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Mais de 80% dos partos realizados na Maternidade Dr. Adalberto são normais

Saúde Comentários 06 de novembro de 2015

Para ampliar este número e melhorar o atendimento, unidade lança projeto Parto Humanizado, Parto Feliz, uma iniciativa que precisa do apoio da comunidade


Mais de 80% dos partos realizados na Maternidade Dr. Adalberto Pereira da Silva são normais, diferente do que ocorria há mais de cinco anos, quando a unidade passou por uma intervenção administrativa, decretada pelo Ministério Público, encerrada no final de 2012. Antes da intervenção, a Maternidade realizava uma média de apenas 30 partos por mês, a maioria cesarianas, segundo revelou o diretor-geral da unidade, Antônio Fernandes Júnior. Ele explicou que esta prática vem sendo desestimulada pela sua equipe multidisciplinar.


Hoje, a Maternidade faz uma média de 200 partos por mês, dos quais mais de 150 pelo método normal e menos de 50 por cesarianas, esta última considerada mais onerosa, com a desvantagem de demorar mais tempo para a recuperação da mãe. Numa tentativa de ampliar este número e melhorar o atendimento às gestantes e parturientes o hospital está lançando o projeto “Parto Humanizado - Parto Feliz”, que consiste em duas ações que se interligam.


A primeira prevê a transformação de quatro apartamentos simples em apartamentos referência para parto humanizado, com instalações para o conforto dos acompanhantes da parturiente, dotados com banheiras; cama; berço; sofá; bola; TV; som ambiente decoração, dentre outras melhorias. O projeto prevê, ainda, a utilização, em cada um dos apartamentos, de cadeira especial e equipamentos para facilitar o parto normal. Para cada unidade, o valor aproximado da reforma é de R$ 26.400,00. Um dos apartamentos será custeado com doação de um membro do Rotary Clube Anápolis Oeste.


A segunda ação prevê a reestruturação da Unidade de Cuidado Intensivo (UCI) Neonatal com sua transferência e reinstalação em outra ala da unidade. “Queremos humanizar a ampliar a UTI Neonatal de atendimento aos recém-nascidos”, justificou o diretor-geral, revelando que, nesta segunda ação do projeto, estão previstos gastos de R$ 86.750, valor com cotação feita em outubro deste ano. A execução do projeto está programada para ser iniciada em janeiro, com previsão de conclusão em, apenas, dois meses.


Para viabilizar o projeto, Antônio Fernandes Júnior informou que a direção da Maternidade estará buscando patrocinadores em empresas, instituições e entidades de classe, através de um trabalho dividido em duas ações: uma direta e outra indireta. A ação direta procura patrocinadores para a reforma, decoração e mobília, feita diretamente por um padrinho. A ação indireta busca, apenas, um financiador do projeto a ser executado. “Cada unidade a ser reestruturada receberá o nome do patrocinador”, disse o diretor-geral explicando que ela pode ser utilizada em sua divulgação de apoio social na mídia.


Depois de passar por dificuldades durante muitos anos, Antônio Fernandes Júnior informou que, hoje, a Maternidade funciona sem maiores problemas, depois de encerrada a intervenção administrativa decretada pelo Ministério Público. Ele informou que 95% dos procedimentos realizados na unidade são cobertos pelo SUS. Até o final de dezembro serão mais de 30 mil atendimentos realizados ao longo do ano, número que o diretor-geral estima que deverá dobrar em 2016. Ele lembra que a Maternidade alcança estas cifras por ser uma unidade de referência em Anápolis e toda a região Pirineus.


Revelou, também, que assumiu a direção-geral da instituição com uma dívida de mais de R$ 6 milhões, referentes a processos trabalhistas; débitos com a Receita Federal; INSS e FGTS, todos renegociados após a intervenção do Ministério Público. “Tínhamos, também, dívidas de mais de seis meses de salários atrasados, sem incluir quatro meses que a Maternidade devia aos médicos”, acrescentou Antônio Fernandes explicando que hoje a situação é de normalidades. Segundo ele, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde, ofereceu apoio ao trabalho de reestruturação da unidade, comprando cerca de 50% dos serviços que ela oferece.


 


Maternidade em números


- 95% de atendimentos pelo SUS;


- 30.000 atendimentos previstos em 2015;


- 60.000 atendimentos previstos para 2016;


- 1.000.000 habitantes na Região Pirineus, de onde recebe pacientes de várias cidades.


 


Títulos


- Conselho Municipal de Assistência Social;


- Hospital Amigo da Criança;


- Utilidade Pública Municipal, Estadual e Federal;


- Conselho Nacional de Assistência Social;


- Certificado de Entidade Filantrópica - 1999;


- Rede Cegonha - 2013.

Autor(a): Ferreira Cunha

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