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Investigações sobre morte de “Periquito” seguem em sigilo absoluto

Violência Comentários 25 de setembro de 2014

O delegado à frente do caso preferiu não se manifestar. Os pais do jovem tentam pressionar as autoridades para que o principal suspeito seja preso


O inquérito sobre o crime que tirou a vida do jovem Júlio César Ferreira Honorato, conhecido como “periquito”, ainda não foi finalizado. Familiares e amigos da vítima realizaram uma manifestação esta semana, cobrando a prisão do principal suspeito de ter cometido o assassinato, Jefferson Renato Ferreira.
O CONTEXTO ouviu o pai de Júlio César, Antônio Honorato Filho, que disse não ter acesso a informações sobre o andamento das investigações. No entanto, segundo ele, existem evidências mais do que suficientes de que Jefferson é, mesmo, o autor do crime. Ele já foi ao Ministério Público e espera ser recebido nesta sexta-feira, 26, pelo juiz que julgará o caso.
Ainda, de acordo com Antônio Honorato, o suspeito responde inúmeros outros processos, inclusive, por porte de arma de fogo. “Ele alegou que meu filho era quem estava com a arma e que tomou dele e atirou em legitima defesa. Mas, a arma sumiu. Até a forma como ele depôs foi armada pelo advogado. Eles se apresentaram em outro departamento policial e não para o Grupo de Homicídios, sabendo que assim não seria lavrado o flagrante”, disse.
O pai de Júlio César, também, afirmou que vai seguir realizando manifestações até que alguma providência seja tomada. “Estamos organizando uma coisa bem grande. Inclusive, entrei em contato com a família de uma pessoa que o Jefferson deixou paraplégico. Vou mostrar para todos quem ele realmente é. Vamos ficar em cima até que ele seja preso”, garantiu.
Na semana passa, o delegado Henrique Otto falou ao CONTEXTO que Jefferson teria negado ter disparado a arma contra Júlio. Mas, de acordo com o pai da vítima, no depoimento ele teria alegado legítima defesa. O Jornal Contexto procurou o delegado, novamente, mas ele disse que só irá se manifestar após a conclusão do inquérito.

Autor(a): Wanessa Mereb

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