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Indústria goiana fechou 2018 com recuo de 4,5%

Economia Comentários 28 de fevereiro de 2019

Queda entre os 15 locais pesquisados, apontou um ano mais fraco do que 2017 (+4,4%), segundo pesquisa oficial


De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM/IBGE), a produção industrial de Goiás apresentou crescimento de 10,5%, na série com ajuste sazonal, ou seja, na passagem de novembro para dezembro de 2018. Na mesma comparação, o Brasil apresentou acréscimo de 0,2%. Dos quinze locais pesquisados, sete mostraram taxas positivas, sendo as mais acentuadas: Goiás (10,5%), Rio de Janeiro (4,3%) e Amazonas (4,0%). Já Mato Grosso (1,9%), São Paulo (1,4%), Minas Gerais (0,7%) e Paraná (0,2%) completaram o conjunto de locais com índices positivos em dezembro de 2018. Por outro lado, Pernambuco (-5,1%), Região Nordeste (-4,9%) e Rio Grande do Sul (-3,6%) apontaram as quedas mais intensas nesse mês. Os dados do IBGE foram reportados pelo Instituto Mauro Borges (IMB).
Na comparação com dezembro de 2017, na série sem ajuste sazonal, a indústria goiana apresentou expansão 1,1%; é o primeiro resultado positivo depois de sete taxas negativas consecutivas. No acumulado de janeiro a dezembro a taxa fechou -4,5%. O setor industrial brasileiro mostrou uma diminuição de 3,6%, com nove dos quinze locais pesquisados apontando taxas negativas. Nesse mês, Pernambuco (-7,6%), Região Nordeste (-6,0%), São Paulo (-5,2%) e Amazonas (-5,0%) assinalaram os recuos mais acentuados. Por outro lado, Pará (6,1%) e Espírito Santo (3,4%) apontaram as expansões mais intensas em dezembro de 2018.
Entre as atividades da indústria goiana, quatro apresentaram taxa positivas: Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (77,9%), Indústria Extrativa (19,9%), Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (10,3%) e Fabricação de outros produtos químicos (8,4%). O aumento na produção industrial foi pressionado, em grande parte, pelo comportamento positivo da produção de etanol, de esquadrias de ferro e aço, estrutura de ferro e aço e de produtos semelhantes, na indústria extrativa alavancaram a produção, minério de cobre em bruto e beneficiado, amianto em fibra e fosfato de cálcio naturais. Por outro lado, assinalaram as quedas mais acentuadas Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-58,7%) e Fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-16,9%).
No fechamento do ano de 2018, a indústria goiana apresentou a maior queda entre os locais pesquisados (-4,5%), apontando um ano mais fraco do que 2017 (+4,4%). Das nove atividades pesquisadas, os sinais de piora foram sentidos em oito ramos industriais, somente Fabricação de produtos de minerais não-metálicos apresentou taxa positiva no indicador acumulado no ano.
Após desempenho ruim no ano de 2018, a economia enfrenta um cenário desafiador, a perspectiva é de desaceleração da economia global e com isso se desenha para 2019 incertezas econômicas para o Brasil e na esteira as economias subnacionais. Em níveis setoriais, para 2019 a recuperação da indústria será mais lenta, em continuidade ao desempenho decepcionante registrado no ano passado.
Entre os fatores que contribuíram para o resultado ruim da indústria no ano passado estão a crise na Argentina, a greve dos caminhoneiros, a incerteza política e o arrefecimento da economia mundial. Em maio de 2018, com a greve dos caminhoneiros, Goiás registrou o segundo maior recuo do ano (-14,2%). Em junho a queda reduziu (-1,1%). Nos meses seguintes a queda se ampliou, foram cinco meses de recuo, fechando o ano com saldo negativo (4,5%).


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