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Jovens aprendem a lidar com a economia

Economia Comentários 26 de maro de 2010

Projeto social desenvolvido por uma fundação em Anápolis, estimula jovens e adultos a se autoconhecerem. O objetivo é que eles sejam capazes de vender suas ideias, além de desenvolverem projetos inovadores


Criada a partir de um ideal de desenvolver espírito empreendedor em pessoas que visam um futuro com mais oportunidades, foi inaugurada em 2002 a Fundação “João Oliveira”. Segundo o presidente executivo, Luiz Antônio Nogueira, a entidade tem como referência a filosofia da Escola da Ponte. Essa é a maior escola de inclusão do mundo. Entidade sem fins lucrativos, a Fundação “João Oliveira” trabalha, há oito anos, com um projeto sem parâmetros no Brasil: Projeto Social Vender.
A chave desse projeto é desenvolver talentos para melhorar a qualidade de vida dos membros. Assim, por meio de encontros que ocorrem semanalmente, na própria instituição, os alunos vão trocando experiências e desenvolvendo habilidades. De acordo com Luiz Antonio Nogueira, outro objetivo da fundação é guiar os alunos para que eles saibam vender, não necessariamente apenas um produto, mas principalmente suas ideias. Ele considera essa, a base do Projeto Social Vender.

Turmas de alunos
A Fundação “João Oliveira” trabalha com turma única, que começa em fevereiro e se estende até novembro. São cerca de 80 alunos que se encontram todos os sábados para discutirem os mais diversos temas que visam, desde a conscientização social (debates contra a pirataria, por exemplo) à qualificação profissional. São três eixos básicos que norteiam a proposta de trabalho do Projeto Vender: autoconhecimento, comunicação e empreendedorismo. O presidente executivo afirma que, com esses três elementos sendo desenvolvidos a cada encontro, as pessoas que, realmente, querem, são capazes de realizar seus objetivos.
Ele considera que os interessados em entrar na Fundação não devem ser considerados carentes, mas, sim, “querentes”, jovens e adultos que buscam e precisam de oportunidades para se desenvolverem. Diversas faixas etárias compõem a turma do projeto. São alunos da educação de jovens e adultos (EJA), jovens cursando o ensino médio e, até mesmo, pós-graduandos e doutorandos. “Não há uma disposição clássica de conteúdos. Prefiro considerar as aulas como encontros”, afirma Luiz Antonio. Ele explica que as salas são divididas e, a cada semana, uma dinâmica diferente acontece, seja com discussões entre alunos ou com especialistas em mercado. “O ambiente tem que favorecer o debate”, afirma o presidente executivo, que também é palestrante na fundação.

Seleção de Candidatos
Para fazer parte do Projeto Social Vender, o interessado deve preencher uma ficha na própria instituição. O mérito e a carência são determinantes para se conquistar uma vaga. A indicação de alunos e professores da cidade, também, são pontos importantes na seleção dos candidatos. Luiz Antônio justifica que a indicação é para beneficiar quem não tem oportunidade, mas tem o mérito e, que precisa de ajuda para se desenvolver. O presidente afirma que preencher a ficha dentro do prazo é fundamental, pois não são abertas inscrições após o início das aulas. Cerca de 600 pessoas já foram beneficiadas com o projeto em oito anos de atividades. E, todos os funcionários passaram pelo projeto.
Além da troca de experiências e debates, o aluno aprende a fazer currículo, e como se comportar durante uma entrevista. Os treinamentos são realizados com empresas especializadas. Não há custo algum para o aluno fazer parte do Projeto Social Vender. A Fundação “João Oliveira” é uma organização não governamental, que não tem participação de órgãos públicos. Segundo o presidente executivo, a entidade tem como patrocinador oficial uma empresa de laticínios.

O espaço
A Fundação João Oliveira fica localizada na Rua João Oliveira QD. 80 LT. 01E Bairro de Lourdes. No decorrer da semana, o espaço é cedido, gratuitamente, para escolas interessadas realizarem os mais diversos eventos como formaturas, aulas de dança, de capoeira, de artes e aulas de informática. Dentro de pouco tempo, o presidente executivo afirma que uma biblioteca, que também será informatizada, estará disponível para os estudos de jovens e adultos da região.

Autor(a): Flávia Gomes

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