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Lula reforça apoios em Goiás

Política Comentários 15 de agosto de 2009

A agenda presidencial foi montada para visitas às obras do Governo Federal. Mas foi a política que dominou a passagem de Lula pela cidade. Ele prometeu retornar mais vezes


A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Anápolis, na última quinta-feira,13, teve como pano de fundo as obras do Governo Federal no município, dentre elas a Ferrovias Norte-Sul, o Instituto Federal de Educação (Ifet) e a construção de moradias populares. Entretanto, a política foi o tema predominante, nos bastidores e mesmo no discurso de improviso de quase uma hora, em que Lula brincou com as pessoas que prestigiavam o ato, cutucou adversários e deu pitacos na sucessão estadual.
Lula chegou com a comitiva na Base Aérea de Anápolis, por volta das 9 da manhã, acompanhado pelos Ministros de Estado Márcio Fortes (Cidades) e Alfredo Nascimento (Transportes); o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Com o prefeito Antônio Gomide, Lula sobrevoou de helicóptero as obras do Governo Federal que estão sendo executadas no município. Em seguida, pousou no heliponto do Laboratório Neoquímica e seguiu de carro até a Avenida Pedro Ludovico, no local onde foi instalado o palanque, que foi reforçado pelos deputados federais Rubens Otoni, Pedro Wilson e Chico Abreu; o presidente da Valec (empresa responsável pela execução das obras da Norte-Sul), José Francisco das Neves; o prefeito de Goiânia, Iris Rezende; o empresário Marcos Queiróz Galvão, da construtora Queiróz Galvão; o presidente da Cãmara Municipal, Sírio Miguel; e o operário Adolfo Pedro.

Corinthiano
O presidente Lula iniciou o discurso dizendo que seria um pronunciamento rápido, porque à sua frente, estava um torcedor do São Paulo (Lula, declaradamente, é corinthiano). Em seguida, o presidente pontuou sua fala sobre a obra da Ferrovia Norte-Sul, lembrando que o anúncio do projeto se deu em 1987, pelo então presidente José Sarney. Depois, se passaram os governos de Fernando Collor, Itamar Franco, duas gestões de Fernando Henrique. “Quando cheguei (à Presidência) só tínhamos 215 quilômetros prontos de ferrovia”. A meta é que ao final do governo, sejam construídos 2,9 mil quilômetros. Lula não poupou crítica ao Tribunal de Contas da União, que paralisou os serviços da ferrovia em alguns trechos, sob alegação de irregularidades. “mesmo se tiver algo errado, não pode parar obra. Que se abra um processo, que se investigue, porque obra parada custa muito mais ao país”, disparou.

Ferrovia Norte-Sul
O presidente ressaltou que a ferrovia irá dar mais competitividade à produção da região do cerrado, de grande potencial econômico. Além do trecho ligando Anápolis até o Maranhão (Porto de Itaqui), também foi liberado o projeto para que seja construído um ramal até Estrela do Oeste, em São Paulo, para fazer conexão com a Ferronorte (Porto de Santos). Além disso, o presidente anunciou que será iniciado o projeto da ferrovia ligando o Porto de Ilhéus, na Bahia, até Alvorada, no Estado do Tocantins.
Lula chamou atenção para um detalhe da obra, em Anápolis, que é o túnel 1 – próximo do local onde foi montado o palanque das autoridades – que tem 360 metros subterrâneos dentro de um trecho de 11 quilômetros de extensão passando por alguns bairros da região Sudoeste do município. Também um outro túnel foi construído atravessando a Avenida Brasil, passando por baixo do Kartódromo Internacional até chegar à outra margem da BR-060, junto ao Distrito Agroindustrial.

Escola Técnica
Lula dedicou parte do discurso também à obra do Ifet, que considerou ser a sua “grande paixão”. O presidente cutucou os adversários políticos, dizendo que de 1909 até 2003, ou seja, durante todos os governos da nova República, foram construídas 140 escolas de nível técnico e que, em seu governo, até o encerramento do mandato “vamos fazer uma vez e meia mais do que todos fizeram, 214 escolas técnicas profissionalizantes para dar aos jovens a oportunidade que eu não tive quanto tinha 15, 16, 19 anos de idade. E ainda com essa “deixa”, Lula lembrou aqueles que o criticaram por não ter um diploma universitário. “Se mede se a pessoa é um bom prefeito, um bom governador não é pelo discurso, é pelo caráter”, disparou.

Economia
Em relação ao momento econômico do país, Lula levantou dois questionamentos: “Há quanto tempo vocês não vêm falar em inflação?”. Onde estão as faixas ´Fora FMI´?”. Disse ainda que, hoje, o país tem as taxas de juro real mais baixas da história do país. Além do que, a oferta de crédito para a população aumentou de forma significativa. Também citou os avanços do seu governo na área de habitação, lembrando que em Goiânia estaria lançando projeto para construção de 50 mil moradias populares para o Estado de Goiás, sendo que destas, 5 mil para Anápolis. “Hoje, percebemos que o país reaprendeu a gostar de si mesmo, a se respeitar”, sublinhou.

Henrique Meirelles
Na parte política de seu discurso, Lula afirmou que o presidente do Banco Central, o anapolino Henrique Meirelles, está liberado caso queira disputar cargo eletivo em Goiás. Ele lembrou que conheceu o atual presidente do BC, ainda antes de chegar à presidência, por intermédio do deputado Pedro Wilson, sendo que este o apresentou o banqueiro (Meirelles estava à época no Banco de Boston) e que, tempos depois, o mesmo ressurgia eleito pelo PSDB para a Câmara Federal. Lula então disse que convenceu Meirelles a renunciar ao cargo eletivo para assumi o comando do BC, num encontro entre ambos, em Washington, nos Estados Unidos. “Sou agradecido a esse companheiro e a equipe econômica, pela estabilidade que o Brasil conquistou”, destacou o presidente

Duplas sertanejas
Em tom de brincadeira, Lula falou aos presentes que ao terminar o mandato, será cantor. E questionou se as pessoas gostavam de Leonardo, da dupla Zezé de Camargo, Alcides e Iris (fazendo alusão ao governador e ao prefeito da capital, ambos peças importantes do jogo político para a eleição ao governo estadual no ano que vem. Tanto o PP de Alcides, quanto o PMDB de Iris Rezende, estão buscando uma composição para uma chapa apoiada por Lula. Que tem, ainda, o deputado federal Rubens Otoni, como postulante pelo PT, partido que elegeu o presidente.

Reivindicações
Durante a visita, o presidente Lula recebeu, por parte do prefeito Antônio Gomide, do PT, duas reivindicações: a liberação de recursos para a construção do trevo do Distrito Agroindustrial (Daia) e para garantir, a construção do Parque Ambiental das Antas, dentro do pacote de compensação da construção da Ferrovia Norte-Sul. Lula não se comprometeu diretamente, mas disse que vai voltar a Anápolis pelo menos mais três vezes antes de encerra o seu mandato, para entregar obras para a população.

Autor(a): Claudius Brito/Carolina Umbelino

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