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Inovação garante indústria mais forte e competitiva

Geral Comentários 03 de outubro de 2014

Reunião com vários segmentos debateu políticas de incentivo à inovação no setor produtivo goiano


Na última terça-feira,30, na Casa da Indústria, em Goiânia, foi realizado o “Café com inovação”, evento realizado pela Federação das Indústrias de Goiás (FIEG), com o objetivo de promover a interação entre os Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), Instituições de Ensino Superior (IES) e o setor produtivo, visando fortalecer o diálogo e as parcerias que tenham como foco o desenvolvimento de projetos de inovação.
O vice-presidente da FIEG, Wilson de Oliveira, abriu o encontro destacando o trabalho desenvolvido pela entidade no intuito de buscar a união de esforço entre todos os segmentos que atuam com inovação. “Nós precisamos, através de um entendimento mais amplo, direcionar melhor as ações para que os recursos destinados à promoção da pesquisa e da inovação sejam aplicados de forma otimizada e trabalhar para que as pesquisas efetivamente sejam transformadas em produtos inovadores para o mercado”, afirmou acrescentando que a aproximação da indústria com a universidade é fundamental.
“A FIEG defende o aumento dos recursos públicos e privados em pesquisa, desenvolvimento e inovação, definindo metas do mapa estratégico para que em 10 anos dobre o número de empresas investindo nesse setor", afirmou Wilson de Oliveira, acrescentando que as ações devem estar balizadas nas recomendações da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), que foi criada em 2008 pela Confederação Nacional da Indústria com o objetivo principal de conscientizar os empresários brasileiros sobre a importância da inovação para a sobrevivência e prosperidade dos seus empreendimentos.
Wilson de Oliveira, que é também presidente da FIEG Regional Anápolis, citou que a indústria farmacêutica goiana, por exemplo, hoje tem cerca de 90% de seus insumos importados de outros países e que, se houvesse um incentivo maior à inovação, poderia haver uma mudança de cenário para o setor. Ele também apontou o case de sucesso apresentado pelo empresário Thiago Afonso Ferreira, da Fabela Agroindustrial Ltda., que por meio de ferramentas inovadoras fez com que a sua planta fabril agregasse valor à produção de derivados de milho.
“Infelizmente, no Brasil, menos de 1% do Produto Interno Bruto é investido nessa prática imprescindível. Não é possível inovação sem estímulos e marcos regulatórios. É imprescindível incentivar o movimento pela inovação, assim como aprimorar nosso modelo educacional para a criação de uma cultura inovadora e empreendedora”, defendeu Wilson de Oliveira, observando que a FIEG tem dado passos importantes e contribuído muito neste sentido, por meio do Conselho Temático de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CDTI), inclusive, nas articulações que resultaram na criação do Fundo de Amparo à Pesquisa no Estado de Goiás (Fapeg).

Autor(a): Da Redação

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