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Lula em Anápolis direciona sucessão estadual

Política Comentários 07 de agosto de 2009

Mesmo passando apenas algumas horas na cidade, a presença do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cidade abre um leque de especulações políticas


O que foi anunciado como uma “visita de trabalho”, a presença da comitiva presidencial em Anápolis no dia 13, quinta-feira, aponta para uma série de especulações políticas, principalmente sobre a sucessão estadual em 2010. A base aliada de Lula em Goiás é densa e composta por muitos candidatos a candidatos à sucessão do Governador Alcides Rodrigues, mais aliado do que nunca do Presidente. Acontece que outros parceiros, tão importantes quanto Alcides, também estariam na lista dos pretendentes ao cargo maior de Goiás. Dentre eles, o interlocutor do Planalto entre os goianos, deputado federal Rubens Otoni (PT). Ele, todavia, tem dito que quer “o melhor para Lula”, ou seja: está, como “soldado”, à disposição do comandante.
Mas, nem no PT e nem em qualquer outro setor da política de Goiás, tem-se como fato consumado esta submissão de Otoni. Principalmente porque ele, companheiro desde o primeiro momento, é muito ligado ao Presidente. Rubens nunca conheceu outro partido e sempre foi fiel ao PT, se colocando na condição de candidato em praticamente todas as eleições, mesmo quando o PT era tido como politicamente fraco no interior do Brasil. E é nessa lealdade e nessa parceria que muitos apostam. Além do mais, o deputado tem percorrido todo o Estado de Goiás, solidificando sua liderança. A alegação é de que se pretende montar palanque para o (a) candidato (a) que terá o apoio de Lula, assim como, formar um “chapão” aproveitando os nomes de maior densidade eleitoral nos cargos de governador, vice-governador, senador e suplente de senador. Ocorre que entre os aliados de Lula em Goiás estão outros nomes de peso, como o Prefeito de Goiânia, Íris Resende (PMDB) que seria, a princípio, o melhor nome para enfrentar, com certeza, Marconi Perillo, que já está em campanha, mesmo que velada, percorrendo todo o Estado, promovendo encontros, reuniões e acordos.
Outros nomes
A base aliada de Lula em Goiás, entretanto, gravita em torno de uma grande dúvida e um grande mistério grande que somente serão desfeitos em setembro: a filiação (ou não) do Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles a um partido político. Isto porque grande parte da mídia nacional, e a maior parte da mídia regional, vêm divulgando que Meirelles é, sim, candidato ao Governo de Goiás, com o apoio de Lula, principalmente por desfrutar de sua total confiança, a ponto de ocupar o cargo de Presidente do BC pelo mais longo período da história daquela instituição.
De outro lado, há quem diga que Henrique Meirelles não estaria decidido por filiação e, se estiver, não se sabe por qual partido. Ele é eleitor em Anápolis, o que não impediria, entretanto, de buscar um cargo maior do que os oferecidos no Estado. Fala-se, ultimamente, que Meirelles, se for candidato, vai ser na chapa com Dilma Rousseff, que deve disputar a Presidência da República. Esta seria a vontade do Presidente Lula que vê no casal de assessores, a dupla perfeita para manter a hegemonia que está completando sete anos.
Emblemático
Assim sendo, a visita de Lula, que vai estar em Goiânia também, pode significar muita coisa, como pode não significar absolutamente nada, em termos de sucessão estadual. Além do mais, não está nem certo se ele falará à imprensa e, se falar, estaria disposto a abordar a questão política local. O Palácio do Planalto não divulgou a agenda da visita e nem mesmo os aliados mais próximos de Lula sabem direito o que seria tratado na data anunciada. Mas, como em toda visita presidencial, espera-se que alguma coisa de importante para Goiás, seja no campo político, seja no administrativo, aconteça. A princípio Lula vem visitar casas populares construídas em Goiânia, possivelmente outras obras do sistema viário e o canteiro de obras da Ferrovia Norte Sul em Anápolis. Vale lembrar que o Presidente já esteve em Anápolis por algumas vezes, como na inauguração do trecho duplicado da BR 153 (Anápolis/Brasília), a inauguração de laboratórios farmacêuticos e da montadora CAOA/Hyundai, assim como na Base Aérea. De tudo isso, há apenas uma certeza: o palanque, por maior que for, não comportará todos os que desejam estar ao lado de Lula, nem que seja pro alguns instantes.

Autor(a): Claudius Brito

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