(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Lei permite que farmacêuticos indiquem remédios e façam atendimento básico

Saúde Comentários 05 de setembro de 2014

Estabelecimentos foram reconhecidos como unidades prestadoras de assistência à saúde


Depois de 20 anos tramitando no Congresso, foi sancionada a nova lei que amplia a função de farmácias e drogarias e dá mais autonomia ao farmacêutico. A partir de agora, esses estabelecimentos passam a ser vistos, legalmente, como unidades prestadoras de assistência à saúde onde a população poderá receber soros, vacinas, e até indicação de remédios que não dependem de receita médica.
Vários benefícios constam na lei 13,021/2014 , dentre os quais está o atendimento imediato à população com aplicação de vacinas, soros, prescrição de remédios, que não exigem receita médica, como aqueles para tratar uma gripe, febre, desidratação, etc. Outro aspecto importante é que o farmacêutico ganha mais autonomia e não poderá desconsiderar as avaliações técnicas emitidas pelo profissional.
A nova lei também vai aumentar as obrigações dos farmacêuticos e proprietários. Todo estabelecimento deverá ter, durante todo o período em que estiver aberto, a presença de um farmacêutico, com exceção para micro e pequenas empresas em cidades pequenas onde não há a possibilidade da contratação apenas de um técnico. Além disso, eles devem trabalhar em conjunto para promover conscientização sobre o uso racionado de medicamentos.
De acordo com a vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás, Lorena Baía, a lei reconhece a importância do papel do farmacêutico e dos estabelecimentos para a sociedade. “Lutamos por mais de 20 anos para transformar as farmácias em unidades de assistência à saúde. Agora, poderemos fazer uma triagem no paciente e resolver pequenos problemas, nos outros casos vamos orientar que o paciente procure imediatamente um médico”, explicou.
Ela acredita que a farmácia pode ajudar as unidades de saúde. “A farmácia funciona como porta aberta da população, pode atuar como uma atenção básica para as pessoas” completou. Ainda, segundo Lorena Baía, a luta da classe continua. “Queremos que onde tiver medicamentos tenha a presença do farmacêutico, como nas pequenas farmácias de unidades de saúde”, concluiu.
A farmacêutica, Arlene Fátima Rodrigues, acredita que a lei normatizou uma cultura que já existia dentro das farmácias. Ela entente que o maior benefício foi reconhecer esses estabelecimentos como unidades de assistência à saúde. “Nosso papel foi reconhecido apenas. O farmacêutico é essencial para explicar ao paciente porque ele vai tomar aquele remédio e de que forma fazê-lo. O paciente chega aqui com a receita e não sabe por que vai usar, se deve tomar com água, se deve tomar com o estômago cheio ou em jejum. Nesse ponto, vamos trabalhar junto com o médico, que prescreve, mas o farmacêutico é quem orienta”, comentou.
O farmacêutico e proprietário de uma farmácia em Anápolis, Vinícius Paixão, concorda que a nova lei apenas regularizou o que já acontecia no dia a dia desses estabelecimentos. “Para ser sincero essa orientação sobre medicamentos não tarjados já era feita em todas as farmácias. Mas a criação da lei valorizou o profissional farmacêutico e deu mais autonomia e reconhecimento para nossa classe”, apontou.
No entanto, ele tem outra opinião em relação o reconhecimento das farmácias e drogarias como unidades de assistência à saúde. Ele faz a reflexão como proprietário do estabelecimento. “Não acho interessante olhando como patrão. É uma ilusão, no fim das contas é um comércio”, concluiu.

Autor(a): Wanessa Mereb

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Saúde

Fake News prejudica campanhas na saúde

20/09/2018

Ao mesmo tempo que aproximam as pessoas, aplicativos de troca de mensagens e redes sociais fazem parte do cenário que impede...

Notificações de dengue e suas complicações caem em Anápolis

20/09/2018

Anápolis, segundo dados do boletim epidemiológico da dengue divulgado pela secretaria estadual da Saúde (SES-GO), está na...

Campanha de imunização tem como alvo pré-adolescentes e adolescentes

14/09/2018

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), por meio da Gerência de Imunização e Rede de Frio, realiza em setembr...

Campanha contra sarampo e pólio termina sábado

30/08/2018

A campanha de vacinação contra o sarampo e a paralisia infantil termina neste sábado, dia 1º de setembro, com um reforço...