva de uma eleição mais democrática, por outro lado, traz preocupação o fato de que, embora o eleitorado tenha dobrado nos últimos 20 anos, passando de 106.508 em 1998, para 217.127 em 2008, a representação do Município na Assembléia Legislativa, principalmente, tem deixado muito a desejar. Na eleição para deputado estadual, os anapolinos conseguiram eleger apenas um representante. O município vizinho de Goianésia que tem pouco mais de 50 mil habitantes, conseguiu eleger dois representantes.
Para os “analistas políticos de plantão”, isso ocorre devido a vários fatores, mas dois deles são mais relevantes: o não surgimento de novas lideranças e a pulverização de candidaturas, que abre espaço para que candidatos de outras regiões venham buscar votos em Anápolis, e, depois esquecem até de passar para agradecer. Tanto em uma situação como na outra, há uma carga de responsabilidade sobre os partidos políticos que são responsáveis em estimular o surgimento de novos quadros, assim como montar chapas competitivas para os pleitos. O eleitor, obviamente, também tem a sua parcela de culpa, no momento em que dá o voto a um candidato de fora, que não tem compromisso com a cidade.
Na Câmara Federal, Anápolis conta com dois representantes: Rubens Otoni (PT) e Ronaldo Caiado (DEM), embora este último tenha um foco mais voltado para o setor ruralista e em questões de interesse nacional. Enquanto que o petista tem uma ação mais municipalista e tem, com isso, se desdobrado para fazer com que os recursos federais aportem em Anápolis.
No Senado da República, nenhum dos três representantes de Goiás é de Anápolis. Mas, todos têm vínculos próximos: Lúcia Vânia (PSDB), é ex- primeira-dama do município; Marconi Perillo (PMDB) tem na conta de duas eleições para governador, expressivas votações no colégio eleitoral anapolino; e Demóstenes Torres (DEM), teve votação expressiva no município, além de ter na sua chapa a ex-primeira-dama Sandra Melon, como suplente. Portanto, é uma representação, embora não genuína, mas legítima e que pode - e deve - ser acionada para defender os interesses do município.

Autor(a): Claudius Brito

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

Baixe o PDF de Edições Anteriores

Arte em Propaganda Arte em Propaganda

+ de Notícias Política

Ronaldo Caiado acusa Governo de usar dados para mascarar crise do Estado

08/11/2018

O governador eleito Ronaldo Caiado (Democratas) cobrou maior transparência nos dados repassados à equipe de transição pel...

Partido realiza ação social em prol da Casa Joana

08/11/2018

O Democratas Mulher Anápolis irá realizar nesta sexta-feira, 09, a partir das 09 horas, em Anápolis, uma manhã odontológ...

Vereador exige explicações para aumento da energia elétrica em Goiás

08/11/2018

O vereador João da Luz (PHS) informou na tribuna, durante a sessão ordinária da última quarta-feira,07, que esteve em Bra...

Ronaldo Caiado terá muitos desafios para enfrentar em sua terra natal

02/11/2018

Não dá para falar que se trata de uma “herança maldita”. Mas, dá para dizer que os “gargalos” de Anápolis vão o...