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Lojistas ansiosos e consumidores mais atentos na hora da compra

Economia Comentários 05 de maio de 2012

Pesquisa orienta lojistas para estratégias de vendas. Já o consumido deve estar às dicas para fazer uma boa compra e não ter dor de cabeça


Cobrir as mães de carinho, e elegância. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Anápolis, realizou pesquisa para identificar o comportamento dos consumidores locais, acerca de uma das datas mais importantes do calendário comercial: o Dia das Mães, que em termos de vendas é o período que mais se aproxima do Natal. A pesquisa, portanto, serve de referencial para que os lojistas possam formular as suas estratégias de estoque e vendas, segundo o presidente da entidade, Reinaldo Del Fiaco.
Segundo o levantamento da CDL, 21% dos entrevistados responderam à pesquisa que pretendem presentear a mãe com calçados; 20% manifestaram que vão presentear com roupas; 15% com eletrodomésticos; 7% com flores e 6%, disseram que ao invés de presente, vão dar dinheiro. Do total de entrevistados, 9% apontaram outros presentes como bolsas, livros, perfumes e aparelhos celulares. 18% dos entrevistados ainda estão indecisos.
Com relação ao valor a ser gasto na compra do presente, a pesquisa revelou que a média geral de gastos deve ficar em pouco mais de 195 reais. A maioria dos entrevistados (32%), manifestou que pretende gastar entre 50 e 100 reais; 29% dos consumidores pesquisados registraram que pretendem gastar mais de 200 reais; 28%, quer gastar entre 20 e 50 reais e 6% dos entrevistados estão indecisos sobre o quanto vão desembolsar para comprar o presente da mamãe. 18% dos entrevistados não pretendem presentear.
Quanto ao local de compra, a pesquisa da CDL registrou que 71% dos entrevistados pretendem comprar o presente em lojas localizadas nas ruas; 9,21% em shoppings, 3% em camelódromos, 1% deve adquirir o presente em galerias, e finalmente, 4% farão a compra pela internet. Verificou-se, ainda que dos consumidores que presentearão alguém, 59% pagarão o presente em dinheiro; 10, 34% usarão cartões de crédito e 7% recorrerão ao crediário.


Cuidado na hora de comprar o presente da mamãe


Antes da compra
Pesquise cuidadosamente os preços. Eles variam bastante de uma loja para outra;
Não comprometa seu orçamento com compra de presente, se está endividado opte por uma lembrancinha;
Se houver divergência entre o preço anunciado do produto em panfleto, do preço encontrado na etiqueta ou no sistema informatizado da loja, vale o menor preço. A oferta vincula o fornecedor;

Na hora da compra
Negocie um desconto para pagamento à vista. Os descontos podem chegar a 10% o que é mais do que o rendimento anual da poupança;
Exija sempre a Nota Fiscal, recibo ou equivalente;
Teste o funcionamento do presente;
Observe a identificação do fabricante (nome, CNPJ e endereço), isto facilitará a responsabilização caso encontre defeito;
Se a loja garante a troca do produto, independente de defeito, exija este compromisso por escrito, seja na nota fiscal ou em algum encarte e entregue junto com o presente;
Se a loja garante a entrega até o dia das mães, exija também este compromisso por escrito. Se for descumprido, pode caracterizar danos morais ao consumidor, que conta com a surpresa naquela data especial;
É proibida a discriminação no pagamento com cheque. Se a loja aceita cheques, as exigências que pode fazer são de nome limpo nos cadastros de crédito, que seja da própria pessoa que está comprando, além de poder exigir a identidade do comprador. Lojas que estabelecem tempo mínimo de conta corrente, ou que só aceitem “cheque especial”, estão praticando abuso na relação de consumo e devem ser denunciadas ao Procon.
O preço à vista e no cartão de crédito deve ser o mesmo. Caso haja prática de preços diferenciados, o abuso deve ser denunciado ao Procon que investigará o caso e aplicará as multas cabíveis.

Após a compra
Se a compra for feita com cheques pré-datados, o depósito antecipado dele configura descumprimento do contrato. O consumidor pode exigir o equivalente a juros e encargos decorrentes deste depósito antecipado e dependendo dos transtornos experimentados, deverá ser indenizado também em danos morais;
Se a compra for feita em carnês, é ilegal a cobrança de tarifa para emissão dos boletos. Caso o consumidor seja cobrado nesta taxa, reclame ao Procon para aplicação de multas e recorra ao Judiciário para receber estas taxas de volta.

Garantia
O Código de Defesa do Consumidor assegura a garantia legal de 90 dias para produtos duráveis (móveis, joias, etc.) e de 30 para produtos não duráveis (roupas e perecíveis). Se o vício for oculto ou de difícil detecção, o prazo começa a contar a partir do conhecimento do defeito;
O fornecedor também pode oferecer uma garantia maior que a legal, que o consumidor deve exigir por meio de um documento escrito (terno de garantia);
Não confunda assistência técnica autorizada pelo fabricante com assistência técnica especializada.

Prazos
O fornecedor tem um prazo de 30 dias, a partir da data da reclamação, para solucionar eventuais problemas. Caso isso não ocorra, o consumidor terá direito pela substituição do produto por outro equivalente, ou pela devolução do valor pago, ou ainda, pelo abatimento proporcional do preço. A opção é do consumidor;
Nas compras realizadas por telefone, catálogo, reembolso postal, internet ou fora do estabelecimento comercial, o consumidor tem um prazo de sete dias a contar com a data da compra ou do recebimento do produto para se arrepender. (Fonte: IbedecGO)

Autor(a): Da Redação

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