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João Gomes diz que maiores problemas para seu sucessor são o ISSA e as dívidas fundadas

Cidade Comentários 01 de janeiro de 2017

Em sua última entrevista coletiva como prefeito, ele fala sobre realizações, obras em andamento e sobre seu futuro político revelando que com certeza disputa um cargo eletivo nas eleições de 2018


“De minha parte, não transfiro nenhum problema para o meu sucessor”. Essa foi a reação do ex-prefeito João Gomes ao ser questionado sobre quais seriam os problemas mais graves que sua administração deixaria para serem solucionados no governo do prefeito Roberto Naves. Ele ponderou, no entanto, que a Prefeitura de Anápolis tem problemas antigos “herdados de administrações passadas” e que ainda não foram totalmente resolvidos.
Em entrevista concedida após um encontro com seus principais auxiliares para um balanço final das realizações de seu governo, João Gomes apontou como problemas mais graves os do Instituto de Seguridade Social dos Servidores Municipal de Anápolis (ISSA), que depende de repasses mensais superiores a R$ 3 milhões de recursos municipais para complementar o pagamento de aposentadorias e pensões, e também os precatórios ainda pendentes de pagamentos, que a partir de janeiro devem consumir mais de R$ 2 milhões mensais.
“Se vamos deixar esses dois problemas que não foram criados pelo nosso governo, em contrapartida gastamos mais de R$ 150 milhões com o pagamento de dívidas da Prefeitura com a CAIXEGO, CELG e INSS”, acrescentou o ex-prefeito admitindo que parte da dívida fundada do Município seja transferida para o atual prefeito, “o que também ocorreu com a gente quando o PT assumiu a Prefeitura de Anápolis há oito anos”. Segundo ele, a dívida fundada é altamente danosa para a administração municipal ao ponto de deixar a arrecadação deficitária em alguns meses do ano.
Transparência
João Gomes apontou, também, os pontos que considera positivos de sua administração, citando, dentre outros, o Portal da Transparência, que recebeu nota dez em uma avaliação do Ministério Público Federal. “O Porta da Transparência é um grande legado do nosso governo”, comemorou, lembrando que o objetivo de sua criação é o combate à corrupção. Destacou, também, como legado de seu governo, o pagamento dentro do mês trabalhado dos salários dos servidores municipais, inclusive, para aposentados e pensionistas.
“Em oito anos de governo, pagamos 104 folhas salariais”, disse, lembrando que foram 96 folhas referentes aos oito anos da administração petista e mais oito, referentes aos 13º salários. “São quase R$ 50 milhões por mês que movimentam o comércio da Cidade e que ajudam a fortalecer a economia do Município”. De acordo com o ex-prefeito, outro legado importante foram as moradias populares construídas nos governos petistas. “Foram mais de 13 mil unidades habitacionais que beneficiaram o mesmo número de famílias e que hoje moram dentro do que é delas”, frisou.
Para ele, as realizações do seu governo e do seu antecessor Antônio Gomide deixam a Cidade preparada para um salto de desenvolvimento econômico e social, com a vantagem destas duas administrações terem como foco a melhoria da qualidade de vida da população. “E fizemos isso com planejamento e muita transparência”, disse o prefeito, mesmo admitindo que o Município ainda tenha vários outros problemas para serem sanados, mas garantindo que entrega a cidade melhor do que os dois governos do PT a receberam, há oito anos.
Viadutos
O prefeito falou também sobre as obras dos viadutos, do corredor de mobilidade urbana e da Câmara Municipal. Sobre os viadutos, assegurou que as obras não estão paralisadas, mas com ritmo mais lento por conta do período chuvoso. Segundo ele, os recursos estão garantidos e em caixa e não podem ser desviados para outras finalidades. “É um recurso específico, carimbado para as obras dos viadutos e dos corredores de ônibus”, disse. De acordo com ele, com o fim do período das chuvas, o prefeito Roberto Naves deverá agilizar o andamento das obras e concluí-las ainda em 2017. O prefeito afirmou também que deixa mais de 30 obas em andamento.
Sobre as obras da Câmara Municipal, João Gomes reconheceu que elas apresentam problemas desde o seu início, mas afirmou que nada precisa ser demolido para que tenha continuidade. Segundo ele, o projeto está em fase de readequação e deve consumir apenas R$ 12 milhões e não os R$ 17 milhões contratados com a empreiteira que venceu a licitação. Ele explicou que já foram gastos cerca de R$ 6 milhões na execução do projeto, que a empreiteira exigiu um aditivo de R$ 3 milhões para concluir, que foi negado pelo Município. Sobre o projeto de readequação, disse que uma equipe de engenheiros da Prefeitura concluiu que a obra pode custar no máximo R$ 12 milhões.
Sobre as pessoas que ocupam cargos comissionados, afirmou que a legislação exige que todos sejam demitidos até o último dia de seu governo. “Isso ocorreria comigo também se eu tivesse sido reeleito”, revelou João Gomes, explicando, porém, que alguns devem ser mantidos para que a Prefeitura não enfrente problemas de continuidade, como é o caso dos servidores lotados nas agencias do Rápido, no CPD, no Diário Oficial e em alguns serviços essenciais como em unidades de saúde, disque 156, fiscalização, dentre outros. “Isso foi acertado com o prefeito Roberto Naves porque existem órgãos que não podem parar”, justificou João Gomes explicando que depois disso o seu sucessor é quem decido quais comissionados serão mantidos.
João Gomes falou por último sobre o seu futuro político. Segundo ele, a liderança e a confiança adquiridas nos anos que esteve na Prefeitura, o colocam, hoje, com 80% de aprovação da população. “Isso nos confere uma grande responsabilidade”, disse o ex-prefeito para quem essa aprovação o deixa em condições de se manter na vida pública e de colocar seu nome à disposição da população na disputa por cargos eletivos. Indagado se disputaria algum cargo nas eleições de 2018 e por qual partido, limitou-se a dizer “com certeza” e que a partir do dia 02 de janeiro começaria a pensar por qual agremiação partidária.

Autor(a): Ferreira Cunha

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