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Lago entre Goiânia e Anápolis será santuário ecológico

Meio Ambiente Comentários 28 de dezembro de 2013

Determinação partiu do Governador Marconi Perillo, diante especulações de que o local poderia ser alvo de investidas do mercado imobiliário


O represamento do Ribeirão João Leite deu origem a um lago de águas azuis. Nele a Saneago vai captar uma água quase potável, cujo tratamento não demandará muitos custos, justamente por ser água limpa.
A beleza da paisagem, porém, vem despertando o interesse da indústria do turismo e do mercado imobiliário. O governador Marconi Perillo admitiu publicamente, que tem sido procurado por pessoas propondo a abertura da represa para práticas esportivas e empreendimentos imobiliários. O governador, porém, não cederá. Ele foi veemente, ao afirmar que enquanto for governador, a represa do João Leite será intocável. “Eu nunca admiti abrir a represa do João Leite, porque isto significa a contaminação daquele manancial”, declarou enfático o governador.
Marconi argumenta que o governo goiano já gastou muito dinheiro para construir o Sistema Produtor Mauro Borges, um complexo de instalações que começa pela represa do ribeirão, passa pela barragem que forma o reservatório e pela estação de elevação de água bruta, segue através de uma estação de tratamento de água que será a maior do Centro-Oeste.
Desde o início da construção do sistema, em 2001, o governador Marconi tem se mostrado atento à questão da preservação da represa. Tanto que o governo estadual construiu, com recursos próprios, um sistema de muros e caneletas nas pontes sobre trechos da represa, na BR- 153. O dispositivo ali construído visa a manter o lago imune à contaminação caso ocorra, no local, algum acidente com caminhões que transportem cargas líquidas poluidoras. Se acontecer algo assim, o líquido derramado não chegará às águas do João Leite.
Assim é que o Governo do Estado não apenas veda qualquer acesso ao lago como ainda paga aos proprietários rurais onde brotam afluentes do João Leite uma espécie de compensação financeira, para que se abstenham de qualquer atividade econômica nas proximidades dos rios. O programa abrange propriedades rurais distantes até mais de 130 quilômetros a montante da barragem.
A Saneago faz patrulhamento constante da orla do lago, por terra e por água. Um destacamento da Polícia Militar percorre de motocicleta as margens do lago para impedir que pessoas, saltando as cercas de isolamento, invadam a área para pescar.

Para Marconi, a represa do João Leite e toda sua orla são um santuário ecológico. O governo vai mantê-lo assim. Uma área de acesso restrito onde o ambiente natural será preservado e mantido intocável.
O secretário do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Leonardo Vilela, afirma que os que sonham com projetos turísticos ou empreendimentos imobiliários na represa do João Leite têm “possibilidade zero” de ver este sonho realizado. Leonardo informa que foi criado um parque ecológico, o “Parque João Leite”, que engloba uma faixa de terra de cerca de 200 a 300 metros a partir da orla do lago.
Além disso, foi criada uma “zona de amortecimento, ao longo de três quilômetros a montante do ribeirão, o que significa que qualquer atividade econômica a ser desenvolvida na área depende de expressa autorização da Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos. Esta autorização, segundo o secretário, só será concedida após criteriosa análise que conclua ser a atividade não poluente e não degradante.
“Um terço da população goiana depende daquela água. A represa é intocável. Portanto a chance de sucesso dessa pressão de empresários inescrupulosos que visam apenas o lucro é zero, a possibilidade é zero”, disse o secretário.

Autor(a): Da Redação

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