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Jovem faz-se passar por piloto da FAB e acaba preso

Geral Comentários 23 de outubro de 2015

Ele queria informações sobre o sistema de rádio da Polícia Militar


Ao apresentar-se como cadete da Força Aérea Brasileira e, devidamente fardado com o uniforme de piloto da Aeronáutica, Gabriel Urbano Oliveira Silva, de 20 anos, compareceu ao Comando do Quarto Batalhão de Polícia Militar, na Avenida Brasil Sul, se dirigiu ao subcomandante e solicitou que se lhe fosse passada a frequência do sistema de rádio da PM. Como argumento, ele disse que estaria fazendo um serviço de acompanhamento das atividades policiais. Todavia, o oficial da PM solicitou que ele apresentasse seus documentos, no que Gabriel desconversou e disse que sua carteira estaria no carro estacionado na parte externa do Quartel e que iria apanhá-la. Saiu da sala e não voltou.


Como já havia desconfiado desde o início, o subcomandante determinou que fosse feita uma perseguição a Gabriel e que o mesmo fosse levado para prestar esclarecimentos. Neste meio tempo, foi feita uma consulta junto ao Comando da Base Aérea de Anápolis e soube-se que o serviço de inteligência da instituição já tinha informações a respeito de Gabriel Urbano e que o mesmo, de fato, trafegava pelas ruas trajando fardamento de piloto da FAB. Foi enviada, inclusive, uma foto, para reconhecimento.


Gabriel Urbano acabou por ser localizado em sua casa, na Vila João Luiz de Oliveira, onde os policiais encontraram outros tipos de fardamento, inclusive da Polícia Militar e da Força Nacional, vários simulacros de fuzis e outras armas pesadas, equipamento empregado na atividade esportiva conhecida por Airsoft. Ele alegou que adquirira a farda de piloto em uma loja no Bairro Jundiaí e que este fardamento havia sido repassado a Nathanael Gomes, em pagamento pelos serviços de reparos em uma das armas esportivas. Disse, mais, que o brevê (autorização para pilotar) e a identificação de cadete lhe foram passados por um sargento de nome Ribeiro. A polícia localizou Nathanael Gomes. Ele confirmou a versão e prontificou-se a devolver a farda de piloto.


Ao ser indagado sobre os motivos pelos quais decidiu adotar a estranha atitude, Gabriel Urbano disse que foi “um momento de bobeira” e que estaria arrependido. O caso está sendo tratado no Sexto Distrito Policial, com acompanhamento da Polícia Militar e da Força Aérea Brasileira. Gabriel Urbano estava na Delegacia acompanhado de seu advogado. O que chamou a atenção das autoridades policiais foi que, apesar da pouca idade (20 anos), ele é bastante criativo, tem uma mente muito fértil e facilidade de se comunicar. Gabriel Urbano já é conhecido da mídia em Anápolis. Ele foi um dos líderes das manifestações que eclodiram no País no início do ano e ajudou a comandar uma marcha de estudantes e populares que passou pela Cidade com destino a Brasília.


 


Assalto


Militar reformado reage e mata bandido


 


Ele estava em casa com a família, quando um bando armado invadiu o local


 


O policial reformado Veríssimo Rodrigues de Oliveira, 51 anos, estava em sua casa, no Jardim Europa, em companhia do filho, da nora e de um neto, além de dois homens que faziam um reparo no imóvel. Passava de dez da noite, quando três homens invadiram o local e, de arma em punho, renderam a todos. Os bandidos, agressivos, gritavam palavras de ordem e diziam que estavam à procura de dinheiro. A princípio, Veríssimo disse ter pensado que fosse uma brincadeira de amigos, mas como a situação se agravou, resolveu atender às ordens do bando armado.


Diante da insistência dos assaltantes, o militar reformado disse que eles poderiam levar o que quisessem, desde que não molestassem a ninguém. Ofereceu carro, eletroeletrônicos e outros pertences, mas, o trio estava intransigente e queria dinheiro. A situação ficou insustentável. Quando o líder do bando tomou as carteiras e os celulares das vítimas, descobriu que Veríssimo era policial aposentado. Foi quando acionou a arma que portava. Por um golpe de sorte, o revólver não detonou. Foram três tentativas. E, diante da situação, Veríssimo que estava deitado de bruços (decúbito ventral) portava um revólver na cintura, apanhou a arma e atirou contra os marginais. Diante do tiroteio, os bandidos fugiram em um Corsa de cor verde. Mais tarde, correu a notícia de que um homem baleado havia sido abandonado em um posto de combustíveis na Avenida JK. Ao fazer a checagem, a polícia descobriu tratar-se de Sebastião Ribeiro Júnior, 26 anos. Este foi socorrido, mas acabou morrendo.

Autor(a): Da Redação

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