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Jornalistas serão convocados. Cachoeira e ex-secretário ficam de fora

Segurança Comentários 19 de setembro de 2013

Corregedor da Polícia Militar informou na CPI que somente no ano passado, 25 policiais foram afastados por desvios de conduta


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga problemas relacionados à Segurança Pública no Estado de Goiás realizou nesta terça-feira, 17, no Auditório Solon Amaral, sua 16ª reunião de trabalho. Participaram da reunião, além do presidente Hélio de Sousa (DEM), os deputados Júlio da Retífica (relator), Luiz Carlos do Carmo (vice-presidente, PMDB), o titular Major Araújo (PRB) e os suplentes Marcos Martins (PSDB) e Mauro Rubem (PT).
A pauta trouxe a votação de oito requerimentos, todos de autoria do deputado Major Araújo, além de oitiva com o corregedor da Polícia Militar do Estado de Goiás, tenente-coronel Lorival Camargo.
Dos oito requerimentos de Major Araújo, quatro solicitavam que fossem convidados para prestar depoimentos na CPI o ex-senador Demóstenes Torres, o tenente-coronel da Polícia Militar Ricardo Rocha, o delegado da Polícia Civil de Goiás Aredes Correia Pires, o delegado e assessor de imprensa da Delegacia-geral de Goiás, Norton Luiz Ferreira. Estes requerimentos foram rejeitados com os votos contrários dos deputados Marcos Martins (PSDB), Júlio da Retífica (PSDB) e Hélio de Sousa (DEM).
Outros quatro requerimentos propunham que comparecessem à CPI, na condição de convocados, o jornalista da revista "Veja" Policarpo Junior, o jornalista do jornal "Correio Brasiliense" Renato Alves, o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e ainda o ex-deputado estadual, ex-secretário de Segurança Pública de Goiás e advogado Ernesto Roller. Foram aprovadas apenas os requerimentos que tratavam dos jornalistas.
Diante do insucesso de suas proposituras, consideradas desnecessárias para a maioria dos membros da CPI, o deputado Major Araújo comunicou que não mais participará dos trabalhos da Comissão. A atitude foi tomada em protesto a uma suposta “blindagem” que estaria ocorrendo em determinados assuntos propostos pelo deputado. “São pessoas importantes para a questão da Segurança Pública em Goiás e que não serão convocados por motivos alheios ao interesse da CPI.”
O relator, deputado Júlio da Retífica (PSDB), que votou contra os requerimentos, afirmou que elas não teriam nada a contribuir com o tema. “São pessoas que nada tem a contribuir para melhoria da segurança pública em Goiás. São proposições ao meu ver com tom político no intuito de desenterrar um assunto que já é passado e novamente dar holofotes a quem nada tem a colaborar.”
Na oportunidade foram apresentados ainda novos requerimentos, de autoria do deputado Major Araújo, solicitando o convite a novos nomes a prestarem depoimento na CPI.

Oitiva
Em suas considerações iniciais, o corregedor da Polícia Militar do Estado de Goiás, tenente-coronel Lorival Camargo, falou sobre sua trajetória de vida e sua atuação na PM. Logo após, respondendo a questionamento do deputado Mauro Rubem, o coronel falou sobre o funcionamento de sindicâncias em denúncias recebidas na corporação. Segundo ele, grande maioria dos fatos são apurados e feitas as devidas punições.
O militar afirmou ainda que a função de uma corregedoria da PM é investigar atos e condutas ilegais de membros da corporação e que, em Goiás, o serviço de investigação criminal de PMs é incipiente ainda. “Mas teremos pessoas qualificadas para investigar possíveis desvios de conduta”, assinala.
Segundo Camargo, as melhorias que estão sendo implantadas na Polícia Militar “são ações que irão colaborar com a tramitação de processos administrativos a cargo da corregedoria."
O corregedor informou que, atualmente, 17% dos processos resultam em punição. Ele apresentou dados que traduzem a redução do número de processos em face da melhoria do nível cultural da corporação.

Abertura de inquéritos
O corregedor da PM disse que para todos os indícios de crimes cometidos por militares, automaticamente são abertos inquéritos e levados ao conhecimento do Poder Judiciário. Camargo informou que em 2012 foram excluídos da PM de Goiás 25 policiais. O coronel reconhece que o efetivo não tem acompanhado o crescimento da população.
Quanto à estrutura das polícias, Camargo diz ser a favor da especialização da Polícia Civil em crimes complexos e que os de menor complexidade devem ficar com a Polícia Militar. Ele opinou que ainda não existe ambiente para unificação das polícias, considerando como melhor alternativa polícias de ciclo completo, em que cada uma atuaria em suas competências, o que evitaria o trabalho em duplicidade.
Quanto à atuação da Força Nacional no Estado, Lorival Camargo acredita ser desnecessária. “É um ato de caráter político e sem lógica quanto à efetividade”, frisou. Uma solução eficaz para a área de Segurança Pública no futuro, segundo o coronel, seria a polícia comunitária integrada.
Por fim o corregedor afirmou que a polícia sozinha nunca vai conseguir solucionar o problema da criminalidade e sugeriu como forma de atacar esse problema a execução de programas preventivos de qualidade.

Autor(a): Da Redação

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