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Jovem desaparecida é encontrada morta

Violência Comentários 24 de maro de 2013

Antes de morrer ela sofreu espancamentos e outros tipos de tortura. Cadáver estava à beira de córrego em local de difícil acesso


Acabou o mistério que envolvia o desparecimento da jovem Isabel Rodrigues da Cruz, de 22 anos, que estava desparecida desde que foi levada, à força, em um carro no qual estavam quatro homens. Isto aconteceu na noite do dia 12 de março, nas proximidades do Jóquei Clube, para onde ela fora atraída e chegou dirigindo sua motocicleta. Segundo a polícia, não se trata de um sequestro, pois não foi feito nenhum contato com pedido de resgate. Há, pelo menos, duas versões para o caso. A primeira é de que Isabel sabia de um grande carregamento de drogas que estaria chegando a Anápolis e havia o temor de que ela interferisse no ‘negócio’. A outra é de que dois dos homens que aparecem na filmagem de uma câmera de videomonitoramento, no local de onde ela foi levada, e que já foram identificados pela Polícia Civil, teriam uma dívida de R$ 5 mil para com ela e estariam sendo pressionados a quitarem o débito.
De acordo com o delegado Manoel Vanderic Filho, que responde, interinamente, pela Terceira Regional de Polícia Civil, e que comandou, pessoalmente, as investigações e as buscas, não há dúvidas de que foi uma execução. Isabel estava com as mãos amarradas para trás e havia sinais evidentes de tiros e lesões corporais típicas de torturas. A localização do corpo, que estava às margens de um riacho, no local conhecido por “21”, próximo à BR 414, a 25 quilômetros do centro de Anápolis, foi feita seguindo a uma denúncia anônima. A identificação do corpo, em adiantado estado de decomposição, foi possível através da tatuagem com a figura de uma borboleta na perna de Isabel.
Embora fosse membro de família idônea e com um vasto círculo de amizades, Isabel, reconhecidamente, tinha envolvimento com o mundo das drogas e já havia enfrentado problemas com a Justiça. Desde o seu desaparecimento, a polícia já trabalhava com a hipótese de sua execução, com base nas imagens colhidas das câmeras. O delegado Manoel Vanderic Filho já pediu a quebra do sigilo telefônico de Isabel e dos dois homens identificados pelas filmagens. Ele disse que há fortes indícios sobre a autoria e a ordem de execução e que pretende desvendar o caso em curto espaço de tempo.
Muitas mortes
O assassinato de Isabel Rodrigues da Cruz foi o de número 15, somente em março em Anápolis. No mesmo mês, em 2012, foram cometidos 10 homicídios. Este ano já somam-se 46 casos, de janeiro a março. No primeiro mês do ano foram 12 casos, em fevereiro 19 e até o dia 21 de março, 15. Nos três primeiros meses do ano passado foram cometidos 32 assassinatos.
No último final de semana estabeleceu-se um recorde, com a morte de seis pessoas, em menos de 48 horas. No sábado (16), a polícia registrou a morte de Flaviana Alves Melo na Vila Fabril. Ela foi esfaqueada por seu amásio, Antônio Guedes de Oliveira, que chegou a fugir, mas foi capturado nas proximidades da casa onde ambos viviam. Segundo o autor, este teria entregado certa quantia em dinheiro para a vítima comprar uma passagem para voltar ao Ceará, terra de origem do casal que estava em Anápolis há, apenas, seis meses, mas ela gastou com outras coisas. Os dois discutiram e a briga acabou em morte. Ainda no sábado, foi encontrado o corpo de Carlito Santana Mendes, no interior de sua casa, na Rua Barão de Cotegipe, centro, com vários disparos de arma de fogo. Carlito respondia por crimes de homicídio, receptação e lesão corporal. Também no dia 16, sábado, um homem conhecido por Pita se encontrava em um bar, no Bairro São José quando foi baleado por um motoqueiro que lhe desferiu dez tiros.
Ainda naquela noite, às 22h, Ricardo da Silva Teodoro, de 37 anos, foi assassinado no Bairro de Lourdes. Ele se encontrava na porta de casa, com o filho menor e a namorada deste, quando um homem chegou atirando. O alvo seria o garoto, de 15 anos, que conseguiu se esconder dentro de casa. E, nas primeiras horas da manhã de segunda-feira (18), Jonathan Nunes da Silva, de 28, e Danilo Alexandre Souza Carvalho, de 23 anos, foram mortos na GO-222, próximo ao distrito de Goialândia. Ambos vinham de Nerópolis onde participaram de uma festa e pararam para dar carona a um homem que simulava estar passando mal. No mesmo instante, os dois foram mortos com mais de 30 tiros. Uma mulher que estava no carro, também, recebeu tiros e foi levada para o Hospital de Urgências.

Autor(a): Nilton Pereira

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