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Liberação de vagas na Área Azul no Centro divide opiniões

Trânsito Comentários 23 de novembro de 2014

Medida libera vagas das chamadas Área Azul e Área Verde nas avenidas Barão do Rio Branco, 14 de julho e 7 de setembro. Comerciantes entendem que medida do CMTT pode ser prejudicial ao comércio


Todos os anos, algumas ruas, ou pelo menos parte delas, são liberadas para o estacionamento de veículos nas ruas do centro comercial de Anápolis, no final de ano. A medida, de acordo com o diretor Companhia Municipal de Trânsito e Transporte, Alex de Araújo Martins, “é uma forma que a CMTT tenta aumentar sensivelmente a quantidade de vagas, de forma a democratizar o acesso às pessoas que vão se deslocar ao centro da cidade para a compra de produtos natalinos”, destacou.
Mas nem todos estão satisfeitos com a decisão. Comerciantes ouvidos pelo CONTEXTO entendem que podem ser prejudicados com a liberação das vagas. Eduardo Aboud, proprietário de uma loja que vende cortinas na Rua 7 de setembro, chega ao trabalho por volta das 06h10. “Neste horário já está cheio de carro de lojistas e de funcionários, porque hoje em dia todo mundo tem carro”, reclama. Geralmente, declara, estes veículos de donos de lojas e colaboradores ficam parados no mesmo local o dia inteiro.
“O meu cliente não quer vir aqui mais. Ele vem uma, duas, na terceira vez ele não vem mais. Porque ele não vem? Não tem jeito de estacionar”, ponderou. Para o comerciante, não há a necessidade de mais vagas das chamadas Área Azul é Área Verde, em que se paga para poder utilizar o estacionamento público do centro por determinado período. Eduardo acredita que a quantidade de estacionamentos particulares existentes na região central da cidade já é suficiente para suprir a demanda dos motoristas. “Trava o trânsito”, reclamou, a respeito do bloqueio decorrente da grande quantidade de carros estacionados nas vias liberadas.

Decreto
No dia 17 de novembro último, foi publicado no Diário Oficial do Município o Decreto de nº 38.043, estabelecendo o seguinte: “Fica autorizado o estacionamento rotativo oneroso denominado Área Azul (instituída pela Lei nº 2.793, de 26 de novembro de 2001), e Área Verde (instituída pela Lei nº 2.923, de 11 de dezembro de 2002) no período compreendido entre o dia 01 de dezembro de 2014 e 05 de janeiro de 2015, nos seguintes locais: I - Rua 15 de Dezembro (do lado esquerdo), entre a Rua Barão de Cotegipe e Rua 07 de Setembro; II - Rua Barão do Rio do Branco (do lado direito), entre a Rua 14 de Julho e a Rua Desembargador Jaime; III - Rua 14 de Julho (do lado esquerdo), entre a Rua Tonico de Pina e a Rua Barão do Rio Branco”.
Eduardo Aboud acrescentou que, por haver poucos fiscais do CMTT para vistoriar carros que estão estacionados de maneira irregular, o estacionamento de alguns veículos por um longo período de tempo fica facilitado. E explicou que, pessoas vindas de outras cidades para comprar em Anápolis têm dificuldades na hora de achar vagas. “Quem vem de Ouro Verde, Campo Limpo e São Francisco de Goiás para vir ao centro da cidade, vêm pelo Colégio Estadual (Jose Ludovico de Almeida) e entra aqui para vir no centro comercial e bancário de Anápolis. Se eles querem ir para Abadiânia, Alexânia, Pirenópolis, eles têm que vir pela Barão (do Rio Branco), descer até a Avenida Brasil para poder ir para o norte ou para o sul, ou então atravessar para o Jundiaí”, explicou.
Ele explicita que “a pessoa muitas vezes deixa de vir fazer compra no centro, porque não tem lugar para parar o carro” e que muita gente deixa de vir para o centro para ir comprar no shopping.
“O que eu fico preocupado é com o comércio dos meus vizinhos. Porque eles precisam vender”, especificou. Para Eduardo Aboud, com a medida do Poder Público local, “deixa de girar dinheiro aqui no comércio no centro”. Esta baixa de movimentação, somada aos alugueis caros do centro, o pagamento de 13º salário de funcionários no final do ano e o estoque extra do natal que fica nos comércios, prejudica ainda mais os comerciantes. Ele informou que abriu uma nova unidade de sua loja no Jundiaí, entre outros motivos, pela “falta de movimentação no centro”.
Alex de Araújo, diretor da CMTT, argumenta que a medida promove a “democratização do estacionamento, na medida em que amplia o número de vagas”. E detalhou que a decisão “não foge à regra dos estacionamentos de área azul”, ou seja, o estacionamento continuará sendo pago.

CDL
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis, Reinaldo Del Fiaco, é a favor “que eles (CMTT) liberem o estacionamento”, mas entende que a Companhia de Trânsito não tem condição, ou seja, quantitativo suficiente de agentes para fiscalizar. Ele entende que é preciso haver fiscalização, para que rotatividade funcione de fato.
Carlos Rodrigues Oliveira é dono de uma loja de roupas na esquina da Avenida 7 de setembro com a Goiás. “Eu acredito que, se liberar a Barão (do Rio Branco), vai estrangular o trânsito do centro da cidade”. Para ele, “o trânsito tem que deslanchar, o trânsito tem que fluir”. Ele se posicionou contra a medida do CMTT. “Nós temos estacionamentos demais no centro”, declarou, indicando que os motoristas podem usar os estacionamentos pagos da região central, ao invés de ocuparem as ruas. Ele teme que os comerciantes podem “perder cliente”, pois, “se você liberar, aí o trânsito não vai fluir”.

Autor(a): Felipe Homsi

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