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Índice de Desenvolvimento Humano está acima da média nacional, mas a educação preocupa

Cidade Comentários 02 de agosto de 2013

O Índice de Desenvolvimento Humano do Município alcançou média geral alta, mas obteve o pior desempenho no recorte de educação


O resultado do Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios (IDHM), do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD), calculado com base nos dados do Censo Demográfico de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que Anápolis ocupa apenas a 850ª. posição no ranking nacional, embora o seu índice do IDH, de 0,737 esteja acima da média de Goiás (0,735) e do Brasil (0,730).
Em Goiás, o melhor IDH foi o de Goiânia, com a média de 0,799, com destaque para o recorte sobre longevidade, cuja média ficou em 0,838. Os IDH's de renda e o de educação foram de 0,824 e 0,739, respectivamente. Na 850ª. posição, Anápolis registrou o IDH de 0,737, sendo que no recorte de longevidade obteve o melhor índice: 0,822. O IDH de renda foi de 0,737 e o de educação, apenas 0,660. O que, neste caso, é considerado um desempenho médio.
No ano de 1991, o IDH de Anápolis era de 0,721, saltando para 0,788 na avaliação de 2000 e para 0,737. Nota-se, portanto, que no último registro oficial houve uma queda, que foi motivada, justamente, pelo desempenho do IDH, no recorte de educação, cujos índices em 1991, 2000 e 2013 foram de 0,81; 0,889 e 0,660. O IDH de renda, no mesmo período, pulou de 0,684 para 0,721 e 0,737. Os melhores índices foram para o recorte de longevidade: 0,67 em 1991; 0,754 em 2000 e 0,822 em 2013.
O Estado de Goiás, segundo os dados da pesquisa PNUD/IBGE, ocupa a oitava posição no ranking das unidades da Federação. O IDH geral foi de 0,735. Nos recortes de renda, longevidade e educação, os índices foram de 0,742; 0,827 e 0,646, respectivamente, também mostrando um desempenho médio para a educação. O Distrito Federal aparece em primeiro lugar no ranking, com o IDH de 0,824, com os seguintes índices: renda (0,863); longevidade (0,873) e educação (0,742).
O ranking global (2012) dá ao Brasil apenas o 85º lugar, com o IDH de 0,730. Os cinco maiores países em Índice de Desenvolvimento Humano são: 1º. Noruega (0,955); 2º Austrália (0,938); Estados Unidos (0,937); 4º Países Baixos (0,921) e 5º Alemanha (0,920).

Ranking goiano
Os dez melhores municípios goianos melhor posicionados no ranking nacional, com as respectivas médias do IDHM, são: Goiânia (45º/ 0,799); Ceres (178º/0,75); Catalão (274º/0,766); Goiandira (366º/0,760); Jataí (420º/0,757); Rio Verde (467º/0,754); Itumbiara (508º/0,752); Ouvidor (599º/0,747), Nova Aurora (599º/0,746) e Valparaíso de Goiás (628º/0,745).

Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil
O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013 é uma plataforma de consulta ao Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - IDHM - de 5.565 municípios brasileiros, e a mais de 180 indicadores de população; educação; habitação; saúde; trabalho, renda e vulnerabilidade, com dados extraídos dos censos demográficos de 1991, 2000 e 2010.
O objetivo da criação do Índice de Desenvolvimento Humano foi o de oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera, apenas, a dimensão econômica do desenvolvimento. Criado por Mahbub ul Haq com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1998, o IDH pretende ser uma medida geral, sintética, do desenvolvimento humano. Apesar de ampliar a perspectiva sobre o desenvolvimento humano, o IDH não abrange todos os aspectos de desenvolvimento e não é uma representação da "felicidade" das pessoas, nem indica "o melhor lugar no mundo para se viver". Democracia; participação, equidade e sustentabilidade, são outros dos muitos aspectos do desenvolvimento humano que não são contemplados no IDH. O IDH tem o grande mérito de sintetizar a compreensão do tema e ampliar e fomentar o debate.
Desde 2010, quando o Relatório de Desenvolvimento Humano completou 20 anos, novas metodologias foram incorporadas para o cálculo do IDH. Atualmente, os três pilares que constituem o IDH (saúde, educação e renda) são mensurados da seguinte forma:

Uma vida longa e saudável (saúde) é medida pela expectativa de vida; O acesso ao conhecimento (educação) é medido por: i) média de anos de educação de adultos, que é o número médio de anos de educação recebidos durante a vida por pessoas a partir de 25 anos; e ii) a expectativa de anos de escolaridade para crianças na idade de iniciar a vida escolar, que é o número total de anos de escolaridade que uma criança na idade de iniciar a vida escolar pode esperar receber se os padrões prevalecentes de taxas de matrículas específicas por idade permanecerem os mesmos durante a vida da criança. E, o padrão de vida (renda) é medido pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita expressa em poder de paridade de compra (PPP) constante, em dólar, tendo 2005 como ano de referência. (Fonte: www.pnud.org.br)

Entenda o IDH
O IDH vai de 0 a 1. Quanto mais próximo estiver de zero, pior o desenvolvimento humano e quanto mais próximo de um, melhor. O índice considera os indicadores de saúde, renda e educação.
De 0,000 até 0,499 - Desempenho muito baixo
De 0,500 até 0,599 - Desempenho baixo
De 0,600 até 0,699 - Desempenho médio
De 0,700 até 0,799 - Desempenho alto
Acima de 0,800 - desempenho muito alto
(Fonte: www.pnud.org.br)

Autor(a): Claudius Brito

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