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Juizado aperta o cerco nas escolas

Cidade Comentários 03 de junho de 2011

Criação de um grupo específico para acompanhar alunos e familiares em situação de risco é a nova ferramenta da Justiça para combater o narcotráfico


Já a partir desta semana o Juizado da Infância e da Juventude em Anápolis estará acionando uma nova equipe de agentes voluntários para um trabalho de monitoramento, orientação e assistência a menores e seus familiares na chamada situação de risco, principalmente no que diz respeito ao consumo de drogas. Trata-se do Projeto “Guardiões JIJA”, um elenco de 30 pessoas, de ambos os sexos que decidiram, voluntariamente, trabalhar em um sistemático combate às ameaças que são notadas nos ambientes escolares. Este grupo foi treinado por especialistas durante vários meses e, segundo o Juiz da Infância e da Juventude, Carlos Limongi Sterse, todos têm “poder de polícia”, ou seja, autoridade conferida pelo Judiciário para adotarem práticas que interrompam ações criminais envolvendo menores de idade. Esse grupo vai atuar, especificamente, nos ambientes escolares. Seu coordenador é o advogado e comissário de menores Odair Borges, que há décadas atua nesta área.
A solenidade de formatura desse primeiro grupo aconteceu na terça-feira, 31, com a presença de autoridades municipais e regionais, dentre as quais, o Comandante da Base Aérea de Anápolis, Coronel Aviador Alcides Barbacovi; o delegado titular do DENARC (combate ao narcotráfico) Luiz Teixeira; juízes Carlos Elias, da Corregedoria de Justiça e Mateus Milhomem, do Juizado Especial Criminal; vereadora Gina Tronconi e várias outras autoridades. O funcionamento do projeto foi explicado pela sai coordenadora, professora Maria Geli Sanches. Segundo ela, a equipe multidisciplinar, vai fazer um trabalho de prospecção, monitoramento, acompanhamento, aconselhamento e combate efetivo em caso de se detectar evidências de comportamento motivado pelo consumo de drogas, inclusive as lícitas, assim como irá promover o encaminhamento de soluções para os envolvidos.
Escolas
O trabalho dos “Guardiões do JIJA” (sigla do Juizado da Infância e da Juventude de Anápolis) vai ter início pela Escola Municipal “Maria Elizabeth Lisboa”, no Conjunto Filostro Machado. Mas, a proposta é estender as atividades para os quatro cantos de Anápolis. Ainda, de acordo com o Juiz Carlos Limongi, toda a comunidade escolar vai ser acionada para o envolvimento no projeto. “Não vamos aceitar, por exemplo, aglomerações nas portas das escolas. Para tanto, entraremos em contato com as diretoras. Se for aluno, tem de estar em sala de aula. Se não for, ali não é local de se fazer grupinhos”, disse o magistrado.
Para o trabalho foi solicitada a participação mais efetiva da Patrulha Escolar. O Tenente Coronel Paulo Inácio, Comandante do Quarto Batalhão de Polícia Militar, presente à solenidade de formatura, se comprometeu a melhorar o patrulhamento nas regiões onde se localizam as escolas, principalmente no período noturno.
Extensão
De acordo co o Juiz Carlos Limongi, em breve serão criadas noras turmas para a formação de mais agentes. “Esse pessoal é diferenciado dos comissários que já atuam no serviço de fiscalização em bares; boates; hotéis; motéis, trânsito e outros setores. É um trabalho específico realizado junto a estudantes e seus familiares. O grupo é constituído de professores; psicólogos; advogados, donas de casa, etc. Todos estão devidamente instruídos e agirão com o respaldo do Juizado”, disse o titular da Vara da Infância e da Juventude.
O nome Guardiões foi inspirado no grupamento da Força Aérea Brasileira que faz o patrulhamento da Amazônia, dentro do Projeto SIVAM. Aliás, a Base Aérea de Anápolis é uma das incentivadoras do trabalho realizado na assistência a menores em situação de risco, mantendo o projeto “Força no Esporte”, atendendo, hoje, a 400 menores, dando a eles suporte alimentar, práticas esportivas e noções de civismo.
O Juiz Carlos Limongi disse, ainda, que em breve estará funcionando em Anápolis uma central de vagas, o que deverá facilitar o encaminhamento de pessoas dependentes químicas para centros de tratamento. A proposta é abrangente e visa implantar, até, as internações compulsórias, (independentemente da vontade da pessoa viciada em drogas) inclusive para menores de idade.
E, nesta sexta-feira, 03, estará acontecendo nas dependências da UniEvangélica, a segunda edição do Seminário “Diga não ao crack”’, que tem como novidade a apresentação das estratégias de combate à droga conhecida como Oxi. O evento acontece de oito às 12 horas, com palestras do Juiz da Infância e Juventude, Carlos Limongi; do promotor de Justiça, Marcelo Henrique dos Santos e do Presidente do Conselho Municipal Anti Drogas, Francisco Rosa. No período vespertino acontecem as oficinas de Políticas Públicas, Prevenção e Tratamento. O evento é promovido pela Rádio São Francisco, Cruzada Pela Dignidade, Juizado da Infância e Juventude e Ministério Público. Esse projeto tem o total apoio do Jornal CONTEXTO.

Autor(a): Nilton Pereira

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