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Lideranças avaliam os prejuízos com os projetos não concluídos

Economia Comentários 14 de fevereiro de 2019

Investimentos anunciados e não concretizados causam desconforto junto às lideranças econômicas de Anápolis


A paralisação de projetos importantes do Governo Estadual em Anápolis é apontada como uma das principais causas do pequeno crescimento que a economia local experimenta nos últimos anos. “Além de causar um prejuízo enorme para a economia do nosso Município, a paralisação de obras como o Aeroporto de Cargas e a indefinição sobre como serão administrados a Plataforma Logística e o Centro de Convenções deixam a classe empresarial frustrada e cria dificuldades para a atração de novos empreendimentos”.
A avaliação é do presidente da ACIA, Anastácios Apostolos Dagios para quem o Governo Estadual criou, com essas e outras obras, uma grande expectativa para o empresariado que acabou não se concretizando por conta da paralisação destes projetos e, também, por não definir como alguns deles serão geridos, como é o caso da Plataforma Logística e do Centro de Convenções. De acordo com o presidente da ACIA, a prova concreta de que a paralisação destes projetos vem causando muitos prejuízos para o Município é o acelerado crescimento das economias de Aparecida de Goiânia e de Rio Verde.
“Nos últimos anos, estes dois municípios cresceram de quatro a cinco vezes a mais do que a economia de Anápolis”, acrescentou Anastacios Apostolos lembrando que a Plataforma Logística está pronta há mais de dez anos, sem que o Governo defina um modelo de gestão para que ela seja ocupada. O Presidente da ACIA considera a falta de um modelo de gestão um problema fácil de ser solucionado, mas acha que faltou vontade política do Governo para que a estrutura e os espaços da Plataforma Logística sejam utilizados por muitos empreendimentos que tem interesse em se instalar em Anápolis.
Por ser um projeto como uma infraestrutura já concluída, Anastacios Apostolos considera prioritária a definição do seu modelo de gestão. Ele defende o ponto de vista segundo o qual o governo estadual deveria liberar parte da área da Plataforma para abrigar novos empreendimentos, principalmente por conta da demora na ampliação do DAIA, na área já desapropriada e paga pelo Estado. “Além desse problema 35 áreas do Distrito, estão em litígio judicial, que o Estado ainda não conseguiu recuperar” lembrou o presidente da ACIA, afirmando que esta pendência judicial impede a utilização dessas áreas.
Anastácios Apostolos acha que o governo precisa ser ágil na conclusão do Aeroporto de Cargas e na definição de como ele será utilizado, afirmando que esses gargalos precisam ser rapidamente solucionados para que as empresas usem o Aeroporto de Cargas e parte da área da Plataforma Logística para a expansão industrial.
Sobre o Centro de Convenções, Anastácios Apostolos considera que os entraves à sua utilização são conseqüências de um problema de gestão que poderá transformá-los em um grande elefante branco, com a desvantagem de representar um custo de manutenção muito alto para o Estado. Ele acha que o Centro de Convenções se adéqua ao projeto de implantação de um Parque Tecnológico, defendido pela ACIA, segundo o presidente, uma iniciativa que visa integrar a UEG, UniEVANGÉLICA e demais unidades de ensino superior de Anápolis, as startup e o CONDEFESA.

SINDIFARGO
Para o presidente do Sindicato da Indústria Farmacêutica, Marçal Soares, a paralisação desses projetos é muito prejudicial ao desenvolvimento da economia local. Ele acha, no entanto, diante da crise financeira que o Estado está enfrentando, que o governo precisa “passar um pente fino” nestes projetos para definir prioridades, observando primeiro seu aspecto econômico e depois o social.
Marçal Soares acha que nesse momento o Governo deveria priorizar a ocupação da Plataforma porque, segundo ele, a falta de expectativas de cargas não justifica grandes investimentos na conclusão do aeroporto.
Acha, no entanto, que para ocupar a Plataforma, o governo deveria criar um modelo de gestão que facilite o uso de parte de sua área, inclusive para evitar a deteriorização da infraestrutura construída no local.
Sem revelar números e nem razão social, Marçal Soares afirmou que algumas empresas farmacêuticas têm interesse em instalar unidades em Anápolis, mas acredita que sem áreas com infraestrutura já prontas esse interesse se desfaz. “Sem infraestrutura nenhum projeto se concretiza”, sentenciou o presidente do SINDIFARGO, afirmando que a solução mais racional seria usar parte da área da Plataforma Logística para receber novos empreendimentos.
Sobre o Centro de Convenções, disse que o governo precisa encontrar uma forma de seu uso permanente e não apenas em eventos ocasionai. Para ele, promoções eventuais não resolvem o problema de sua utilização.
Em relação ao Parque Tecnológico, disse que não tem conhecimento aprofundado sobre esse projeto, mas afirmou que a opção pelo Centro de Convenções para que ele seja implantado é melhor do que deixá-lo sem utilização.

Autor(a): Ferreira Cunha

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