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José de Lima: “Vou ser um Prefeito Social”

Política Comentários 06 de setembro de 2012

Dono de um estilo humilde mas irreverente, o ex-vereador e deputado estadual José de Lima, disputa pela terceira vez o cargo de Prefeito. Na entrevista ao CONTEXTO, ele revelou quais são as propostas que está apresentado aos eleitores, destacando, dentre elas, o congelamento do Imposto Predial e Territorial Urbano. Ele também dispara críticas ao adversário do PT


O senhor já disputou outras eleições para a Prefeitura de Anápolis. Qual o cenário que o senhor vê agora para este pleito? Está mais difícil essa disputa?

- As campanhas são todas difíceis. A gente só sabe que ganha quando são abertas as urnas e eu tenho esperança. Se existe uma pessoa esperançosa e persistente, ela se chama José de Lima. Eu demorei 27 anos para ganhar uma eleição para deputado. Para prefeito, já é a terceira vez que me candidato. Tenho três diplomas de vereador. Deixei de ser vereador em 2000 e não me candidatei mais, por que acho que a minha parcela já está encerrada. Agora, quero deputado e prefeito.

E por que o desejo de candidatar?

- Para mim é a realização de um sonho. Daquilo que eu quero para a minha cidade: uma cidade bonita e sociável, para atender ao povo. Quero ser o prefeito do povo, por que, aqui, nós ainda não tivemos um prefeito social como serei em meu governo. Quando deixei de ser vereador, pensei em, somente, me candidatar a deputado e a prefeito, principalmente, porque existe jeito de se fazerem as coisas. Naquilo em que não fui atendido com os meus requerimentos, com os projetos de Lei, como prefeito eu posso fazer. Eu mesmo vou realizar e acho que Anápolis pode ter um trabalho de excelência para o Brasil. Hoje, a Prefeitura de Anápolis está chegando a R$ 100 milhões em arrecadação mensal e isso é com papel, com documento, não é mentira. O José de Lima fala a verdade. Tenho provas disso. Então, tem que administrar esse dinheiro para fazer uma cidade social, uma cidade bonita. Eu tenho foto tirada da placa do viaduto da Avenida Presidente Kennedy. Aquela obra chegou à casa dos nove milhões de reais. E eu falei para o povo e falando com responsabilidade, porque eu não minto, e de administração o José de Lima entende. Com esses nove milhões de reais eu construo três viadutos na Avenida Brasil e não é uma trincheira não como foi feito. Um viaduto perigoso. Que é bonitinho é, mas é perigoso, tem que remodelar. Falo isso por que passo cinco, seis até dez vezes no dia por ali. Tem de se estudar uma maneira de melhorar, eu não vou desmanchar [se eleito]. O que vou fazer é melhor do que aquele, com o mesmo dinheiro, três viadutos, porque não vou mexer com empreiteiros. Vou contratar os engenheiros, as pessoas capacitadas. Vou dar emprego é para gente de Anápolis, não vou trazer firma de fora. Vou criar um modelo na Prefeitura onde ela mesma contrata as pessoas capacitadas para isso e, na própria Prefeitura, tem os engenheiros lá que dão conta. Se for preciso, contratam-se mais. Quanto ganha um engenheiro: é 15, 20 mil por mês. É muito pouco para nove milhões. Vocês sabem quanto é mil sacos cimento São 20 mil reais. Se comprar no atacado, são 18 mil reais. E 100 caminhões de areia custam 38 mil reais. E os ferros, as madeiras? Tudo isso eu sei o preço, mas não vai chegar a um milhão de reais e ainda sobram dois milhões para a mão-de-obra. Eu estou falando três milhões, mas não gasto isso não. Eu estou falando que faço três, mas às vezes, faço quatro. Então, vou resolver o problema da Avenida Brasil com a Goiás.

Nessa questão do trânsito e do transporte, qual seria a proposta para solucionar os problemas?

- Vamos criar mais terminais para esvaziar o do centro. Mas, o povo gosta de ir ao centro. Então, não posso tirar [o terminal de passageiros] do Centro. Nós temos hoje um coletivo [transporte de massa] muito bom, ótimo. Mas que pode melhorar. Nós podemos descentralizar. Vamos procurar as pessoas que entendem para dar ideias e vamos aceitar ideias também para melhorar o trânsito.

Em relação à área de saúde, qual a prioridade, caso seja eleito?

- A área de saúde é uma calamidade pública, uma vergonha. Eles querem passar para o povo que a saúde está doente no Brasil, mas aqui está mais doente de que qualquer outro lugar. Você chega a Goiânia, ou a Rio Verde e não é essa dificuldade não. Aqui em Anápolis é uma dificuldade para uma pessoa que tem 100 milhões de reais para administrar. Eu quero falar para o povo que [caso eleito] eu vou contratar médicos e não são 10, 20 não. É de 100 para cima. Menos de 100 não vai ser. Médicos especialistas. Eu vou dar oportunidade para os nossos, mas se precisar eu vou buscar fora, só que eu vou pagar bem, porque sei quanto custa aqui nas nossas cidades vizinhas. Quero colocar consulta à noite para as pessoas. Nós vamos combinar com os médicos, os que vão trabalhar durante o dia não vão trabalhar à noite. Temos que incentivar para que eles atendam ás pessoas com carinho. Um trabalhador que sai do serviço, no final da tarde, vai ter atendimento do médico que vai trabalhar a partir das sete da noite. Então, vamos ter médicos atendendo a noite toda, uma das partes dos 100 milhões é para isso. Tem gente que vai marcar cirurgia e querem marcar para dali a um ano. Aí, a pessoa já morreu.


Para a educação, qual é a sua proposta de governo?

- Na educação, é dar mais aperfeiçoamento ainda para os professores. Dar incentivo. Quero dar o passe de ônibus para todos os estudantes e para os professores também. Vamos buscar um jeito de fazer a vida dele [professor] melhorar. E, mais escolas técnicas. A questão das creches, eles falam que estão fazendo 15 e eu não vejo isso aí. As mães falam para mim: “Me arruma uma vaga”. Quando eu pego o telefone e ligo lá na creche, a gerente me diz: “Tem 58 aqui na frente. Outra hora é 65 crianças na fila. Eu vou resolver os problemas das creches, os 100 milhões são para isso.

Quanto ao setor de moradia popular, o senhor tem também propostas?

- Tem esses conjuntos habitacionais que a pessoa paga 70, 100, 120 reais a sua casinha. Só que não deu segurança, não fez os muros. Eu vou criar [caso eleito] o Cheque Construção para que as pessoas possam comprar material nos depósitos de Anápolis e fazerem os muros. Toda casa que fizermos, será murada. Outra coisa que quero deixar claro, mesmo quando a Cidade tinha pouquinhos recursos eu já tinha essa proposta. Eu vou congelar o IPTU e peço a vocês [adversários] não roubem a minha ideia não, porque tudo que a gente fala, no outro dia roubam as minhas ideias. No primeiro dia de mandato o IPTU vai ser congelado por quatro anos. A pessoa vai pagar o mesmo valor. E para os que estão atrasados, vou fazer o Refis para que eles possam ficar livres disso. O Cheque Reforma vamos também ajudar as pessoas, não são todas, mas aquelas que precisam mesmo. Eu tenho que falar, as pessoas estão iludidas, variadas com esse negócio de praças. Vou continuar fazendo as praças sim. Uma pessoa chegou perto de mim e falou que tem uma praça que ficou em 780 mil reais. Eu tenho a fotografia, a placa vermelhinha. E o que puseram lá? Só tijolinho e pés de eucalipto fincados. Um pedreiro falou para mim e eu fico até com vergonha de falar. Esse que falou que os mil sacos de cimento valem 20 mil reais; cem caminhões de areia fazem muita praça, mas eu dobro aqui, coloco 200 caminhões, que dá oitenta mil reais e dois mil sacos de cimento, que dá quarenta mil. Tudo dá 120 mil reais. Vamos por mais uns 40 a 50 mil de mão-de-obra, não chega a 200 mil. O povo tem que ver isso e estou levando essa mensagem. Então, vou fazer uma administração não é com as construtoras, é com os pedreiros e os mestres de obras daqui, vou dar emprego para eles. Não vou trazer construtora de fora, é por isso que o dinheiro não dá. Estão gastando aí dois milhões com praça, eles estão chamando de revitalização, para mim é reforma. Eles estão inventando um nome e, aí, as pessoas acham bonito.

Mas o senhor acha que não é importante dar continuidade a este tipo de obra?

- Acho bonito, vou cuidar delas. E ainda por guardas para vigiar, é mais empregos que vamos dar. Chegou uma mulher para mim e disse que estava sem água, porque o prefeito gastou a água nas praças, que estava vendo a cachoeirinha, mas na casa dela não tinha água. Já umas três, quatro pessoas me falaram isso. Mas, vamos estudar um jeito de trazer água. Quero ir atrás da Saneago, conversar com o Governador que é meu parceiro, por que nós não podemos deixar faltar água para o povo. Vou cuidar disso também, fazer poços artesianos.

Em relação à campanha, o senhor mencionou o Governador, ele tem em Anápolis dois candidatos da base. O senhor espera que ele venha apoiá-lo, ou que fique equidistante do processo?

- Eu não posso cobrar do Governador. Eu ajudo, sou o deputado que mais ajuda ele. Faço parte [na Assembleia Legislativa] das comissões de Constituição e Justiça e de Finanças. Estou lá na linha de frente. Mas o partido dele [o PSDB] foi para outro lado, então, como eu posso cobrar sendo que ele não pode ficar do meu lado, se o povo dele está de outro. Ele fica sentido, mas fica sem jeito. Mas, é meu companheiro, continuo leal e ajudando a ele. Eu ajudando, estou trazendo recursos para a minha cidade. Olha o tanto de recurso que trouxemos. Se a saúde não está pior, é porque eu e o deputado Carlos Antônio pedimos para trazer [recurso] para a Santa Casa. Hoje a saúde é municipalizada, não é do Estado. Mesmo assim, o Governo do Estado ajuda com 300 mil por mês para a Santa Casa e com 100 mil reais para o Sanatório Espírita. Eu arrumei uma Kombi para o Sanatório, uma ambulância para a Santa Casa. O Governador está ajudando com 10 milhões de reais para fazer asfalto e muita gente está reclamando que faz três ruas e falta duas. Eu, se for fazer asfalto, faço é de uma ponta à outra. Esse dinheiro acabou e o povo está reclamando da poeira. O que estou mostrando no meu programa é verdade.

Anápolis é uma cidade que tem a sua economia baseada na indústria, no comércio. O que o senhor acha que a Prefeitura pode fazer para atrair investimentos, enfim, melhorar a economia?

- O DAIA mesmo, nós vamos ajudar, por que a Prefeitura vai comprar máquinas, patrolas, pás-mecânicas. Eu vou trabalhar com gente daqui, vou criar uma empresa para isso. Para nós arrumarmos as estradas dos chacareiros e fazendeiros, fazer mata-burros. No programa da indústria, aí é que eu entendo mesmo. Sobre o DAIA, me parece que estão organizando mais 20 alqueires para trazer mais indústrias. E o povo pode contar comigo porque eu vou a São Paulo naquelas empresas grandes e convidar seus representantes a conhecerem Anápolis. Fazer incentivos para que eles montem filiais aqui. Vou ao Paraná; Minas Gerais, no Rio Grande Sul. Em qualquer lugar eu vou mandar convite e ter um secretário eficiente para isso, porque para a pessoa ser administradora não precisa ser formado em tudo, tem que ser o José de Lima, o candidato do povo. Às vezes pensam que para ser Prefeito tem que ser médico, advogado, engenheiro. Não, ele tem que ser um administrador, um incentivador e, eu, sou dessas pessoas. E vou pedir mais uma vez, não roubem as minhas ideias não. No ano de 2000, falei que ia construir o Mini - DAIA e não vou construir um mini não. Quero construir um para o setor de tecnologia, dar oportunidade para os atacadistas, para o comércio, para as pequenas indústrias. Vou arrumar os terrenos e repassar aos empresários por um preço baixo. Darei, ainda, a terraplenagem para a edificação das fábricas.

Que balanço o senhor faz da campanha até este momento?

- O povo já me conhece, sabe que é uma campanha de sola de sapato. Mas, é com poucos recursos, é dinheirinho só de mexer o doce. Essa é a minha campanha. É levando propostas para a nossa população, mas com honestidade e responsabilidade. E eu sou um administrador, a única coisa que aprendi foi administrar. Tenho uma empresa há 38 anos e pago os meus funcionários dia 30. Quando atrasa um pouco, chega no dia 3 porque, às vezes, cai num fim de semana. Isso não é um dia, são 38 anos. Aí, as pessoas falam: “Mas é uma empresa pequena”. Todavia, quem administra uma pequena administra uma grande. Administrar uma Prefeitura é até mais fácil, por que não tem a concorrência. O povo paga os impostos e os 100 milhões entram ali livres. Agora, eu tenho que correr atrás para vender, por isso tenho experiência. Sou formado para isso, para administrar, para correr atrás das coisas difíceis. Hoje eu estou preparado para administrar a nossa Cidade.

Autor(a): Claudius Brito

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