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Indústria farmacêutica forte é um presente para Anápolis

Especial Comentários 27 de julho de 2018

Setor, um dos mais dinâmicos e importantes da economia goiana, contribui com geração de riqueza, divisas e, sobretudo, com a evolução do capital humano. Númenos da indústria farmacêutica falam por si só


Goiás é o segundo maior produtor de medicamentos do País. O polo farmacêutico goiano tem a maioria das plantas produtivas localizada em Anápolis, onde o segmento fincou suas raízes a partir de 1990 com a vinda do pioneiro Laboratório Neo Química e, logo em seguida, com o Laboratório Teuto. Com a instituição da chamada Lei dos Genéricos (Lei nº 9.787, de 10 de fevereiro de 1999), as indústrias goianas e, em especial, as anapolinas, se solidificaram no Estado as suas plantas foram voltadas para a produção de genéricos. No entanto hoje, não produzem, apenas, os genéricos, mas outros tipos de medicamentos. Utilizam tecnologia de ponta e mão-de-obra especializada para agregar valores a uma atividade indispensável para garantir o bem estar e a qualidade de vida das pessoas. Uma missão, portanto, mais do que nobre.
Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás, Marçal Henrique Soares, em 2018 a estimativa é de que serão produzidas 1,2 bilhão de caixas de medicamentos. Um marco para um ano importante, quando os genéricos completam 18 anos, desde o lançamento do primeiro produto licenciado no Brasil, o xarope Salbutamol, produzido por uma empresa genuinamente anapolina, o Laboratório Teuto, um dos pioneiros do setor. Hoje, após 18 anos, já passa de 13,3 mil o número de genéricos registrados no País, sendo que boa parte dessa produção está concentrada em solo goiano. Esses medicamentos atendem em torno de 95% das doenças e detém 32% do mercado nacional.
Nos primeiros anos da Lei dos Genéricos, recorda Marçal Soares, a diferença de preço a menos entre o medicamento genérico e o de marca situava-se na casa de 35%. Atualmente, chega a, até, 60%, em função da concorrência. “Nos últimos 18 anos, a população brasileira já economizou mais de R$ 200 bilhões com a compra de genéricos e tudo começou em Anápolis”

Bons resultados para Goiás
No ano em que Anápolis completa 111 de emancipação, a indústria farmacêutica é um retrato sem retoques do dinamismo do Município. Além dos números da produção, além do peso incontestável que o segmento representa para a conformação do Produto Interno Bruto de Goiás e de sua projeção no cenário nacional e internacional, o setor construiu em menos de duas décadas um outro importante diferencial: um capital humano sólido e representativo.
No Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), o setor farmacêutico emprega diretamente 9.629 trabalhadores, que representam 47% dos 20.500 trabalhadores diretos do Distrito. No Município, o setor emprega diretamente 10.288 trabalhadores, o que representa 39% dos 26.541 trabalhadores registrados na indústria de transformação da Cidade, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. O setor farmacêutico anapolino concede, mensalmente, 10.288 cestas básicas colaborando com uma melhor alimentação dos trabalhadores. As indústrias, também, concedem mensalmente um adicional aos seus trabalhadores de 7% sobre os salários, como prêmio para quem cumpre o contrato de trabalho com a empresa, não faltando ao trabalho.
A folha de pagamento mensal do setor farmacêutico anapolino, sem horas extras, sem prêmios e outros aditivos, soma R$ 25,1 milhões. Anualmente, o valor ultrapassa a casa de R$ 301,5 milhões. A renda anual dos trabalhadores das indústrias farmacêuticas de Anápolis, sem vários prêmios, sem participação nos resultados e outros prêmios, considerando, apenas, a folha, a assiduidade de 7% e a cesta básica de alimentos, gira em torno de R$ 342.9 milhões, que são injetados na economia anapolina. O rendimento médio mensal dos trabalhadores anapolinos do setor farmacêutico é de R$ 2.778,31, sendo que o rendimento médio do trabalhador brasileiro, em 2017, a título de comparação, foi de R$ 2.159,00.
“Acreditamos que o nosso capital humano e os valores a ele agregados, em termos de conhecimento e de condições de trabalho e valorização, constituem um dos maiores presentes que o setor pode dar para Anápolis”, ressalta Marçal Soares.

Sindicalismo com inovação
Fundado em 15 de maio de 2004, tendo como primeiro presidente o empresário Ivan da Glória Teixeira, o Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás exerceu, e exerce, um papel preponderante para a ascensão e o fortalecimento do setor. Atualmente, a entidade é liderada pelo empresário Heribaldo Egídio, que assumiu interinamente a presidência do Conselho Administrativo em razão do licenciamento do presidente eleito, o deputado federal e atual ministro das Cidades, Alexandre Baldy.
Em sua segunda gestão, Heribaldo Egídio, ressalta que o trabalho da atual diretoria tem como um dos pilares proteger e defender o setor, os empresários e os profissionais das indústrias farmacêuticas para exercerem o seu protagonismo para o fortalecimento do setor representado e da própria entidade. Dentro deste viés, foram criados seis grupos de excelência, com a participação ativa de representantes profissionais de todas as indústrias e cada grupo tratando de assuntos específicos e de alta relevância para o segmento.
De acordo com o presidente Heribaldo Egídio, o Sindifargo, pelas imposições que o mercado e o setor regulado exigem, ampliou o seu raio de atuação e, hoje, atua em sintonia com 11 entidades, sendo 05 de representatividade regional fora do Estado de Goiás e 06 de representatividade nacional, somente dentro do setor, além da participação ativa na Confederação Nacional da Indústria e no Sistema FIEG.
“Temos uma entidade que é uma referência e uma voz ouvida e respeitada no setor”, destaca Heribaldo Egídio, acrescentando que Anápolis é a grande referência e o berço da indústria e da representação classista do setor. “Parabenizamos o Município por esta pujança, dinamismo e, de uma forma especial, aos nossos empresários e trabalhadores que são, também, uma parte importante da história da Cidade”, enfatiza.

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