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Inflação do ano chega a 10,67% na capital

Economia Comentários 06 de novembro de 2015

Dados, divulgados pelo Instituto Mauro Borges, apontam recorde para a última década


A inflação de Goiânia, no acumulado do ano, bate recorde na última década e chega a 10,67%. Índice pouco inferior ao registrado no mesmo período em 1995, que atingiu 11,13%, o mais alto até então. Nos últimos 12 meses o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) foi de 12,97%.


Já em outubro, a inflação chegou 0,90%, conforme a gerência de Pesquisas Sistemáticas e Especiais do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB) da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan). Pelo segundo mês consecutivo, o grupo habitação exerceu forte pressão sobre a inflação de Goiânia.


Produtos e serviços essenciais tiveram reajuste de preço em outubro, tais como água e esgoto (7,89%), energia elétrica (3,55%), gás de cozinha (1,93%) e aluguel residencial (0,77). Os produtos de limpeza também subiram como a esponja de aço (2,84%), desinfetante (2,27%) e outros. Esse grupo foi responsável por 58% do resultado total do IPC-Goiânia, no mês passado (0,90%).


Segundo o gerente de Pesquisas Sistemáticas e Especiais do IMB/Segplan, Marcelo Eurico de Sousa, a alta da inflação, no mês passado, também foi influenciada pelos grupos vestuário, saúde e cuidados pessoais, transportes e alimentação. Dos nove grupos que compõem o IPC-Goiânia, oito apresentaram acréscimo e apenas um, o de despesas pessoais, registrou queda, devido à diminuição dos preços do corte de cabelo feminino (-4,17%) e ingresso para futebol (-6,67%).


 


Outros


No grupo vestuário, roupas para adultos e crianças além de sapatos aumentaram de preços, como a calça feminina (4,31%), camisa masculina (4,52%), sapato masculino (8%) e roupa de bebê (6,13%). Ficaram mais caros, no grupo de saúde e cuidados pessoais, perfume (5,13%), absorvente íntimo (3,81%), papel higiênico (1,97%), além de medicamentos como anti-infecciosos (3,68%), antiulceroso (1,08%) e fortificantes e vitaminas (1,48%). Os pesquisadores do IMB/Segplan também verificaram preços maiores no grupo artigos residenciais, armário para copa e cozinha (8,30%), guarda roupa de solteiro (10,60%), aparelho de DVD (3,25%), geladeira (1,62%) e televisor (1,93%).


No grupo alimentação, que teve alta de 0,40% na comparação com setembro, os produtos que mais subiram foram açúcar (16,11%), arroz (4,35%), feijão preto (2,42%), pão francês (2,17%) e óleo de soja (4,02%). Também registraram aumentos, em outubro, o frango (2,50%), tomate (8,57%), maçã (14,71%), alho (5,18%), refrigerantes de dois litros (2,92%) e cerveja (1,22%). A alta dos alimentos também influenciou no preço da alimentação fora do domicílio, com destaque para o misto/bauru (1,10%) e suco de laranja (1,92%).


O aumento dos preços dos combustíveis também pesou na alta do grupo de transportes (0,23%). A gasolina comum subiu 2,01%, o etanol 7,30%, o óleo diesel 3,73%. A variação positiva do grupo comunicação (0,48%) ocorreu em virtude do aumento no preço dos serviços de telefonia pós-pago (5,93%). O grupo educação ficou praticamente estável (0,01%), em outubro em relação a setembro. O curso de informática subiu 2,33%, mas os artigos de papelaria tiveram recuo de 1,26.


Dos 205 produtos/serviços pesquisados mensalmente, pelos técnicos do IMB/Segplan, 111 apresentaram elevação, 32 ficaram estáveis e 62 tiveram variação negativa.


 


Cesta básica


Em outubro, o valor da cesta básica caiu 0,21% (R$ 285,96) em relação a setembro (R$ 286,58). Mas no acumulado dos últimos 12 meses chega a 12,30%, e no ano a 6,66%. Dos 12 itens pesquisados pelo IMB/Segplan um (frutas) ficou estável, quatro tiveram queda (carne, -0,36%, leite, -1,08%, farinha/massas -0,34% e legumes/tubérculos-4,82%). Os demais registraram alta: feijão 0,90%, arroz 4,34%, pão 2,17%, café 0,41%, margarina 2,81%, óleo de soja 4,01% e o campeão, açúcar que subiu 16,10%.

Autor(a): Da Redação

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