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Maioria das vítimas tinha envolvimento com drogas

Violência Comentários 19 de outubro de 2014

Dado foi apresentado pela delegada titular do Grupo de Investigação de Homicídios de Anápolis, Marisleide Santos. Região Sul é a que apresenta maior taxa de criminalidade


De acordo com informações do Grupo de Investigação de Homicídios da Polícia Civil de Anápolis, 95% das vítimas de homicídios no município têm antecedentes criminais. De acordo com a delegada titular da Delegacia, Marisleide Santos, “vítimas têm antecedentes de vários crimes, inclusive de tráfico de drogas. Não é só tráfico de drogas. Por quê? Há muita disputa entre criminosos”.
Vítimas de homicídios que tem envolvimento específico com roubos; furtos; porte de arma, tráfico de drogas e receptação, representam 90% do total de mortos nesta lista, conforme apresentou a delegada Marisleide. Brigas entre criminosos que disputam os objetos que são frutos dos crimes estão entre os motivos dos assassinatos. “A pessoa não faz só tráfico de drogas hoje. A pessoa trafica, comete receptação, usa armas de fogo e acaba, depois, sendo morto também”, continuou.
Algumas vítimas, explicou, apesar de não terem o registro de antecedentes criminais, “têm informações” relacionadas a vários crimes, como tráfico e uso de drogas; e porte de armas. “Algumas não têm antecedentes, mas temos informações que ela é ligada a pessoas que usam e traficam drogas”, explicitou. De acordo com a titular do Grupo de Investigação de Homicídios, o maior número destas vítimas se encontra nos segmentos sociais de baixa renda: “classe média, classe alta, muito pouco. 15 a 20%. A maioria é de média abaixo”.
Quando questionada se a classe alta, por consumir produtos ilícitos mais caros, financia o tráfico, ela afirmou que, “indiretamente. Não é só a classe alta. É todo mundo”. Mais de 90% das vítimas de homicídio na Cidade, conforme pontuou a delegada Marisleide, são homens.
Mancha criminal
A Polícia Militar define como “Mancha Criminal” os locais com maior índice de criminalidade no Estado. De acordo com a delegada titular do Grupo de Investigação de Homicídios de Anápolis, Marisleide Santos, a Região Sul de Anápolis é a que tem o maior índice de homicídios no Estado. Os bairros São Joaquim; Calixtópolis; Arco Verde, São João e Filostro Machado foram citados entre os que fazem parte da “Mancha”.
Para a delegada Marisleide, a sociedade deve “contribuir com o trabalho da Polícia, os institutos todos, o Poder Judiciário, o Ministério Público, perícias, todos trabalhando em conjunto”. Ela pontuou que as políticas educacionais levam vários anos para surtirem o efeito desejado no combate à criminalidade. “Então, o que tem que ser feito para combater o crime hoje, é fortalecer as polícias, o Ministério Público e o Poder Judiciário trabalharem juntos”. “As nossas leis são muito favoráveis a criminosos. Por quê? A pessoa é presa em flagrante por homicídio. Em um mês, o juiz, através da Lei, coloca em liberdade”, criticou. Ela citou um caso de Anápolis em que uma pessoa com seis passagens pela polícia por homicídio, ficou apenas dois meses presa.

Autor(a): Felipe Homsi

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