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Juíza manda ocupar nova ala da Cadeia Pública

Segurança Comentários 14 de maro de 2014

São mais 86 vagas disponibilizadas para desafogar a superlotação existente no local


Sentença da Juíza de Direito Edna Maria Ramos da Hora, publicada na quinta-feira, 13, determina que a direção do Centro de Inserção Social “Monsenhor Luiz Ilc” (Cadeia Publica de Anápolis) promova gestões, em 24 horas, para a ocupação da ala construída recentemente naquela unidade. A decisão se deu em atendimento ao proposto pela Promotora Silvana Antunes que alegou a urgência e a emergência de que se faça a redistribuição dos detentos, hoje em número aproximado de 400, que estão reclusos naquele estabelecimento penal. Ela disse que não se justificava a ociosidade de 86 vagas, quando dezenas de presos se comprimem nas demais celas.
A superlotação da Cadeia Pública de Anápolis é um assunto recorrente e atravessa mais de uma década. Em sua estrutura original (a Cadeia foi construída em 1987), previa-se a oferta de 75 vagas. Anos depois, em virtude do aumento da demanda, fez-se um movimento comunitário, encabeçado pela Diocese de Anápolis, com a participação do empresariado e de lideranças em geral, quando se levantou uma verba que possibilitou, praticamente, a duplicação do número de vagas.
Em 2012, outro movimento comunitário fez com que fossem levantados recursos para a construção da ala feminina da Cadeia, pois o estabelecimento estava interditado para receber mais presos, justamente por conta da superlotação. Esta ala foi entregue no ano passado. Agora, com mais 86 vagas haverá, apenas, um paliativo, tendo em vista que as autoridades ligadas ao setor assegurem que o problema da superlotação somente vai ser resolvido quando da entrega do Mini Presídio, em obras na região próxima à BR 414. Isto deverá acontecer, ainda, este ano. A nova ampliação foi liderada pelo Conselho Municipal de Execuções Penais, em parceria com os governos Estadual e Municipal, assim como do empresariado anapolino. Além das 86 vagas, está pronto um espaço para o funcionamento de um posto médico/odontológico, que servirá à comunidade carcerária local.
No começo da semana, quando houve a informação de que a ala estava concluída, aguardando-se, apenas, uma data para a inauguração, soube-se que, ainda, havia a necessidade de se instalar um transformador para garantir-se a qualidade da energia elétrica no novo pavilhão. Esta providência estava sendo adotada junto à CELG na quinta-feira, 13. Há a expectativa de que, no começo da próxima semana, a energia esteja ligada e o novo pavilhão seja colocado em pleno funcionamento.

Autor(a): Nilton Pereira

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